Análise – Street Fighter 30th Anniversary Collection

Quem gosta de jogos beat em up, sabe que tem em Street Fighter o melhor do género, uma saga com uma história que começou em 1987 na velhinha máquina arcade CPS I.

Este ano, a Capcom resolveu lançar a edição de aniversário que comemora os 30 anos de existência de Street Fighter. E ainda bem que o fez, uma vez que esta coleção de jogos é algo que todos os fãs da série vão desejar possuir. Não por ser uma mera coleção na exatidão da palavra; mas sim, um celebrar de história, uma homenagem, um tributo.

Aqueles que têm vindo a acompanhar a série ao longo dos anos cedo perceberam que muitas foram as edições que Street Fighter recebeu, umas mais bem conseguidas que outras. E nem foi o primeiro capítulo que iniciou a histeria. Foi, sim, Street Fighter II, que acabou por marcar a indústria no ano em que foi lançado, tornando-se um autêntico clássico.

Street Fighter 30th Anniversary Collection

Street Fighter 30th Anniversary Collection é o redescobrir duma história. É perceber como a série evoluiu ao longo destes anos. E aqui contamos com 12 (!) jogos: Street Fighter (1987),  Street Fighter II (1991), Street Fighter II: Champion Edition (1992), Street Fighter II: Hyper Fighting (1992) com online, Super Street Fighter II (1993), Super Street Fighter II: Turbo (1994) com online, Street Fighter Alpha (1995), Street Fighter Alpha 2 (1996), Street Fighter Alpha 3 (1998) com online, Street Fighter III (1997), Street Fighter III: 2nd Impact (1997) e Street Fighter III: 3rd Strike (1999) também com online.

Aqui, o objetivo da Capcom não foi o de inovar. Foi, sim, o de reunir jogos que marcaram uma geração, principalmente para aqueles que gastaram rios de dinheiro nas máquinas arcade. Há ainda que realçar o facto, de que as versões aqui apresentadas são as originais das máquinas arcade CPS I, II e III, ou seja, versões consideradas superiores aos ports de consola.

Quando iniciamos o jogo, somos brindados com um rápido menu que nos deixa escolher as opções de Offline, Online, Museu e Opções. Para quem quiser ir direto ao assunto, basta escolher a primeira opção, depois Arcade, e logo surge um menu com os 12 jogos disponíveis. E é aqui que começa a nossa viagem no tempo, com um sorriso de orelha a orelha. Até temos a possibilidade de jogar com o formato de ecrã original e de aplicar o filtro “Arcade” sobre um jogo em si.

Street Fighter 30th Anniversary Collection

Não precisamos de seguir nenhum por ordem cronológica. Podemos simplesmente saltar para Street Fighter II por exemplo. Contudo, convido-vos a experimentar, em pleno 2018, o primeiro Street Fighter, para perceber o quão mau este jogo é (era). Jogabilidade sem qualquer profundidade, animações paupérrimas e controlos difíceis de executar. Provavelmente será dos jogos menos jogados desta coleção, mas poderá gerar umas boas gargalhadas naquelas jogatanas entre amigos, nem que seja apenas durante um par de horas.

Contudo, há que dar a mão à palmatória à Capcom. Fez o primeiro jogo desta série para uma máquina arcade que não correu bem e esperaram cinco anos até lançarem o fenomenal segundo capítulo. Aprenderam com os erros e, desde então, Street Fighter tem existido com o passar do tempo.

A grande mais valia de Street Fighter 30th Anniversary Collection está no facto de irmos descobrindo ao longo destes 30 anos o quanto a série mudou, especialmente com a evolução das máquinas arcade. Por exemplo, a diferença de grafismo de SFII para SF Alpha 2 é gigante; ou o ganho em termos de fluidez de imagem em Street Fighter III New Generation, Street Fighter III Second Impact e Street Fighter III 3rd Strike, com estes a terem sido desenvolvidos para a velhinha CPS III.

Para o bem e para o mal, como este jogo acaba por ser uma espécie de emulador de todos os jogos originais de arcada, há coisas que os fãs podem não gostar tanto. Por exemplo, se por um lado conseguimos ter fácil acesso a personagens secretas e modos escondidos – basta que, em cada título, escolhamos a opção “Informações do Jogo” e comecemos a deslizar para baixo até surgir a secção de Truques e Dicas -, por outro há opções que não estão disponíveis e que foram somente adicionadas nas versões consola, como o modo World Tour de Street Fighter Alpha 3, só para dar um exemplo. Há também personagens desbloqueáveis que só surgiram na consola, pelo que, aqui, não conseguiremos jogar com elas.

Além do modo arcade offline, têm ainda à disposição o modo treino, versus e online, sendo que o online apenas está presente em Street Fighter II: Hyper Fighting, Super Street Fighter II: Turbo, Street Fighter Alpha 3 e Street Fighter III: 3rd Strike. E a verdade é que, apesar de ser fácil encontrares adversários que queiram lutar contigo, a vertente online deixa a desejar, uma vez que é difícil iniciar um combate. E, quando o conseguimos, alguma lag é frequente, o que é uma pena.

Street Fighter 30th Anniversary Collection

Para quem gosta de saber tudo ao pormenor sobre as personagens e histórias de cada jogo, há ainda o Museu, outro dos pontos fortes do jogo. Temos o making-off dos títulos contados através de texto e imagens, curiosidades sobre as personagens e a sua evolução ao longo dos anos, ouvir os temas de cada um dos 12 jogos… No fundo, trata-se de uma relíquia para quem acompanhou a série desde o início.

Street Fighter 30th Anniversary Collection é um excelente pacote que apela à nostalgia do jogador e que reúne aqui uma belíssima coleção de jogos, embora não sendo perfeita. Não vai agradar a gregos e troianos, mas, para quem sempre quis uma série de jogos de arcade reunidos, esta é a derradeira oportunidade. Agora basta esperar que a Capcom faça o mesmo para outras séries conhecidas.

Street Fighter 30th Anniversary Collection
Nota: 8/10

O jogo (versão PS4) foi cedido para análise pela Ecoplay.

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