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Análise – Sony Xperia XZ3

A Sony voltou à carga com um novo Xperia, marcando a terceira geração da linha XZ em apenas um ano, com o Sony Xperia XZ3.

A aposta na linha XZ tem sido feita de altos e baixos. No Xperia XZ2, por exemplo, notou-se a insegurança da tecnologia em aprimorar o que o anterior tinha de bom, ao mesmo tempo que introduzia coisas novas.

Para o Xperia XZ3 esse sentimento permanece, mas talvez porque, para quem experimentou os anteriores, possa parecer mais do mesmo, algo que se refletiu nas nossas primeiras impressões. Agora, após uma semana de uso, podemos dizer que foi fácil ficarmos encantados.

Usando um design muito familiar em relação ao Xperia XZ2, que sofreu um redesenho face ao modelo introdutório em 2017, o Xperia XZ3 volta a apostar num aspeto almofadado e arredondado, mas desta vez mais fino e aprimorado, com uma parte frontal totalmente envidraçada, em que, com o ecrã desligado, temos a sensação de estar perante um ecrã que vai até às margens.

Monocelhas de fora, a Sony optou por um formato simétrico, com o ecrã de cantos arredondados bem centrado que deixa duas margens finas no topo e na parte inferior. Desta vez, parece que estamos mesmo perante um equipamento atual e lançando na altura certa.

É na parte traseira que ficamos com a ilusão que é um equipamento mais gordo do que é na realidade devido à sua ligeira curvatura acentuada pelo efeito espelhado do material. No modelo para teste, num tom esverdeado/azulado muito escuro (chamado Forest Green) é fácil ficar com dedadas marcadas, mas, tirando isso, é bem bonito.

Menos bonita é a posição horrível do sensor biométrico que se mantém no centro da traseira, um pouco abaixo do que seria certamente intuitivo. Assim, acaba por ser recorrente o clique na lente da câmara traseira que se apresenta logo em cima. É uma pena que a Sony não tenha ainda arranjado uma solução mais elegante, como no Xperia XZ1, em que tinha o sensor biométrico localizado na lateral.

E por falar nas zonas laterais do Sony Xperia XZ3, é aqui que vamos encontrar uma nova função, um par de sensores hápticos que ativam o Side Sense, um menu de atalhos muito especial que pode facilmente substituir a gaveta de aplicações.

Basta fazer um pouco de pressão com o polegar nas laterais do dispositivo que temos uma nova aba personalizável para acedermos ao que quisermos, sejam aplicações, configurações, contactos, mensagens ou tipos de ligação.

Potencial não lhe falta e, com hábito, pode tornar-se imprescindível, no entanto, no breve período de teste, nem sempre me lembrava de o usar, e, quando queria recorrer a esta função, às vezes não acionava logo, obrigando quase a trocar de mão para experimentar o Side Sense.

O Xperia XZ3 vem equipado com o Android 9.0 Pie, a versão mais recente do sistema operativo da Google que inclui todas as novas funções atuais.

Dentro do dispositivo vamos encontrar o mais recente Qualcomm Snapdragon 845, 4GB de memória RAM, 64GB para armazenamento, bateria de 3330mAh e vem preparado com certificação IP65/68 (resistente a salpicos e poeira). No geral, estamos perante um dispositivo à prova de futuro, que se coloca ao nível dos equipamentos de topo e preparado para as aplicações mais exigentes.

Na utilização diária, o Xperia XZ3 funciona de forma bastante fluida. Suporta um número significativo de aplicações em simultâneo sem compromissos e a navegação pelos menus do sistema é perfeita.

A nível de desempenho, tanto em aplicações como jogos comporta-se excecionalmente bem e, para quem procura um equipamento móvel para gaming, esta é uma excelente opção. É compatível com jogos como Asphalt 9, PUBG, FIFA e o popular Fortnite, que corre na perfeição.

Para os jogadores PlayStation 4, a Sony volta a manter a possibilidade de reprodução remota onde podemos jogar via streaming no smartphone, com controlos táteis ou, até, com sincronização Bluetooth com o DualShock 4. Requer, no entanto, uma boa ligação à rede.

Um dos pontos altos do Sony Xperia XZ3 é o seu ecrã, onde a Sony volta a recorrer às sua experiência na produção de painéis ao colocar um excelente ecrã OLED de seis polegadas com uma resolução 1440×2880 píxeis. Não estamos no patamar do 4K, mas neste ecrã não se sentiu essa necessidade.

É, provavelmente, um dos melhores ecrãs que experimentei num smartphone. Desde os elementos gráficos do sistema operativo à reprodução de vídeos e imagens, a qualidade de imagem é limpa, definida e com uma representação de cores muito bem definida. A apresentação de tons pretos ou brancos são realistas e tudo funciona de forma extremamente harmoniosa em fotografias ou vídeos.

Tecnologia HDR em conjunto com tecnologia OLED são, por norma, um casamento feito no céu, e aqui não é exceção. Basta experimentar um vídeo de demonstração do YouTube na resolução máxima do ecrã (1440p) com HDR ligado para ficar encantado. Foram vários os testes em que passei de ver clipes a ver filmes quase por inteiro só pela apresentação geral.

E quando o conteúdo não é HDR, o sistema X-Reality promete fazer a conversão digital para o efeito, algo que não é propriamente observável, mas, seja como for, com ou sem HDR, a imagem é um mimo.

