Análise – PlayerUnknown’s Battlegrounds na PlayStation 4

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A chegada de PlayerUnknown’s Battlegrounds ( ou PUBG para os amigos) à PlayStation 4 é uma porta aberta a novos jogadores deste popular jogo multijogador.

Lançado originalmente para PC e, mais tarde, para Xbox One, PUBG foi umas das peças mais importantes para a massificação de um novo género que inspirou spin-offs de jogos como Fortnite e empurrou outras franquias como Call of Duty a experimentarem este estilo de jogo.

PUBG foi o primeiro Battle Royale a popularizar o género, e, ao chegar à PlayStation 4, aumenta o leque de opções disponíveis para os entusiastas do género na plataforma da Sony. Mas as questões que se levantam são: Como é que se comporta? E, para quem não conhece PUGB, o que é que é?

O conceito por detrás de PUBG é, na sua essência, o de um Battle Royale puro. Trata-se de um título multijogador que atira 100 jogadores para um mapa que vai fechando gradualmente onde estes lutam pela sobrevivência à procura de recursos e lutam, também, entre si, até um ficar apenas de pé ou uma equipa até quatro jogadores.

PUBG chega à PlayStation 4 já na sua versão final após um extenso período em early access e inclui todas as novidades lançadas no jogo, como armas, itens de vestuário e três enormes mapas, com um quarto mapa no Ártico (Vikendi) em sessões de teste. Para quem está habituado a PUBG noutras plataformas, aqui irá sentir-se em casa e vai encontrar na PlayStation 4 a versão mais compreensiva e completa pronta a ser jogada.

A jogabilidade usa exatamente os mesmos moldes da outra versão de consolas já existente. As mecânicas são as mesmas e a experiência de jogo e ritmo de cada partida é exatamente igual. Partidas lentas, táticas, com muita exploração e procura antes de nos atirarmos para o meio das zonas de disparo.

A liberdade de escolha para cair em qualquer parte do mapa e começar a partida mantém-se intocável, com todas as consequências de cairmos numa zona insegura e com escassez de recursos, resultando em momentos de enorme adrenalina que tanto acrescentam à experiência.

Contudo, esta versão de PUBG traz alguns problemas e continua com pequenos pormenores irritantes que poderiam ter sido ultrapassados e que podem ser especialmente frustrantes para jogadores mais recentes. Por exemplo, não é possível desligar as vozes de outros jogadores, especialmente quando encontramos alguém extremamente irritante, e os controlos, por defeito, obrigam a que o gatilho esquerdo seja carregado duas vezes para poder fazer zoom.

As opções gerais do jogo parecem, no geral, limitadas e difíceis de ler, e toda a interface gráfica parece estar demasiado dependente da versão PC, com menus pouco intuitivos de se usar no DualShock 4. Claro que tudo isto requer hábito, mas, na sua versão final, depois de quase dois anos de existência, PUBG podia ser mais acessível aos comandos.

Tecnicamente, PUBG para a PlayStation 4 também deixa um pouco a desejar, especialmente na PS4 Slim. É um facto que não é propriamente o jogo mais bonito do mercado, sendo fácil ignorar esta parte em benefício do da jogabilidade e do quão viciante o jogo pode ser. Mas PUBG não representa, de forma alguma, as capacidades da máquina da Sony.

Os mapas são interessantes e variados o quanto baste, mas as pobres texturas e a iluminação que, por vezes, parece não mostrar sombras, dá-nos a sensação de estarmos perante um jogo da PlayStation 3 no início da sua geração.

O jogo sofre também com o carregamento de elementos no ecrã, particularmente com paisagens à distância e no começo das partidas, fazendo parecer que entrámos num enorme glitch.

A pobre optimização visual tem um lado bom, que é o desempenho do jogo. Durante as partidas é aparentemente sólido nos 30fps, com eventuais quebras, mas nada que estrague a experiência no geral.

A versão PlayStation 4 de PUBG pode não ser uma revolução. É praticamente o mesmo jogo que já tínhamos noutras plataformas e apresenta-se ao nível das mesmas. Se, por um lado, e tendo em conta a falta de suporte cross-platform, se lamenta a ausência de diferenças significativas nesta versão, por outro PUBG é mais do que bem-vindo à plataforma da Sony.

Este jogo foi cedido para análise pela PlayStation Portugal.


 

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