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Análise – GRID Autosport (Nintendo Switch)

Este ano não tivemos só direito ao lançamento de um jogo da série de corridas da Codemasters, GRID. Enquanto que os PCs e as consolas de sala recebiam, no início deste mês, um reboot da série, a Nintendo Switch já queimava pneu na conversão de GRID Autosport.

Lançado originalmente para PC, Xbox 360 e PlayStation 3, GRID Autosport teve também direito a uma passagem por dispositivos móveis, mas colocou-se numa estranha posição ao surgir muito no final da última geração.

Agora, mais uma vez convertido pela pela Feral Interactive, também responsável pela versão iOS, GRID Autosport tem uma nova oportunidade de brilhar na Nintendo Switch, trazendo para a consola híbrida um dos jogos dos melhores jogos de corrida presentes na plataforma.

GRID Autosport é uma sequela dos dois jogos anteriores, lançados em 2008 e 2013, construído com as bases desses mesmos títulos, oferecendo um pacote de conteúdos mais completo e com ajustes a nível de visual e de jogabilidade.

Em vez de se focar num registo de jogo de corrida de arcadas e de ação como os jogos anteriores, GRID Autosport tenta recuperar a essência de uma série bem mais antiga da Codemasters, com uma jogabilidade mais próxima do sim-arcade.

As primeiras impressões com o jogo na Nintendo Switch são surpreendentes. Mesmo sendo um jogo da geração passada, a qualidade visual, quer no pequeno ecrã da consola como numa televisão, surpreende, com visuais claros e definidos e com um desempenho sólido que pode ser ajustado nas definições do jogo.

Na verdade, é como se estivéssemos a jogar uma versão remasterizada de um título lançado originalmente na Xbox 360 e na PlayStation 3. O jogo oferece uma resolução superior em modo docked e tira partido de todos os pixéis do ecrã da Nintendo Switch, enquanto é acompanhado por texturas de alta qualidade e de efeitos de pós-processamento que o tornam mais bonito.

Com dois modos de fidelidade gráfica disponíveis no modo docked e três no modo portátil (sendo o terceiro de poupança de energia), podemos dar prioridade aos visuais ou à performance. Com o de performance ativa, temos o jogo a correr a 60FPS, mas com sacrifícios visuais, nomeadamente a nível de remoção de filtros, blur, depth of field, entre outros. Já no modo de gráficos temos uma apresentação mais detalhada e moderna.

Curiosamente, mesmo no modo de desempenho, o jogo apresenta-se agradável o suficiente, o que é ótimo para quem prefere um controlo e fluidez melhorados. Já quem apreciar mais os visuais não irá ficar desiludido com o resultado nos ecrãs. E o melhor de tudo? Podemos alterar estes modos sem sair das corridas.

Sem grande esforço, GRID Autosport dá-nos aquela sensação de novidade, de ter a experiência de consola de sala na palma das nossas mãos, algo que é tão satisfatório. Ao mesmo tempo, na TV parece um jogo novo para a consola, mesmo sendo um original de 2014.

Este aspeto mais datado é mais notório na seleção de veículos, muito bem composta e vasta, mas que deixa de fora alguns dos modelos mais desejados da atualidade. Ou seja, concentra-se em veículos de várias modalidades dessa época e, claro, com algumas pistas reais inspiradas nessa altura.

Com dois jogos onde tirar ideias e conteúdo, GRID Autosport tem muito para explorar com uma apresentação dividida em cinco carreiras distintas para explorar e ir alternando, dependendo da nossa disciplina favorita, com uma quinta a ser desbloqueada a certo ponto, assim como novos carros para competir nos diferentes eventos.

Cada disciplina é composta por vários eventos dedicados a certos tipos de veículos, dando-nos uma enorme quantidade de diferentes cenários ramificados, o que torna o progresso da carreira sempre fresco e emocionante.

Além da campanha, GRID Autosport não se poupa em modos mais imediatos, como campeonatos extra, corridas normais, contra-relógio, endurances, de demolição, drifting, drag, entre outros.

Pela sua diversidade em modalidades, disciplinas e modos de jogo e até de formas de jogar, a jogabilidade de GRID Autosport tenta agradar a todo o tipo de jogadores. Com o seu lado mais Sim-Arcade, temos uma serie de parâmetros que podemos ajustar nas definições, como o realismo de viragem, o ABS, o controlo de tração, a condução assistida, sinalização de travagem, entre outros elementos comuns no género, mas que também ganham dimensões diferentes dependendo do veículo e do tipo de corrida que escolhemos. Como exemplos, temos a jogabilidade do modo drift ou do modo de destruição, que contam com um lado muito mais arcade do que uma corrida de circuito.

A jogabilidade também pode ser afetada pela forma como jogamos, que é subjetiva às preferências do jogador. GRID Autosport tira partido de algumas das funcionalidades da Nintendo Switch, como o giroscópio que permite controlar a direção dos carros. Como já é costume em muitos jogos, podemos usar o comando Pro da Nintendo Switch, que é a forma mais agradável de todas, jogar com os Joy-Cons destacados da consola e, como seria de esperar, em modo portátil. Cada forma afeta a nossa forma de jogar, muito por causa da ergonomia dos diferentes controlos.

Por exemplo, apesar de adorar a experiência portátil, este foi um jogo que, numa primeira impressão, não me fez sentir muito confortável em jogar com os Joy-Cons agarrados à consola, isto devido aos gatilhos do Joy-Con serem clicáveis e não pressionáveis, retirando a precisão de aceleração e travagem. Outra alternativa será usar o stick analógico direito para controlar a velocidade.

Uma coisa é certa, acessibilidade e formas de jogar são coisas que não falta.

GRID Autosport pode não ser um jogo propriamente recente e o seu lançamento quase em simultâneo com GRID, para PC, PlayStaion 4 e Xbox One podia dar a entender que este jogo podia ser apenas uma tentativa da Codemasters em fazer mais uns trocos.

Felizmente, a Feral Interactive fez um excelente trabalho em converter o jogo para a Nintendo Switch, com todo o seu conteúdo e características, ao mesmo tempo que o afinou e introduziu coisas novas. No final de tudo, tornou-o num dos melhores jogos de corridaz do género, se não mesmo o melhor, disponível na Nintendo Switch.

Nota: Muito Bom - Recomendado

GRID Autosport

Plataforma: Nintendo Switch
Este jogo foi cedido para análise pela Feral Interactive.

GRID Autosport chega à Nintendo Switch com o depósito atestado de conteúdos e de novidades ajustadas à consola da Nintendo, num jogo que, apesar de já ter meia década, parece novo, fresco e é, certamente, um dos melhores, se não o melhor sim-arcade desta plataforma.

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