Análise – Smartphone BQ Aquaris V

O BQ Aquaris V é, provavelmente, o smartphone da tecnológica espanhola com o design mais desportivo até ao momento.

De um ponto de vista visual, enquanto a série X aponta para o premium, o Aquaris V apresenta-se mais arredondado e encorpado.

O seu corpo apresenta acabamentos em plástico e a sua traseira é revestida a metal, onde está embutida a antena, e que lhe confere uma solidez e um tato bastante relevante para este tipo de dispositivos. Isto dá também uma sensação de peso à qual não estamos habituados, apesar dos seus 165g, mas o que importa aqui é que é bastante agradável de agarrar e de utilizar.

Na traseira, temos ainda o sensor fotográfico primário, com um pequeno relevo, ao centro, um pormenor diferente da maioria dos equipamentos BQ que optam por colocá-los num dos cantos superiores. Por baixo, encontramos o sensor biométrico, bastante responsivo, de aspeto arredondado, que respeita o design do smartphone.

Estamos perante um equipamento que ainda não adotou o aspeto sem bordas. Na frente, temos a câmara frontal acompanhada por um flash, em baixo os três botões físicos, e, claro, um ecrã de 5.2 polegadas com a resolução HD de 720×1280. O facto de não possuir uma tela FullHD é algo que desaponta no BQ Aquaris V, compensando, ainda assim, na qualidade da imagem, e ajustando-se às restantes características do smartphone.

O ecrã é capacitivo e tem um acabamento anti-dedadas, que, na maioria do tempo, consegue manter-se limpo, apresentand uma imagem bastante brilhante. Já as cores parecem um pouco claras demais, algo que se nota especialmente nos menus deste equipamento Android.

Dentro do Aquaris V, vamos ter um processador Snapdragon 435 Octa Core até 1.4GHz, acompanhado de um chip gráfico Adreno 505 até 450 MHz, 3GB de memória RAM e 32GB de memória interna. Embora os seus processadores sejam modestos, o Aquaris V comporta-se como esperado, com raros momentos de lentidão, especialmente na troca das múltiplas aplicações que suporta facilmente, sendo ainda capaz de correr jogos mais recentes sem problema.

Os sensores fotográficos poderão ser os verdadeiros pontos de interesse do BQ Aquaris V. Na frente, temos um sensor da Samsung desenhado para as selfies. Com 8MP e uma abertura de f/2.0, reconhece caras, aplica filtros de beleza e comporta-se particularmente bem em cenários noturnos. Juntando a isto, temos ainda o flash frontal que poderá ser útil, consoante a situação. Já a câmara é capaz de gravar vídeos a 1080P a 30fps.

Na traseira, mudamos para um sensor da Sony de 12MP com abertura de f/2.0, autofócus, suporte HDR, RAW e muitas definições manuais. A nível de vídeo, também grava a 1080p a 30fps, permitindo, ainda, slowmotion a 120fps (a 480p) e timelapses.

A nível de qualidade de imagem, os resultados obtidos da câmara traseira são bastante bons para este tipo de equipamento. Os resultados sã fantásticos e bastante definidos quando as condições são as ideais, muito em parte graças aos sistemas de estabilização e de autofocagem.

Atendendo à aposta da BQ em introduzir dispositivos com tecnologia Dolby Atmos, a falta desta faz-se sentir, especialmente, pelo potencial de utilização do Aquaris V em servir de leitor de música. Ainda assim, a qualidade de som, quer via Jack 3.5mm ou Bluetooth, é bastante boa, mas falta-lhe algum corpo.

A bateria é de 3100mAh. A autonomia é a esperada e o tempo de utilização é bastante bom, garantindo-nos um dia inteiro sem recorrer à ficha ou a um powerbank.

O BQ Aquaris V é ainda à prova de pó e salpicos, com a certificação IP52, tem tecnologia Quick Charge 3.0 e vem com o Android 7.1.2 pronto a usar e personalizar.

Este é um smartphone bastante competente e modesto, que prima especialmente pelo lado mais desportivo. Fica aquém de algumas funções e questões técnicas, mas revela-se um bom produto para quem quer um equipamento multifunções e fácil de utilizar.

O BQ Aquaris V existe em dois modelos, com o 16GB/2G a partir de 209,90€ e o 32GB/3G (que analisámos) a 239,90€.

O equipamento foi cedido para análise pela BQ.


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