Análise – Pacer

Cinco anos após o lançamento original, Pacer estreia-se nas consolas com um jogo somente satisfatório.

Pacer
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Texto por: Bruno Alagoa

Originalmente intitulado como Formula Fusion e lançado em 2015 para PC, Pacer recebe uma grande atualização e novo nome ao estrear-se nas consolas como um jogo indie de corridas futuristas.

Desenvolvido pela R8 Games, Pacer é extremamente semelhante a Wipeout (o pioneiro deste tipo de jogo), onde corremos em pistas que desafiam a gravidade a velocidades vertiginosas. Para nos ajudar na corrida, temos vários utensílios: faixas de aceleração, boosts de velocidade (que podemos acumular para usar quando necessário) e… armas! Isto porque estas corridas tornam-se um verdadeiro campo de batalha.

Num frenesim de canhões de energia, metralhadoras e minas, contamos com 11 armas diferentes (das quais podemos escolher duas e ainda modificadores para as personalizar) para progredir na pista com até nove adversários e a nossa nave personalizada.

Personalizar é o que define Pacer. Entre cinco naves diferentes, podemos alterar na garagem o desempenho, cosméticos e armas de cada nave, o que nos permite criar uma viatura indicada para cada tipo de jogador e até personalizada para pistas e modos de jogo diferentes. Para cada circunstância existe uma opção apropriada, mas, se preferirem, podem simplesmente jogar com as pré-definidas pelo jogo.

Ao nosso dispor temos ainda vários modos de jogo, como o Jogo Rápido, Carreira e partidas Online. Este último é facilmente descartável, especialmente depois de esperar 10 minutos por tentativa no matchmaking, algo que poderá ser justificado por ser um jogo recente ou, também, pela falta de jogadores.

Assim, acabei por dedicar-me somente ao modo de Carreira, o mais desafiante do jogo. Primeiro tive de me adaptar aos controlos, já que, em vez de ter um travão convencional, a jogabilidade requer o controlo de dois travões de ar que nos permitem controlar a nave para a esquerda e para a direita, ajudando nos drifts. Além de oito modos de jogo (incluindo um pouco convencional modo Battle Royale de corridas) e 14 pistas, o modo carreira ainda nos desafia a concluir os níveis dentro de determinadas cláusulas, desde eliminar adversários só com minas a concluir níveis de drift só a utilizar os travões. O meu predileto foi o modo eliminação: no final de cada volta, o último classificado é eliminado.

À medida que progredimos na carreira, as corridas tornam-se cada vez mais velozes e os oponentes mais competitivos, colando-nos ao ecrã enquanto tentamos realizar curvas perfeitas e destruir oponentes no melhor tempo possível, evitando danos que possam destruir a nave. As primeiras horas de jogo servem para nos adaptarmos à jogabilidade, mas, quando a velocidade aumenta e as curvas encurtam, começamos a sentir aquela satisfação de correr sem tocar nas bermas, ganhar distância dos oponentes e destruir o adversário à nossa frente.

Visualmente, o jogo não é nenhuma obra de arte. É satisfatório e aceitável dentro do género indie. Já a banda sonora ajuda e complementa muito bem todo o ritmo do jogo. Variando entre drum n’ bass e techno, misturado com muitos neons, temos uma vasta playlist com mais de 80 músicas licenciadas que também podemos personalizar. Curiosidade: Fazem parte desta playlist músicas originais de Tim Wright (também conhecido como CoLDSToRAGE) autor da banda sonora de Wipeout, jogo em que Pacer se inspira.

De resto, tenho a destacar outro ponto negativo, além de não ter conseguido usufruir do modo online: perdi os meus dados gravados… duas vezes. Um erro que, provavelmente, está relacionado com alguma falha no autosave, e que, como tal, deve poder ser corrigido através de uma futura atualização, mas não deixa de ser chato. E por falar em atualizações, Pacer teve, este Halloween, um evento em que nos ofereceu cosméticos como ossos, aranhas e caveiras. Mais cosméticos podem ser desbloqueados na garagem com os créditos ganhos no modo carreira.

No geral, posso dizer que, apesar de ter gostado minimamente da experiência e de ter achado o jogo desafiante, Pacer peca pelo grafismo e animações. A variedade das pistas até pode ser interessante, mas as paisagens não fascinam devido à falta de pormenor. As animações das armas, do rasto e escudos estão também desatualizadas, lembrando mais um jogo remasterizado da PlayStation 3 do que um jogo novo para a PlayStation 4 e Xbox One.

A R8 Games podia ter investido mais neste relançamento. No passado teria sido um bom jogo, no entanto, dado o crescente grau de exigência do ramo, revela-se apenas um arcade divertido… mas sem grande expectativa.

Fica o desejo de, mais tarde, em modo online, desafiar outras pessoas e dar outra oportunidade a este título. Talvez uma opção com crossplay possa ajudar a estabelecer uma comunidade.

Nota: Satisfatorio

Plataformas: PC e PlayStation 4
Este jogo (versão PlayStation 4) foi cedido para análise pela Jesús Fabre.

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