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Análise – LG G6

Foi em fevereiro deste ano, mais precisamente na Mobile World Congress (MWC), que decorreu em Barcelona, Espanha, que a coreana LG mostrou ao mundo o seu LG G6, o sucessor do mal recebido LG G5.

Não é que o LG G5 fosse um mau equipamento, muito pelo contrário, mas o mercado não estava preparado para receber um smartphone modular. Saliente-se que a marca gosta de inovar e arriscar: o G Flex com o seu ecrã curvo, o LG V10 com o seu duplo ecrã, e, mais recentemente, com o já referido G5 e a sua estrutura modular. Uma marca à frente do seu tempo, parece-nos.

Em 2017, a LG resolveu simplificar as coisas para o seu LG G6, apresentando um terminal com um design mais simples, mas muitíssimo elegante e sóbrio com a sua moldura em alumínio e parte frontal e traseira de vidro. Assim que agarramos nele, sentimos um smartphone bem construído, robusto e bastante confortável de usar. Adapta-se perfeitamente às nossas mãos, não sendo nada escorregadio, ainda que verificássemos que, em relação aos seus concorrentes, é algo mais grosso. Nada que choque, sejamos sinceros.

Em termos de sensor biométrico, o mesmo continua centrado logo abaixo dos dois sensores fotográficos, sendo de fácil acesso. Estando na parte traseira, obriga-nos a que, para o usarmos, tenhamos de pegar no smartphone ou levantá-lo de uma superfície, uma tarefa que pode ser chata. No entanto, utilizá-lo acaba por ser uma agradável experiência, pois lê as impressões de forma rápida e preciso, sendo o desbloqueio quase instantâneo.

Ainda falando na construção do dispositivo, temos na base uma entrada USB Type-C, a coluna de som e o microfone. Em cima, a porta áudio Jack 3,5mm, o que significa que podes ligar os teus auriculares ou auscultadores à vontade. E podem deixá-lo cair dentro de água, já que possui certificação IP68, tornando-o resistente à água e a poeiras.

É, porém, no ecrã, que está todo o esplendor do LG G6. Aqui temos uma excelente tela IPS LCD Quad HD de 5,7 polegadas com 2880×1440 pixéis de resolução, que, apesar de não ocupar tanto espaço como outros dispositivos, ainda aproveita cerca de 80% da parte frontal, o que não é nada mau.

Continuemos a falar do ecrã. Este (grande) ecrã de 18:9, que a marca chama de FullVision, foi criado pela própria divisão de ecrãs da marca, a LG Display, e, além de generoso, faz muito bem o serviço. Apresenta cores vivas e ricas, uma excelente nitidez e um bom brilho. Ver vídeos neste ecrã é uma bela experiência, assim como verificar imagens ou usá-lo para trabalhar.

Além disso, suporta as tecnologias Dolby Vision e HDR 10, fazendo com que consiga apresentar cores mais vibrantes e acentuadas em várias aplicações. De destacar ainda o ecrã Always On, que pode apresentar as horas e algumas notificações no ecrã, mesmo que não estejamos a utilizar o telemóvel. Neste caso, é visível que, assim que recebemos uma notificação, todo o ecrã é iluminado em cor preta.

Em termos de desempenho, o G6 conta com 4GB de RAM e o processador Snapdragon 821, lançado o ano passado. Como a marca não conseguiu colocar o Snapdragon 835 no G6, teve de se contentar com a versão anterior. E isso não fará grande diferença no dia-a-dia, com o smartphone a conseguir desempenhar todas as tarefas, aplicações ou jogos com grande fluidez. Poderão notar algumas quebras de performance em relação ao SD 835 no uso de aplicações mais pesadas, mas, com a ajuda da UI otimizada da LG, o utilizador comum não terá quaisquer problemas em usar este equipamento para diversas tarefas, mesmo se dividir o ecrã em dois e utilizar duas aplicações em simultâneo.

Ainda em relação à UI da LG, esta tentou simplificar a sua skin ao máximo, deixando a experiência próxima de um Android stock (puro). Apesar de animações em excesso, a UI apresenta ícones mais arredondados, um pouco ao estilo dos cantos do ecrã, além dos botões de navegação na base para utilizadores que estão habituados a usá-los. Outra particularidade deste layout é o facto de possuir uma reciclagem de aplicações, um pouco ao estilo do que usamos nos nossos computadores. Assim, ao invés da aplicação apagar-se em definitivo, ficará guardada no sistema durante 24 horas, período em que o utilizador decide se a quer repor ou não. E quem diz aplicações diz também outro tipo de dados.

Já falámos do design, do ecrã e do desempenho. Faltam as câmaras. Aqui temos duas lentes de 13MP cada na traseira e uma lente frontal com 8MP. Uma das lentes secundárias é grande angular, assim como a frontal, também ela grande angular. Na prática, faz com que consigamos incluir mais elementos na foto. No caso da lente frontal, é algo realmente útil para selfies com amigos ou em família.

Uma particularidade interessante na aplicação de fotografia do G6, é a capacidade de se poder tirar fotografias e fazer vídeos com as câmaras traseiras e frontal em simultâneo. Um pouco como o recente Nokia 8, mas sem, por exemplo, as capacidades de streaming em direto para Facebook e Youtube.

No caso da traseira grande angular, é algo útil especialmente para quem gosta de passear por zonas verdejantes e gosta de captar imagens amplas ou um belo cenário de fundo, dando outro nível de profundidade. É também útil para quem se farta de passear e gosta de captar momentos em sítios recomendados no Trip Advisor.

Em termos de qualidade, as câmaras não desiludem, especialmente se tivermos boas condições de iluminação. Se for o caso, e com a câmara traseira dupla, teremos imagens bem detalhadas e focadas, com um excelente nível de definição. Já o uso de fotos com zoom deve ser moderado, pois apresentam algum grão.

Porém, o grande senão está mesmo na captação de fotos em ambientes de pouca luz. Aí, o desempenho fotográfico deixa muito a desejar, com as imagens a ficarem com pouca definição. Usando flash a qualidade melhora, mas este é, definitivamente, o ponto mais fraco deste LG G6.

Tem uma bateria de 3300mAh, por isso podem preparar-se para um dia de utilização intensiva. É garantido que, caso saiam de casa por volta das 9h, e regressem às 21h, e durante esse período terem usado o GPS, redes sociais, Spotify, YouTube e um ou outro jogo ocasional, terão o dispositivo com uns 10-15% de bateria, algo um pouco abaixo de outros smartphones que já testámos. A própria bateria, apesar de demorar menos de duas horas a recarregar do 0 aos 100%, é mais lenta que outros dispositivos que o conseguem fazer em cerca de hora e meia.

LG G6

Uma nota final para o departamento do som, que, embora não sendo magnífico, apresenta temas e vídeos com uma boa qualidade de som. O posicionamento da coluna na parte inferior é que deixa a desejar, especialmente para quem pega no smartphone de uma certa forma.

Concluindo, o LG G6 é um smartphone que pode convencer pelas suas câmaras, desempenho e belíssimo ecrã. Apesar de o preço de lançamento não ter sido convidativo, já se consegue encontrar o equipamento por pouco mais de 400€, o que faz com que o possamos recomendar a quem não quiser gastar várias centenas de euros num equipamento móvel.

O LG G6 foi cedido para análise pela LG Portugal.

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