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Análise – TV Loewe Bild 3.40

A marca alemã Loewe caminha para o seu centésimo aniversário da sua existência, mas, apesar da idade, provavelmente não é muito conhecida pela maioria dos portugueses.

Com soluções dedicadas ao som e imagem, a Loewe aponta alto e aposta num mercado de nicho onde o design e a qualidade são os pontos mais fortes da marca. Um desses exemplos é a Loewe Bild 3.40.

Da série Bild 3, esta televisão insere-se na baixa gama de ofertas da Loewe, ainda do catálogo de 2016.

Criada a pensar em pequenas salas de estar ou para quartos, a Bild 3.40 é uma televisão 4K com tecnologia E-LED de 40 polegadas com um aspeto visual bastante moderno e sofisticado.

Com um formato quase monolítico, apresenta-se com uma moldura relativamente fina para o seu tamanho, e, na base, encontra-se uma barra de som com dois auscultadores de 40 W, que encaixa na perfeição à largura do painel.

Não é das televisões mais finas, mas, considerando que estamos num painel LED de pequenas dimensões, não é um factor que interfira muito com o aspeto geral da televisão, cujo painel é plano e aparenta ter uma ligeira inclinação, quase impercetível, para conforto na sua visualização.

O modelo que recebemos vinha com uma base bastante estável com uma particularidade que já começa a ser rara neste tipo de painéis, ou seja, permite que a televisão seja redireccionada para o ângulo desejado. É algo que também se revela útil quando queremos aceder às suas portas traseiras.

Não há dúvida que a Loewe Bild 3.40 é uma televisão bonita e capaz de despertar a curiosidade dos convidados. Mas é também na qualidade de imagem que esta televisão prima.

A Bild 3.40, apesar de ser de baixa-gama, dá uso das suas tecnologias de imagem de modo eficaz e exímio. As suas configurações pré-definidas não abusam nos efeitos de pós-processamento que estamos habituados em televisões de outras marcas. A Loewe tenta oferecer a melhor qualidade de imagem com pequenas alterações muito subtis e equilibradas, que resultam em imagens naturais e com a definição correta dependendo da sua fonte.

Claro, fica nas mãos do utilizador ligar e desligar os diferentes parâmetros para ajustar às suas preferências, mas não deixa de ser simpático estarmos perante uma TV que não nos tenta enganar.

Ao ser uma televisão 4K (3840 x 2160) com um painel de E-LED, esta é capaz de enganar os menos atentos. É notória a iluminação do painel, em que nas zonas escuras dá para perceber que o ecrã está ligado. A diferença aqui é que não se vê as fontes de luz que estão dispostas à volta do painel, mantendo, assim, os tons de negro os mais opacos possíveis.

Apesar de ser bastante competente na oferta visual, a Bild 3.40 apresenta dois problemas que limitam a sua utilização. O primeiro é o efeito fantasma (ghosting) de que esta televisão sofre, especialmente em cenas com grandes movimentos, e que infelizmente parece amplificado com o modo de fluidez ligado. O outro é o tempo de resposta acima do aceitável. Na visualização de conteúdos não é muito relevante, mas se procuram uma televisão para videojogos, esta Loewe não é recomendada.

Ficamos aqui com um painel única e exclusivamente para a visualização de conteúdos. Todavia, até aqui apresenta-se limitada.

Como em qualquer televisão recente, temos a possibilidade de usar um disco ou uma pen para visualizar ficheiros, mas a sua capacidade de descodificação de ficheiros não é vasta e não faz leitura de ficheiros de legendas.

O seu sistema operativo, o Loewe OS, é uma solução que resulta e encaixa perfeitamente na filosofia do equipamento e na facilidade de utilização e navegação. Os menus estão bem produzidos, os canais apresentam-se com logótipos grande e coloridos e todo o sistema é relativamente fluido. Mas quanto mais se navega nele e começamos a procurar determinadas opções, mais complicado se torna de executar.

Existe também suporte para algumas aplicações como Youtube, Netflix e até o Tidal – o serviço de streaming áudio de alta definição. Mas até neste departamento a execução não é a melhor. Na realidade, estas aplicações são ligações para o browser do sistema que nos obriga a usar os botões de direção do comando para controlar o rato. Frustrante e pouco intuitivo.

Felizmente o departamento sonoro é exemplar. Apesar dos seus modestos 40W por auscultador, a barra de som embutida debita um som encorpado e bastante definido, algo que seria de esperar, já que a Bild 3.40 propõe a utilização do Tidal. A verdade é que esta TV facilmente substitui uma barra de som ou um sistema homecinema mais acessível.

A Loewe Bild 3.40 apresenta-se como uma solução para quem só consome filmes em Blu-Ray/DVD e vê, ocasionalmente, televisão. Um excelente periférico complementar será mesmo o uso de um Google Chromecast, ou um leitor mediacenter, por exemplo, para ter acesso a aplicações que tirem partido das capacidades desta televisão, nomeadamente o 4K. Mas apesar das suas lacunas, é uma televisão cheia de estilo.

A Loewe Bild 3.40 encontra-se a venda em algumas superfícies comerciais com um preço recomendado de 1199€.

O equipamento foi cedido para análise pela Loewe.

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