Análise – Untitled Goose Game

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Untitled Goose Game é o nome de um dos jogos sensação do momento, dando fama a um ganso que promete ser uma das novas mascotes da cena indie na indústria dos videojogos.

Produzido pela australiana House House, Untitled Goose Game podia ser mais um de muitos jogos do género de simulador que atingiram o seu pico quando o mundo conheceu o absurdo, mas divertidíssimo Goat Simulator. Porém, não é bem o caso.

Há, de facto, um elemento de simulação – não se pode negar isso – em Untitled Goose Game. Aqui não só controlamos um ganso, há mais do que isso: somos um ganso, neste caso o pior ganso que pacata vila rural do jogo (também ela sem nome) alguma vez viu.

É na pele, e nas penas, do ganso que vamos cumprir diferentes objetivos, abrindo caminho e portas ao longo de uma adorável e cerebral jornada, enquanto tornamos a vida de tudo e todos num inferno.

Controlar o ganso é, muito resumidamente, uma alegria. Há uma enorme sensação de liberdade ao correr de um lado para o outro, ao poder agarrar praticamente todos os objetos que encontramos, ao nadar nos rios e algumas poças e ao fazer o infernal barulho do ganso.

Não é por acaso que este ganso se tornou um fenómeno na internet. Graças aos visuais adoráveis e simplistas de Untitled Goose Game, em conjunto com as oportunidades de jogo que apresenta ao assustar os habitantes da vila, o ganso é uma estrela e uma espécie de inimigo número um, capaz de rivalizar com alguns dos vilões mais emblemáticos de outros videojogos.

Esta comparação a vilões e monstros acontece porque em Untitled Goose Game somos praticamente o vilão da história, com quase todos os nossos objetivos a fomentarem o caos e o desespero. Desde assustar velhinhos para caírem no chão, ao partir os óculos e brinquedos de meninos inocentes, ao estragar as hortas e os negócios das pessoas, até ao ponto de virar os habitantes um contra os outros, de tudo um pouco se pode fazer para nossa satisfação. E do ganso, é claro.

Mas tirando o lado mais “simulador”, Untitled Goose Game é um jogo de puzzles, puro e duro. Disponível para PC e Nintendo Switch, este parece ser uma aposta perfeita para o formato portátil Nintendo, com a sua fórmula a fazer-nos puxar pela cabeça em praticamente todos os objetivos propostos.

Senti que a clareza destes objetivos deixou, por vezes, um pouco a desejar, especialmente quando alguns deles são pouco complexos e muito fáceis de concluir. Mas esse não é o maior ponto negativo que sinto necessidade de apontar a Untitled Goose Game. O grande problema está nos objetivos mais complexos, que requerem repetição de tarefas e uma grande análise ao comportamento fantástico da inteligência artificial do jogo e a todas as ferramentas disponíveis para a interação.

Objetivos como fazer um piquenique roubando legumes e utensílios a um agricultor, sem que ele nos veja, ou fazer uma mesa com pratos e talheres longe dos olhos de um empregado são desafiantes e adicionam uma camada de ação furtiva bem inesperada ao jogo, o que é fantástico. Contudo, uma vez que temos que cumprir quase todos os objetivos de uma lista, antes de avançar para o cenário seguinte, e com estes exercícios mais completos a revelarem-se os mais claros de perceber, Untitled Goose Game acaba por perder um pouco do seu ritmo e acaba também por chocar com o entusiasmo inicial de estragar a vida às personagens do jogo.

Mas tirando isto, não há como não ficar apaixonado pelo adorável ganso branco que, com um design tão simples e motivações tão caóticas como inocentes, consegue ter tanto charme e personalidade.

Untitled Goose Game é um jogo simples que se encaixa numa categoria muito própria, e que, apesar de pequeno, nos vai fazer pensar e até nos convida a jogar mais até concluir tudo.

Untitled Goose Game está disponível para o PC e Mac, via Epic Games Store e para a Nintendo Switch.

Echo Boomer Review Muito Bom Recomendado

Untitled Goose Game

Plataforma: PC, Mac e Nintendo Switch
Este jogo (Versão PC) foi cedido para análise pela House House.

Untitled Goose Game chega diretamente da Austrália para nos colocar na pele, e nas penas, de um adorável ganso branco com um gosto especial para o caos, num jogo que mistura puzzles com ação furtiva e um pouco de simulação.

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