Análise – Marvel’s Spider-Man: The Heist

por David Fialho

Marvel’s Spider-Man para a PlayStation 4 recebeu o seu primeiro episódio de história, The Heist, que faz parte do pacote de conteúdos pós-jogo A Cidade Que Nunca Dorme.

The Heist não podia surgir em melhor altura. Depois do lançamento de Marvel’s Spider-Man, a equipa da Insomniac Games trabalhou não só neste conteúdo, mas também em patches que têm vindo a tornar o jogo mais polido e completo.

Um exemplo dessas adições gratuitas para todos os jogadores é o novo modo New Game +, com novos troféus, ou, até, o modo fotografia, que recebeu também uma pequena melhoria com um botão de atalho.

Estas pequenas adições acabam por chamar novamente os jogadores para se juntarem às novas aventuras de Spider-Man, especialmente os que já terminaram e procuram continuar a balançar pelos céus de Nova Iorque.

The Heist passa-se precisamente depois da história principal, sendo o primeiro de três episódios de história que adicionam novas ameaças e desafios.

Com a história a passar-se toda durante uma noite, também a longevidade da história deste pedaço de jogo é relativamente reduzida quando comparada com à jornada do jogo principal, aproximando-se de umas meras duas horas de história, podendo durar pouco mais de três, no máximo, para quem procurar os 100%.

É com um simples assalto ao Museu de Arte Contemporânea de Manhattan que se dá início à nova aventura. Aqui, Spider-Man reencontra-se com uma antiga aliada, alguém que o jogador coloca os olhos pela primeira vez, apesar de já se ter cruzado com ela durante o jogo principal. Falamos da misteriosa Black Cat, ou Felicia Hardy para os amigos.

Com uma apresentação que encaixa na perfeição no registo visual do jogo, os fãs de Spider-Man podem ficar descansados no que toca à personalidade de Felicia, assim como à dinâmica que ela tem com Spider-Man, que são fieis aos materiais originais.

Tal como no jogo principal, Spider-Man é-nos apresentado como uma personagem com alguma bagagem e isso é algo que se reflete na relação entre ambos, causando momentos bastante hilariantes, onde não falta desconforto por parte de Spider-Man, ou ciúmes da MJ, que também aqui conta uma pequena missão dedicada.

Embora se entenda que estes são momentos mais leves, a história é tão séria e, por vezes, tão pesada como vimos no jogo principal, onde nos envolvemos num conflito de duas novas fações de criminosos que querem tomar conta da cidade, sacrificando a segurança e a vida dos nova-iorquinos.

Simples e eficaz, a história não têm muito que se lhe diga, a não ser pela interação das personagens e por um cliffhanger que apimenta a curiosidade do próximo episódio que chega em novembro, chamado Marvel’s Spider-Man: Turf Wars, antes do grande final no mês seguinte com Marvel’s Spider-Man: Silver Lining.

Desde muito cedo que The Heist nos deixa espreitar um pouco do que nos espera daqui para a frente, como novos grupos de inimigos que se mostram um obstáculo que nos obriga a usar todas as ferramentas do nosso arsenal, ou não fosse o jogo assumir, de diversas formas, que o jogador já tenha terminado a aventura principal.

Os novos grupos de inimigos não são muito diferentes dos que já conhecemos, mas as suas estratégias, força e a introdução de um dos mobs mais fortes agora com metralhadora nas mãos tornam o jogo mais tático, cerebral e, obviamente, difícil.

Tudo isto é elevado um pouco ao extremo mais para o final deste episódio, onde, para além de balas, há mísseis e um número absurdo de inimigos que vai requerer alguma paciência. Momentos destes são algo regulares, com ênfase para o final, que, de alguma forma, substituem a existência de uma batalha de boss, algo que também se justifica por falta de um inimigo “à séria”, que, para já, parece encontrar-se nas sombras.

Assim, a nível de jogabilidade, The Heist não muda drasticamente o jogo. Oferece, sim,  mais oportunidades de usar todas as nossas habilidades acompanhadas de uma pequena e eficaz história.

Mas este DLC não se fica só pelo modo de história, uma vez que introduz novos desafios e colecionáveis com as suas pequenas mini-histórias que ajudam a desbloquear novos fatos para o Homem-Aranha. Por exemplo, vamos ter que ajudar um polícia prestes a reformar-se a procurar obras de arte roubadas, parte esta que acrescenta algumas informações ao passado da Black Cat, e deparamo-nos com o regresso de Screwball, uma personagem menor no jogo principal, que aqui nos oferece novos desafios.

E claro, também não podiam faltar os novos podcasts do JJJ enquanto navegamos pelo mapa, que são novamente deliciosos e hilariantes de se ouvir.

The Heist destaca-se também pela ambiência noturna pelos novos tipos de crimes que vamos poder encontrar e pela banda sonora, mais uma vez excecional, contando com novos temas e remisturas do original.

Apesar de pequeno, The Heist é um bom acrescento ao mundo de Marvel’s Spider-Man, com personagens e situações que, para já, não justificam uma sequela. É um bom conteúdo pós-jogo com um formato clássico que já não é recorrente e o início de uma nova história bastante emocionante e que é, certamente, para acompanhar.

Marvel’s Spider-Man: The Heist faz parte do pacote A Cidade Que Nunca Dorme que pode ser adquirido digitalmente por 19,99€ na PS Store e que é gratuito para todos os jogadores da Edição Deluxe de Marvel’s Spider-Man.

Este conteúdo foi cedido para análise pela PlayStation Portugal.


 

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