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Análise – Huawei Mate 20 lite

Já disponível no mercado, o Huawei Mate 20 lite chegou-se à frente em antecipação do próximo topo de gama da marca chinesa.

É assim, o primeiro smartphone da linha Mate 20, que vem “substituir” a linha Mate 10 com algumas das funcionalidades que se tornaram tendência desde o ano passado.

Assim como seria de esperar, esta nova geração de smartphones da Huawei continua com o legado iniciado com o P20. O Huawei Mate 20 lite abraça o ecrã gigante com moldura fina e uma monocelha, ocupando cerca de 81% da área de superfície do dispositivo. O ecrã deixa apenas espaço na zona inferior, na monocelha e uma moldura fina, mas larga o suficiente para não carregarmos acidentalmente no ecrã 2.5D quando agarramos o smartphone.

O Huawei Mate 20 lite aposta tanto na simplicidade que só tem três botões físicos, os expectáveis de ligar e de volume, que se encontram no lado direito. É uma autêntica lâmina, uma pequena placa de bolso. Com apenas 7.6mm de altura e com os seus quase 16cm de cumprimento (onde está presente um ecrã de 6.3 polegadas), em conjunto com uma qualidade de construção bastante sólida, o Huawei Mate 20 lite é incrivelmente satisfatório só de o ter na mão. Contudo, a sua ergonomia não é perfeita, pois o dispositivo pode ser demasiado grande para algumas mãos e, até, alguns bolsos.

Durante a nossa utilização, também nos confrontámos com um pequeno inconveniente devido às suas dimensões, em que qualquer toque na parte inferior do dispositivo, durante atividades como scroll ou de escrita de texto, acionava facilmente o gestor de aplicações, conduzindo-nos para cliques acidentais.

O ecrã do Huawei Mate 20 lite é composto por um painel de 6.3 polegadas com uma resolução FullHD+ (1080×2340 pixeis). Tirando o inconveniente da sua dimensão, este dispositivo aproveita ao máximo a sua área de superfície, onde todos os píxeis contam. A definição é excelente, não mostra sinais de arrasto, a apresentação das cores é impecável e, com estas dimensões, é um equipamento excelente para ver filmes e séries.

A vertente multimédia deste equipamento parece ser perfeita, ou não fosse a inclusão da porta áudio para os nossos auriculares, poupando-nos de ter que adquirir um par sem fios que é também condicionado pela sua bateria. Quem não quiser usar esta porta, tem sempre o altifalante na base, que tem um bom volume, mas que necessitava de um pouco mais de baixos. Ainda assim, não é o ideal para acompanhar experiências imersivas quando o som espacial se concentra apenas naquela região do smartphone.

Na traseira espelhada, a Huawei centrou as duas câmaras e o sensor biométrico, muito bem posicionados e fáceis de alcançar. Nada a apontar aqui.

A nível de características, o Huawei Mate 20 lite não está aqui para brincadeiras e vem muito bem equipado. Inclui um processador proprietário da tecnológica chinesa, o Kirin 710, um octa-core de 2.2Ghz, que é uma novidade lançada neste equipamento e que promete 75% mais potência em relação ao seu antecessor, o Kirin 659.

Este modelo em particular vem num pacote de 4GB de memória RAM, 64GB de armazenamento interno e uma bateria de 3750mAh.

O novo processador concebido para o Huawei Mate 20 lite é, mais uma vez, inteligente. Não, ele não vai começar a falar conosco e perguntar se temos frio na sala ou se precisamos de chamar um Uber para o nosso encontro, mas vai ajudar-nos a estender o tempo de bateria útil, na gestão de conteúdos multimédia na nossa biblioteca através de catalogação, gestão de recursos das aplicações e, talvez o mais importante, na utilização das capacidades de fotografia do equipamento.

