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Análise – Divinity II: Original Sin – Definitive Edition

Existem jogos capazes de nos agarrar durante horas, senão mesmo meses ou até anos, e levar-nos numa viagem através de um mundo detalhado e desafiante. Divinity II: Original Sin – Definitive Edition é um desses casos. Um RPG de ação e estratégia tão complexo, recompensador e profundo que, quanto mais jogamos, mais descobrimos que o seu mundo tem muito para dar.

A profundidade de Divinity II está presente em todos os elementos da sua jogabilidade, começando pela narrativa e pelas suas personagens. Num mundo detalhado, repleto de jogos políticos e muitos momentos de comédia, encontramos sociedades vivas, extremamente bem estruturadas e com uma complexidade que poderá ser assustadora no início. A cada personagem que descobrimos, e com quem convivemos, desbloqueiam-se novas opções de diálogo que podem dar início a novas missões ou até mesmo apresentar um novo caminho para a nossa campanha principal.

Existem imensas opções de diálogo, demasiadas até, e, através das aptidões da nossa personagem, teremos acesso a novas falas e a situações completamente diferentes das anteriores. Há aqui uma liberdade assustadora, mas reconfortante, com o jogo a apresentar um ritmo muito leve e calmo que nos incentiva a explorar todas as mecânicas e recantos do seu mundo. Cada personagem é um mundo novo.

Os cenários contam, por si só, histórias do seu mundo e dos seus habitantes, e dão aos jogadores a possibilidade de recolherem inúmeros itens, e até pistas, para novas missões ou locais secretos repletos de tesouros. É necessário estar atento e ser o mais meticuloso possível ao explorar os cenários de Divinity II, pois muito se esconde por detrás de uma simples estante ou de um livro. Existem receitas para recolher e aprender e só através da exploração é que as iremos descobrir.

A criação da personagem é bastante variada, apesar das suas limitações cosméticas. A partir de um leque interessante de classes e raças, é possível criar uma personagem à nossa medida, seja um guerreiro com um enorme foco nos ataques físicos ou um mago poderoso. A personalização não fica, no entanto, por aqui, e há a possibilidade de escolhermos um talento e as afinidades do nosso herói, sendo possível apostar na sua arte do diálogo, que desbloqueia novas falas, na sua aptidão para a furtividade ou até mesmo na sua brutidão e violência. É difícil avançar e sentir que a personalização foi a mais indicada devido à sua variedade e profundidade, mas se são fãs do género e têm o à vontade necessário para enfrentar um RPG desta magnitude, vão conseguir explorar e até aproveitar todas as mecânicas para criar um verdadeiro guerreiro.

Depois da exploração, do mundo detalhado e da variedade na personalização das personagens, onde se une ainda a criação de itens e armaduras, temos o excelente sistema de combate. Parte ação, parte estratégia por turnos, Divinity II dá-nos um saudável desafio através dos seus confrontos, apostando num leque interessante de poderes e na exploração das fraquezas dos inimigos. É possível usar poções a meio do combate, magias e até armadilhas para vencer o maior dos monstros, com o sistema de combate a demonstrar a sua versatilidade para além do tradicional botão de ataque. Devido à sua dificuldade, o ataque poderá até ser a última opção, existindo a possibilidade de utilizarmos o próprio cenário a nosso favor.

Divinity II: Original Sin – Definitive Edition

O que nos fascinou foi a utilização de poderes e estados elementais, algo que se torna evidente desde o tutorial do jogo. Se utilizarmos uma magia de fogo sobre madeira, ela queima-se, afetando todas as personagens que passarem por si. E se usarmos uma magia ou poção de eletricidade sobre uma poça ou num inimigo encharcado, deixamo-lo eletrocutado, disferindo dano adicional. Isto significa que o espaço é tão importante como os poderes das nossas personagens e é essencial perceber onde estamos a combater antes de iniciarmos uma batalha. Existe ainda a possibilidade de derrubar barris e despejar os seus conteúdos para criar uma armadilha, algo que se torna numa jogada de mestre quando dominamos os elementos deste sistema de combate.

Apesar de adorarmos os combates de Divinity II, devemos sublinhar que alguns deles, senão a maioria, podem ser completamente evitados se tivermos as opções de diálogo corretas. Isto não se aplica aos monstros espalhados pelos mapas que podem ser evitados através da furtividade, mas, em confrontos contra personagens mais importantes, é possível persuadi-las a desistir ou até mesmo a ficarem do nosso lado. Às vezes basta explorar e descobrir uma pista ou um item importante para mudar por completo o trajeto de uma batalha, algo que nos faz pensar que, para cada confronto importante, pode existir vários finais possíveis. E é isso que queremos num RPG, esta variedade e esta antecipação das decisões dos jogadores.

Desde Pillars of Eternity que não jogávamos na PS4 um RPG ocidental que nos fascinasse tanto. Divinity II: Original Sin – Definitive Edition é um dos melhores títulos do género lançados em 2018 e um jogo que iremos continuar a jogar. Se gostam de RPG, não hesitem. Este é um jogo que merece ser jogado por todos.

Divinity II: Original Sin – Definitive Edition
Nota: 9/10

Este jogo foi cedido para análise pela Bandai Namco.

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