fbpx

Análise – Warhammer 40K: Inquisitor – Martyr

Da Neocore Games chega-nos Warhammer 40K: Inquisitor – Martyr, um RPG de ação baseado no universo Warhammer, que, depois de uma passagem pelo PC, recebe uma versão adaptada às consolas.

Passado no 41º milénio, este jogo coloca-nos na pele de um Inquisitor, uma espécie de agente secreto que se vê envolvido numa guerra interestelar numa nova região criada em específico para este jogo.

Com a possibilidade de jogarmos com uma de três fações, o nosso Inquisitor pode ser um soldado, um assassino ou uma espécie de mutante com habilidades fantásticas. Dentro dessas classes, é ainda possível escolher diferentes perfis com diferentes grupos de habilidades e modos de combate.

Num estilo de jogo que faz lembrar o popular Diablo, Inquisitor – Martyr parece ter sido um jogo desenvolvido com o PC em mente e com uma jogabilidade estranha para aquilo que se encontra normalmente em jogos nesta perspetiva nas consolas.

Com uma vista meio Num estilo de jogo que faz lembrar o popular Diablo, Inquisitor – Martyr parece ter sido um jogo desenvolvido com o PC em mente e com uma jogabilidade estranha, em vez de usarmos os dois analógicos para mover e apontar a nossa personagem, temos ambas as ações num único analógico, com o outro a controlar a câmara, mudando a sua perspetiva e fazendo zoom em algumas situações. Os ataques e habilidades correspondem a diferentes botões que, quando ativadas, o jogo define automaticamente para onde estamos a apontar com base na nossa personagem.

Esta é uma jogabilidade estranha e algo diferente do que seria de esperar num título destes quando jogado num comando, o que requer alguma habituação durante as primeiras missões, mas que pode ser fulcral para saber se o jogo nos está a divertir ou não, por ser pouco intuitiva.

Muitas vezes a navegação pelos mapas torna-se complicada porque perdemos facilmente a orientação a mudar a nossa câmara e todo o jogo parece que resultaria melhor enquanto TPS do nesta perspetiva de “observador.”

Inquisitor – Martyr revela-se também um jogo algo repetitivo. Apesar das diferentes classes e sub-habilidades, a novidade desaparece ao fim das missões introdutórias, com pequenas nuances através das armas que vamos apanhando ao longo da nossa jornada de dezenas de horas. Até mesmo os níveis são compostos por salas repetitivas com poucos elementos diferenciadores em missões que pouco ou nada de novo oferecem.

Inquisitor – Martyr parece focar-se inteiramente na progressão do jogador, com dezenas de itens para colecionar e equipar e com diferentes características e níveis que vamos ter que gerir com grande atenção ao longo do jogo para ultrapassar os nossos desafios.

Não há propriamente um nível de dificuldade em Inquisitor – Martyr. Este é definido pelo nível de pontos necessários para podermos aceder às nossas missões, reforçando a necessidade de, entre missões, termos que alterar a nossa armadura ou mudar as nossas armas.

Apesar de alguma variedade de inimigos, todos eles reagem de forma bastante semelhante, com mini-bosses e bosses finais a requererem algum do nosso tempo e paciência, assim como alguma estratégia, escolhendo bem quem atacar primeiro.

Nos níveis, vamos encontrar pontos de vantagem que poderiam ser úteis, como zonas de cobertura ou metralhadoras fixas que nos permitem jogar na primeira pessoa, mas que raramente se mostram utilizáveis por falta de necessidade ou porque o ritmo do jogo simplesmente não o permite.

A apresentação do jogo, desde a sua estética aos visuais, parece bastante datada. De facto lembra mesmo os jogos de PC no início da década de 2000, abraçando por completo a estética do mundo Warhammer nos confusos e arcaicos menus e na própria interface do jogo.

O lançamento de Inquisitor – Martyr faz um excelente trabalho em situar-nos neste universo e a reconfortar-nos de que não precisamos de jogar outros títulos da série para perceber o que se passa. Há uma enorme sensação de escala neste título, que pode ser visto como uma space-opera em vez de ficção científica, e tudo tem um certo elemento teatral bastante interessante.

Apesar do áudio do jogo, o desempenho dos atores no papel das personagens que vamos encontrando é bastante bom e tornam-nas bastante convincentes, mesmo quando só as vemos e ouvirmos através de um ecrã, no topo do da imagem, com uma animação em loop.

Warhammer 40K: Inquisitor – Martyr ainda conta com um pequeno sistema de cartas para podermos criar as nossas próprias missões aleatórias e com um modo cooperativo para jogar com amigos, online ou no sofá. Mas mesmo antes de começarmos a jogar, existe a obrigação de registo na plataforma da Neocore Games, o que não faz qualquer sentido. É um elemento contra-intuitivo e que não acrescenta absolutamente nada à experiência.

E por fim temos o desempenho desta versão de consolas, em particular na PS4. Depois de vermos uma adaptação dos controlos bem estranha, a nível de desempenho também não parece estar muito afinada. Temos visuais pouco aprimorados, artefactos nas arestas e uma fluidez instável, mas o pior são mesmo as cinemáticas, que, sendo pré-gravadas, apresentam-se com arrastos e com o áudio dessincronizado, o que é uma pena, porque são dos momentos mais interessantes a nível visual e até narrativo.

Warhammer 40K: Inquisitor – Martyr estás disponível para PlayStation 4 e Xbox One.

Warhammer 40K: Inquisitor – Martyr
Nota: 6/10

Este jogo foi cedido para análise pela Upload Distribution.

- Publicidade -

Afiliados

Sigam-nos

10,778FansCurti
4,064SeguidoresSeguir
628SeguidoresSeguir

Media Partner

Relacionados

Análise – Minoria

Curto, difícil e muitas vezes implacável – assim é este metroidvania que acaba de chegar às consolas.

Crítica – Mulan (2020)

Mulan é um filme que muito difere da versão animada e original de 1998. E é provável que muitos fãs não fiquem agradados com esta película live-action.

Análise – Shing!

Parem as hordas de demónios neste jogo de ação mediano.
- Publicidade -

Mais Recentes