A nível de câmaras, a Huawei não aposta apenas em duas, nem em três, mas sim em quatro câmaras. E pelos vistos, o que encontramos no Huawei Mate 20 lite é apenas o início desta equação fotográfica, com o Mate 20 Pro a querer acrescentar ainda mais.

Na traseira do Huawei Mate 20 lite, temos as já tradicionais duas câmaras, uma de 20MP com abertura de f/1.8, com autofoco, HDR, reconhecimento facial, entre outras funcionalidades, que funciona em conjunto com outra lente de apenas 2MP, que serve de sensor de profundidade.

Juntamente com as capacidades de inteligência artificial, a Huawei tem um conjunto de filtros que podem ser aplicados com muito mais precisão em relação à imagem. Um desses exemplos está presente num modo artístico que, à semelhança da aplicação Prisma, reconhece cores, objetos faces e, até, a composição da imagem, de modo a transformar as fotografias em potenciais obras de arte. O resultado não é espetacular. Na verdade, vai depender bastante do olho e da criatividade do utilizador, mas funciona como seria expectável e é uma adição interessante à aplicação de fotografia.

A inteligência artificial é usada também no reconhecimento de cenas e de luz, transformando o modo automático em algo mais inteligente e, também, no pós-processamento da imagem, ou seja, ao ser capturada, a fotografia é alterada a nível de saturação, de curvas e de definição através de um processo de deep-learning.

Para os que não confiam nos modos automáticos e inteligentes, há sempre o modo “Pro”, ou manual, que se apresenta muito versátil e completo.

Interessante também é uma funcionalidade que tem um uso semelhante ao que encontramos no Google Lens, que aqui nos permite fazer compras na Amazon, diretamente a partir da câmara. Se houver um objeto ao pé de nós, do qual queremos saber mais informações ou até comprar, basta apontar a câmara que o dispositivo reconhece o que está à sua frente e abre uma aba para a loja. E funciona muito bem. Basicamente, se o produto existir na loja da Amazon, o Huawei Mate 20 lite reconhece.

Na parte frontal, temos um sistema bastante semelhante, que é também outro grande ponto de venda deste equipamento. Na monocelha escondem-se duas câmaras, uma de 24MP, com f/2.0 devidamente adaptada para as belas selfies, e que, para o seu funcionamento, usa a ajuda de outro sensor de profundidade de 2MP.

Aqui, a inteligência principal está presente, numa capacidade que diríamos ser experimental. Há muitas novidades interessantes, mas, tirando uma ou outra em particular, não deixam de ser passíveis ou facilmente ignoradas ao fim dos primeiros dias de um uso realista.

Graças ao seu sensor de profundidade, temos uma das funcionalidades mais interessantes e impressionantes deste equipamento, o reconhecimento facial. Apesar da sua calibração não ter sido imediata, pegar no Huawei Mate 20 lite sem qualquer compromisso tornou-se tão fácil e orgânico como respirar. O sensor de profundidade deteta facilmente a nossa cara em diferentes tipos de condições de iluminação e independentemente da posição em que temos o ecrã, ou seja, não é necessário coloca-lo à frente da nossa cara. Durante o teste, também se tentou usar um único registo em diferentes pessoas, e até fotografias, e o resultado foi impressionante. Apenas reconhece o utilizador registado e mostra-se uma excelente alternativa ao uso de pins ou do sensor biométrico.

Este tipo de proteção dá-nos outra liberdade de utilização. Um desses exemplos é a capacidade de desbloqueio do equipamento sem ter que o levantar fisicamente de uma mesa. Basta um toque no botão de power que o Huawei Mate 20 lite liga logo o ecrã, pronto a ser usado. E é também bastante rápido, já que, na maioria das vezes, o desbloqueio é quase imediato.

