Análise – Super Smash Bros. Ultimate

por David Fialho

Super Smash Bros. Ultimate é o quinto jogo da célebre série de luta da Nintendo com origem em 1999, na Nintendo 64.

Agora, quase vinte anos depois e com jogos cada vez com mais recheados de personagens, a novidade e emoção de ver personagens de diferentes jogos no ecrã continua uma ideia tão fresca e original, tal como da primeira vez em que vimos Mário e Pikachu a lutarem pela vida em cima da nave de Star Fox.

Ultimate faz justiça ao seu nome e promete ser a derradeira experiência Smash, pegando em tudo o que a série tem de bom e a torna icónica, elevando a experiência com a adição de ainda mais personagens, modos e ambientes, ao mesmo tempo que se adapta à nova máquina da Nintendo, a Switch, para onde, desta vez, é exclusivo.

As adições na lista de personagens para este jogo são óbvias, com a introdução na série de personagens que não estavam presentes deste o último jogo, como os Inklings de Splatoon, reinvenções de personagens já familiares, como Link na sua versão de Breath of the Wild, e até personagens de séries antigas que nunca tinham estado presentes como a Pricess Daisy dos jogos Mário. Ao todo são 11 novidades, sem contar com futuros DLCs.

Ao todo, o número de novidades é, à primeira vista, incontável, com um total de mais de 70 personagens para se irem desbloqueando à medida que se vão fazendo combates, nos seus diferentes modos ou com aparições surpresa na navegação de menus.

Os novos oponentes aparecem em qualquer lado.

A esta extensa lista, podemos ainda adicionar centenas e centenas de spirits, personagens secundárias e alternativas que conferem poderes e habilidades às personagens principais, de modo a tornarem os combates mais cerebrais e táticos face a certos tipos de oponentes.

Super Smash Bros. Ultimate é, também, altamente compreensivo nos seus modos de jogo. Pode ser jogado a solo ou com amigos até oito pessoas, se houverem mais consolas Nintendo Switch numa sala ou através do modo Online.

A versatilidade na composição de confrontos e a quantidade de opções e de regras que se podem alterar são extensas, sendo dos fatores mais interessantes de Super Smash Bros. Ultimate, tornando-o um dos jogos mais importantes em qualquer festa com amigos e familiares. Basicamente, é possível alterar todas as regras possíveis e imaginárias dentro dos limites de design do jogo.

Esta versatilidade também se faz sentir na personalização de personagens, onde se incluem os nossos Miis e nos controlos altamente flexíveis e programáveis, tornando o jogo acessível para todos.

Podemos criar uma personagem à nossa imagem.

Super Smash Bros. Ultimate não é o típico jogo de luta, como um Tekken ou um Street Fighter, não se chamando Smash por acaso. O caos reina no ecrã com muita frequência, mas todo esse caos é facilmente controlável assim que são compreendidos os comandos básicos e acessíveis. Mais do que tirar a vida ao oponente, importa arranjar estratégias para colocá-lo fora do ecrã (que neste jogo inclui um mini-mapa com indicação dos limites de jogo) ou impedir que nos ataque durante um determinado período de tempo.

Super Smash Bros. Ultimate é rápido, frenético e, por vezes, impiedoso, especialmente em dificuldades mais altas e em fases mais avançadas do jogo.

Em Ultimate contamos com uma centena de ambientes por escolher, onde encontramos remasterizações, novidades e, até, ambientes “intocáveis” desde a velhinha N64. Cada zona é basicamente uma personagem e nenhum espaço é igual ou é 100% estático. A imprevisibilidade do ambiente mudar a meio da batalha torna tudo vivo e entusiasmante. Por vezes, tanto são zonas de combate normais, como de repente tudo vira do avesso e as regras do jogo mudam de um momento para o outro.

É no novo modo de campanha World of Light que Super Smash Bros. Ultimate respira um novo ar e onde tudo isto é facilmente observável. Com uma narrativa simples, onde todas as personagens deste universo foram “mortas”, cabe a Kirby, uma das personagens mais fortes e fáceis de controlar do jogo, salvá-las uma a uma.

Alguns dos confrontos são combos de personagens deliciosos.

Como se de um mini-RPG se tratasse, vamos poder navegar num pequeno mapa isométrico onde lutamos com diferentes personagens e as adicionamos à lista principal de lutadores.

Aqui, cabe ao jogador usar os melhores recursos que tem, graças às configurações e equipas que faz com os spirits desbloqueados. No fundo, os spirits funcionam como cartas de habilidade que podem dar vantagem contra determinados inimigos, sendo possível encontrar combos engraçadíssimos como Snake de Metal Gear Solid com um spirit de Snake-Man da série MegaMan, habilidades que fazem todo o sentido no contexto do jogo.

Neste modo, também temos um sistema ao estilo de pedra-papel-tesoura, em que cada oponente pertence a um grupo, e o jogador tem que alterar o seu spirit de forma a ficar em vantagem, algo muito reminescente de jogos como Pokémon.

A jornada de World of Light lança-se facilmente para as 20-30 horas, tal como um jogo de história contemporâneo. Revela-se o melhor lugar para introduzir novos jogadores, para treinar e ser surpreendido com novas personagens e spirits desbloqueáveis que, juntamente com as suas mecânicas e personalização de estratégicas, afigura-se como um modo bem melhor que os tradicionais modos de arcada.

Não há dúvida nenhuma que Super Smash Bros. Ultimate é um excelente jogo e é fácil de ser surpreendido de combate para combate.

Com visuais fantásticos na Nintendo Switch, quer na TV ou no modo portátil, e com versões orquestradas das bandas sonoras de diferentes jogos, cada combate, mesmo perdido, parece uma autentica celebração.

Com um online relativamente simples e limitado para quem lhe falta desbloquear personagens em Super Smash Bros. Ultimate, tem pouco ou nada de mal que se lhe possa ser dito. Seja a solo ou com amigos, é a experiência Smash no seu melhor. É mais, é melhor e é muito bom.

Este jogo foi cedido para análise pela Nintendo Portugal.

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