Análise – Xenoblade Chronicles Definitive Edition

Um RPG clássico que regressa com um novo epílogo e visuais melhorados que consegue equilibrar um sistema de combate invulgar com a tradicional estrutura do género.

Xenoblade Chronicles Definitive Edition

Depois de uma sequela de sucesso e de uma expansão que procurou exponenciar o sistema de combate, Xenoblade Chronicles regressa às origens com a reedição do primeiro título da série. Anteriormente disponível na Nintendo Wii e Nintendo 3DS, a demanda de Shulk estreia-se finalmente na Nintendo Switch com gráficos trabalhados, novas adições mecânicas e um episódio inédito que nos leva a redescobrir as personagens do original. Mas será Xenoblade Chronicles imperdível dez anos depois da sua estreia? A resposta é um sólido e incontornável sim.

Para além de Future Connected, o epílogo – com uma duração de 15 a 20 horas – e uma das novidades da versão definitiva, a campanha e estória de Xenoblade Chronicles mantém-se imutável. Estamos uma vez mais de regresso ao mundo de Bionis e Mechonis, dois titãs gigantescos, onde, depois das suas mortes, se desenvolveram sociedades humanas – e não humanas – nesta realidade de guerra.

A campanha retém a aposta numa viagem emocional, repleta de reviravoltas narrativas, onde a morte e a esperança andam constantemente de mãos dadas. Há uma luta contra o destino, equilibrada pela estrutura clássica do género, que se intensifica pela fantástica aposta nas personagens e no seu relacionamento. Desde o primeiro momento que sentimos a importância das nossas ações e não é por acaso que este é considerado como um dos maiores lançamentos recentes do género.

Ao contrário da estória, que é mais arquetipal, o sistema de combate demonstra uma vontade em inovar. A Monolith Soft conseguiu pegar em mecânicas que normalmente associamos aos MMO e injetar-lhes a estrutura tradicional dos RPG japoneses. Xenoblade Chronicles não tem combates aleatórios ou por turnos e traz-nos um sistema algures entre a ação e a estratégia.

Com um ataque automático, de acordo com a distância das personagens, o jogador só tem de se preocupar com as habilidades especiais e com o posicionamento da sua equipa. Cada habilidade tem as suas vantagens e atributos adicionais, com os combates a focarem-se nos ataques rápidos, mas também na exploração das fraquezas dos monstros. Tombem um inimigo, quebrem-lhe as defesas e desfiram um ataque poderoso à medida que evoluem as habilidades e as personagens.

Xenoblade Chronicles continua a surpreender pela sua aposta em cenários expansivos, muito variados e de uma escala impressionante. Dez anos depois, continua a fascinar devido ao tamanho destes mapas, repletos de missões secundárias, colecionáveis e monstros gigantescos. Apesar de incluir um modo de transporte rápido, aconselhamos vivamente que explorem o mundo a pé, pois existem muitos segredos para desvendarem. Mesmo com os avanços tecnológicos, é raro ver uma aposta tão acentuada na exploração, especialmente para uma produção japonesa. Resta agora saber se a Monolith Soft irá trazer finalmente Xenoblade Chronicles X para a Nintendo Switch e aplicar-lhe o mesmo tratamento.

No que toca às novidades, a versão definitiva apresenta uma clara melhoria visual, ainda que sacrifique, especialmente no modo portátil, a sua resolução. Existem novos modelos de personagens, agora muito mais coloridos e animados, onde destacamos a suas expressões faciais, e um mundo mais definido e consistente a nível de desempenho. As cores são mais fortes nesta nova versão, com novos efeitos visuais e uma maior sensação de escala. Apesar de utilizar a versão original como base, o jogo estreia-se na Switch como surpreendentemente atual, apresentando também uma UI redesenhada, muito mais acessível e intuitiva – especialmente na secção das missões secundárias e das habilidades –, e uma banda sonora remisturada por Yoko Shimomura.

O regresso a Xenoblade Chronicles é imperdível para os fãs do género, demonstrando, uma vez mais, o potencial desta série exclusiva da Nintendo. Com um novo epílogo e visuais melhorados, a versão definitiva é uma excelente porta de entrada para a série, especialmente com a possibilidade de jogarem tanto na televisão, como em modo portátil.

É certo que as novidades são mais cosméticas e que os problemas do original continuam presentes, como o combate repetitivo, mas a verdade é que existem poucos jogos como Xenoblade Chronicles. Para os fãs do género, é imperdível.

Nota: Muito Bom

Plataformas: Nintendo Switch
Este jogo foi cedido para análise pela Nintendo Portugal.

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