Depois temos as tais funções extra, que são respostas ao trabalho da Apple para atrair a “geração Snapchat.” Temos emojis animados que simulam as nossas expressões faciais, com um elenco de animais e personagens animadas para mandarmos as mensagens mais engraçadas aos nossos amigos. E claro, temos também muitos filtros inteligentes e animados. Na prática elas funcionam relativamente bem, mas o reconhecimento das nossas expressões nem sempre é preciso e movimentos bruscos não são captados. Ainda assim, dá para alguns momentos de humor com amigos.

Também rebuscado de funções “by Apple” temos um novo modo de retrato que, para além de aplicar o efeito de desfoque  inteligente (também está disponível nas câmaras traseiras), tem um modo de iluminação clássica em que apaga tudo o que está à nossa volta e acentua as sombras na cara. A ideia é interessante, mas neste momento não é uma função recomendada, além de parecer muito mal aproveitada. O recorte é mal feito e são necessárias condições muito bem controladas para conseguir atingir o efeito desejado. A nossa cara também tem que se livrar de qualquer tipo de adereços e os penteados podem estragar o efeito.

Esta função tornou-se, no entanto, um bom ponto de partida para testar o efeito de desfoque noutras situações, pois acaba por chamar a pormenores que normalmente não daríamos atenção, como contornos de cabelo, roupa ou até o recorte de óculos nas nossas caras, onde a transparência das lentes parece ser sempre um desafio.

O desfoque das fotos é real graças ao sensor de profundidade, mas o equipamento mostra alguma dificuldade em fazer o recorte perfeito se colocarmos o efeito no máximo. Talvez seja uma questão de aprendizagem automática ao longo do uso, mas não impressionou. Ainda assim, os resultados são muito mais satisfatórios em fotos e selfies normais, com o efeito controlado manualmente.

Outro grande impacto da inteligência artificial está, como já indicámos, na gestão de recursos e na longevidade do tempo de bateria útil. Aqui podemos dizer que o Huawei Mate 20 lite faz magia. Numa utilização agressiva, com multimédia, jogos, dados, fotos e afins, os 3750mAh da bateria podem não cumprir determinadas expectativas, pois a sobrecarga dos componentes do Huawei Mate 20 lite aumentam o consumo energético. Neste tipo de ambiente dá para ter um dia inteiro de bateria, mas pouco mais que isso.

No entanto, numa utilização realista e controlada, tudo muda de figura. No nosso teste, em que o dispositivo se mantinha ligado às redes sociais, onde funcionava como um dispositivo de comunicação, onde serviu para ver ocasionalmente um vídeo de Youtube que era enviado ou era usado para tirar algumas fotos, a bateria foi estendida até quase três dias inteiros sem ser carregado.

A ideia de podermos ter um equipamento com este tipo de longevidade é fantástica. Deixa-nos confortáveis e livres de preocupações. Revela-se um excelente equipamento para levar numa escapadinha ao fim de semana sem a fobia de ficar sem bateria a meio da viagem.

O Huawei Mate 20 lite vem com Android 8.1 instalado e, por cima, traz o sistema EMUI na sua versão 8.2. Quem já conhece este sistema vai-se sentir em casa. Inclui uma série de aplicações extra e pré-instaladas que podem ser bastante úteis e contém alguns segredos nos menus de configuração bem interessantes, sendo o nosso favorito a capacidade de podermos esconder a monocelha com uma faixa negra na zona de notificações.

Durante a nossa utilização, não encontramos problemas de desempenho. O Huawei Mate 20 lite mostrou-se sempre à altura das nossas necessidades sem qualquer tipo de compromisso. Funciona bastante rápido, o sistema é fluido e bastante maleável a nível de configurações.

O Huawei Mate 20 lite não é o melhor equipamento da marca que já nos passou pelas mãos, ou pelo menos não nos marcou com o mesmo tipo de impressões que os seus antecessores. Contudo, é um dispositivo muito sólido, capaz e merecedor de um selo “premium.”

O Huawei Mate 20 lite já se encontra à venda por 399€ nas diferentes superfícies comerciais.

Este produto foi cedido para teste pela Huawei.

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