Com isto, o Xperia XZ3 também se revelou um excelente equipamento para conteúdos multimédia, especialmente no Youtube e Netflix.

No que toca ao áudio, o Xperia XZ3 conta com um sistema estéreo muito robusto, com um som definido, envolvente e bem alto. Diria até que em algumas circunstâncias dispensa mesmo o uso de uma coluna Bluetooth.

Este novo dispositivo inclui ainda uma nova característica. Chama-se Dynamic Vibration System e faz com que o Xperia XZ3 vibre em diferentes partes do seu corpo de acordo com os sons reproduzidos. Funciona um pouco à semelhança de um comando de consola, mas aqui de acordo com o som, seja em jogos ou em vídeo.

Há coisas boas e coisas menos boas. Começando pelas menos boas e a que causa a primeira impressão é a estranheza de ter o dispositivo a tremer a cada burburinho ou sons mais baixos. Por vezes, este sistema transmite a ideia de ressonância, como se o volume dos altifalantes estivesse muito alto, mas, ao fim de algum tempo de utilização, parece ser uma função imprescindível e difícil de não utilizar, porque parece introduzir uma nova camada à experiência. Curiosamente, com o uso de auscultadores, o efeito não é o mesmo e já não custa desativar.

O Xperia XZ3 não conta com uma porta áudio 3.5. Recorre, sim, à porta USB-C, mas não se aflijam: a Sony foi simpática em colocar na caixa um pequeno adaptador.

Por fim temos as capacidades fotográficas do Xperia XZ3, juntamente com alguns extras.

Na traseira vamos encontrar um sensor único de 19MP, com f/2.0, de 25mm, que é praticamente o mesmo encontrado no XZ1 e no XZ2. Na frente já encontramos algo diferente, um sensor de 13MP, f/2.0 e de 22mm.

O Sony Xperia XZ3 é, como seria de esperar, também uma excelente câmara de bolso, perfeita para tirar e disparar. Conta com modos automáticos, aplicações extra e um modo manual que diria… modesto.

O modo automático, que é o mais utilizado, é extremamente rápido e nele encontramos uma opção que pode ser bastante útil para fotografias com objetos e sujeitos em movimento, onde, ao ficarmos a carregar no disparo, são captadas muito rapidamente um conjunto de fotos para podermos escolher posteriormente.

Esta função revelou-se bastante útil por uma razão menos boa: o Xperia XZ3 nem sempre captura fotografias com a mesma clareza ou detalhe. O modo automático parece não responder consistentemente e a mesma fotografia tirada com alguns segundos de diferença pode aparecer com detalhes diferentes. Talvez seja um bug de sistema, porque o mesmo acontece com a câmara frontal, mas não deixou de ser irritante.

Contudo, o modo manual salva o dia e é possível captar fotos com uma excelente claridade, definição de imagem e com pouco ruído em baixa iluminação.

Em condições perfeitas, está à altura do que podemos esperar de um dispositivo topo de gama.

Com a falta de um segundo sensor seria de esperar que o efeito de “bokeh” ficasse de fora, mas, tal como outros smartphones atuais que também só têm um sensor traseiro ou frontal, o Xperia XZ3 tem uma solução.

Para atingir o efeito desejado, há um modo onde podemos tirar duas fotos, mantendo o smartphone o mais parado possível, para depois fazer um processamento digital das duas imagens.

O resultado não é muito bom. Após várias tentativas a diferentes objetos e caras, o recorte apresenta sempre artefactos, auras ou maus recortes. A ideia é interessante, mas aqueles dois segundos sem tremeliques não valem a pena o esforço.

Para a parte frontal, o Xperia XZ3 apenas faz reconhecimento facial e desfoca o que está à volta, no que é uma solução muito barata.

No vídeo as coisas já são muito melhores. O Xperia XZ3 é capaz de capturar vídeo a 4K com HDR e com uma estabilização digital muito boa. Em condições perfeitas, as gravações são um autêntico regalo, com cores realistas e vivas, e uma definição de imagem que, observada no próprio ecrã, é como olhar para uma janela. Incrível.

Incrível é também o modo câmara-lenta que está de regresso com gravação a 960fps numa resolução Full HD. Contudo, continuamos a não ter grandes avanços no que toca ao ruído de imagem, tornando-se quase impossível de usar em ambientes pouco iluminados. É necessária muita luz para resultados perfeitos.

A Sony não parece querer largar os extras, que, tal como o modo câmara-lenta, não mostram qualquer tipo de avanços observáveis. Temos o scan facial, o scan de objetos 3D e modos de realidade aumentada que há duas gerações foram introduções promissoras, mas que, agora, não são mais do que modos para entreter os mais novos.

O Sony Xperia XZ3 é provavelmente o melhor smartphone da tecnológica nipónica, mas está longe de ser um smartphone perfeito, ou, pelo menos, não dá aquele sentimento de ser “o pacote completo.”

Enquanto que é uma excelente máquina multimédia, com algumas das melhores características do momento que funcionam na prática tal como são publicitadas (ecrã, áudio, vídeo, características atuais), não atinge o real potencial nas funções mais procuradas pelos consumidores (fotografia, ergonomia, pormenores de design).

Não há dúvidas que é um enorme passo no caminho certo e mal podemos esperar para ver o que vem no futuro, mas, para já, o Xperia XZ3 é ótimo.

O Sony Xperia XZ3 pode ser encontrado à venda em lojas como a Etoren por 682€.

Este produto foi cedido para teste pela Sony.

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