Análise – Portátil HP ZBook 15 G4

Que tipo de computadores é que imaginam que os astronautas da NASA usariam na Estação Espacial Internacional? A HP diz-nos que é a sua linha de Workstations ZBook, e, após experimentarmos um dos seus modelos, o HP ZBook 15 G4, estamos convencidos que se calhar é verdade.

Certamente que os tais astronautas não usam este modelo em específico, mas o ZBook 15 G4 que recebemos é uma demonstração quase absurda do que é possível meter num computador portátil.

Este não é um dispositivo casual, muito menos hardcore, ou direcionado para os videojogos. Ainda que tenha folgo para este tipo de actividades, o ZBook 15 G4 é uma máquina de trabalho, daí ser uma Workstation.

É uma máquina criada para a alta performance e para ser extremamente rápido e eficiente em processamento e de cálculos. Está preparado para diversas utilizações em qualquer ambiente. Não é, por acaso, que é um tipo de dispositivo concebido com a ajuda de parceiros como a Adobe e a Autodesk.

O modelo que nos passou pelas mãos é impressionante, considerando que é um dispositivo móvel. No seu interior contámos com um processador Intel Xeon E3-1535M v6 de 3.10GHz, uma monstruosa memória de 64GB DDR4 e, a juntar a isto, uma NVIDIA Quadro P500 com 16GB de memória vídeo GDDR5. 

Perguntamos nós: com características destas, o que é suposto fazermos com tanto músculo?

Este não é o típico computador para ir ao Facebook ou ao Gmail, mas pasmem-se que certamente o poderão fazer enquanto abrem dezenas e dezenas de tabs no vosso browser, ao mesmo tempo que podem fazer outras operações em aplicações pesadas (como o Adobe After Effects) ou o software de renderização 3D (Unity e Unreal).

Enquanto fãs de videojogos, fomos, obviamente, testar as suas capacidades gráficas. Mais uma vez, esta não é uma máquina de jogos. Apesar da sua potente placa gráfica, estamos perante um componente desenhado para o processamento 3D em tempo real, sendo direcionado a artistas e produtores.

O chipset da NVIDIA Quadro P500 será, aproximadamente, equivalente ao de uma GeForce GTX 1070, capaz de produzir imagens de alta qualidade até 4K sem grande esforço. Jogos como The Witcher 3 e Mass Effect: Andromeda mostraram com alguma facilidade o que o ZBook 15 G4 é capaz em termos gráficos. Com predefinições perto do máximo, estes jogos correm com facilidade a 30fps a 4K.

Mas sendo uma máquina para trabalhar os bastidores destes produtos, virámo-nos para as aplicações gratuitas do Unity e da Unreal, que nos permitem testar demonstrações gráficas com as últimas novidades do mercado. Foi ao vermos estas demonstrações a correrem em tempo real e a possibilidade de as manipularmos que percebemos a razão de existência de computadores deste calibre.

O ZBook 15 G4 também vem preparado para a utilização dos mais recentes headsets de realidade virtual, mas, durante o nosso teste, não tivemos equipamento disponível para experimentar.

Estes pequenos testes revelam a capacidade de cálculo desta máquina, capaz de processar milhões de operações por segundo sem grande problema.

Para tirar total partido das suas capacidades internas, o nosso Zbook 15 G4 veio equipado com um ecrã UHD 4K de apenas 15 polegadas e com tecnologia HP DreamColor que suporta mais de mil milhões de cores. Esta tecnologia pode ser uma mais valia para quem trabalha em produção de vídeo e fotografia, sendo garantido que irá obter resultados mais precisos.

A nível de som, este equipamento recorre à sua parceira Bang & Olufsen com um sistema estéreo HD embutido, cuja performance é equivalente a uma boa coluna Bluetooth com subwoofer incluído.

A HP fornece ainda uma série de aplicações que ajudam a gerir os recursos da máquina e que nos acompanham para obter a melhor estabilidade e a gerir os consumos deste equipamento. Neste caso, vem equipado com uma pujante bateria de longa duração de 9 células de polímero (90 Wh) que permite uma utilização intensiva quase até às duas horas, mas que se multiplica com uma utilização mais casual.

O ZBook 15 G4 não é um computador propriamente bonito. É grande, pesado, grosso, sendo mais um transportável do que um portátil. Ainda assim, apresenta-se com linhas bastante simples e modernas, e, se ignorarmos a sua grossura quando aberto, aparenta ser um computador bem premium.

A sua aparência deve-se, obviamente, aos seus componentes de alto desempenho, à necessidade de ter muita ventilação e para permitir encaixar nas suas laterais todo o tipo de ligações físicas possíveis.

Ao ZBook 15 G4 não faltam portas e entradas. Na lateral esquerda temos uma porta de rede RJ-45, três portas USB 3.0 e leitor de cartões SD. No lado direito temos duas USB-C, uma porta VGA, uma porta HDMI, outra USB 3.0, o jack 3.5mm estéreo e até um smartcard reader. De fora só fica mesmo um leitor de CD/DVD.

Segundo a HP, este computador está preparado para os ambientes mais extremos com resistência ao pó, quedas e a utilizações mais agressivas. Não fizemos nenhum teste de resistência, mas a solidez do ZBook 15 G4 revela que está preparado para qualquer coisa.

Claro que um equipamento tão bem preparado e com um desempenho direcionado para profissionais vem com um custo, obviamente, elevado.

O Zbook 15 G4 pode ser adquirido com várias configurações diferentes do nosso produto de teste e está disponível com um preço indicativo que começa nos 2384€.

A questão que se coloca é: vale o investimento? Para o comum dos mortais, obviamente que não. Mas se o vosso trabalho requer modelação e manipulação 3D, multitasking intensivo, produção multimédia a nível profissional e alguma versatilidade, talvez seja uma boa opção. Para o que é, é uma excelente máquina.

O equipamento foi cedido para análise pela HP.

Segue-nos nas redes sociais no FacebookTwitter e Instagram.

- Publicidade -

Sigam-nos

10,679FansCurti
4,064SeguidoresSeguir
620SeguidoresSeguir

Media Partner

Relacionados

Análise – Destroy All Humans!

Conquistem a Terra neste regresso a 2005.

Entre impressoras e portáteis gaming, a HP está bem apetrechada até final do ano

A conhecida marca apresentou uma série de novidades a pensar também no regresso às aulas.

Análise – TT Isle of Man II: Ride on the Edge (Nintendo Switch)

Se procuram um jogo de corridas excitante, realista e que leve ao limite as vossas habilidades na Switch, TT Isle of Man II: Ride on the Edge é a resposta.

Análise – Ion Fury

Um verdadeiro regresso ao passado que é imperdível para todos os fãs dos FPS à antiga.
- Publicidade -

Mais Recentes