Airfryers. Afinal, porque é que são tão populares?

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Existem vários modelos disponíveis no mercado, mas todos eles têm um objetivo comum: cozinhar sem que seja preciso uma grande quantidade de óleo ou azeite, sendo perfeitamente possível cozinhar sem qualquer adição de gordura.

Na demanda por um estilo de vida mais saudável, os portugueses são dos que mais fazem por isso. Afinal de contas, e de acordo com estudos recentes, 10% da população já se tornou vegetariana. Falamos de um milhão de pessoas. É muito.

E como é que nos tornamos mais saudáveis? São coisas que aprendemos na escola, na verdade, pelo que optar por alimentos não processados faz logo toda a diferença. A partir daí, convém também recorrer-se a utensílios que nos permitam cozinhar com toda a segurança.

Por exemplo, hoje em dia marcas como a Le Creuset são bastante populares, ainda que os seus produtos não sejam para todas as carteiras. Mas e quando nos dá aquela vontade de comer batatas fritas, ainda que desejássemos ser possível cozinhá-las sem adicionar oléo extra? Ora bem, isso é mesmo possível. Tudo graças às airfryers.

Airfryers? O que é isso?

airfryers

As airfryers (ou fritadeiras a ar quente) têm vindo a tornar-se cada vez mais populares nos últimos anos, apresentando-se como uma alternativa mais saudável aos métodos tradicionais. Estes aparelhos utilizam ar quente para cozinhar alimentos, resultando em pratos crocantes e deliciosos com menos óleo e gordura.

É precisamente esta questão do ar quente que as torna tão importantes e funcionais. Basicamente, as airfryers funcionam graças à circulação de ar quente em alta velocidade à volta dos alimentos, cozinhando-os de forma rápida e uniforme. Isto é possível devido ao trabalho conjunto de um elemento de aquecimento e um ventilador, que fazem circular o ar quente. E não nos podemos esquecer do cesto perfurado, onde colocamos os alimentos.

Desta forma, o ar quente penetra nos alimentos, cozinhando-os na perfeição por todos os lados. Depois, a questão do cesto perfurado é importante pois permite que o excesso de óleo e gordura pingue dos alimentos, tornando as nossas refeições ainda mais saudáveis. Convém referir que os alimentos em si têm as suas próprias gorduras, portanto, o facto de termos um aparelho que cozinhe sem que seja necessário qualquer adição de óleo ou azeite – vá, quem quiser pode fazê-lo – acaba por ser, de certa forma, revolucionário.

E as airfryers somente servem para casos de fritura?

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É a grande vantagem das airfryers. É que não só permite fritar, como assar e grelhar alimentos. Isto faz com que, além de batatas fritas, possamos cozinhar uma grande variedade de alimentos, incluindo carnes, vegetais e até sobremesas. Querem ajuda? Passem pelo canal de YouTube Pro Home Cooks, onde encontrarão diversos vídeos que vos ajudarão a ser mais criativos com a vossa airfryer.

Outra vantagem é o facto de serem extremamente fáceis de utilizar. Muitas delas, pelo menos as mais modernas, contam com um painel de controlo que vos permite regular a temperatura e o tempo de cozedura. Aliás, muitos aparelhos hoje em dia já contam com programas pré-definidos para cozinhar carne, peixe, legumes e sobremesas, entre outras coisas. É literalmente colocar o que queremos dentro do cesto, meter o programa a funcionar, dar uma leve mexida no cesto a meio do processo e, no fim, aguardar. Não se pode dizer que seja um processo emocionante, mas o que interessa é estarmos a ingerir alimentos com menos gordura.

É verdade que as airfryers podem causar cancro?

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No ano passado, a DECO alertou para esta nova tendência de “aerofritar”, referindo que, e apesar de as fritadeiras a ar quente terem a vantagem de usar menos óleo do que as fritadeiras convencionais, como cozinham a altas temperaturas, “não é o mais saudável” porque contribuem “para a formação de uma substância potencialmente cancerígena”.

De acordo com a associação, e por provocar cancro em animais e ser um risco para o Homem, foi classificada como potencialmente cancerígena pela Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro. Mas será mesmo assim?

Bom, não existe evidência científica que sugira que as fritadeiras a ar quente possam efetivamente causar cancro, até porque o método de cozinhar os alimentos a ar quente é considerado seguro e saudável.

No entanto, convém referir que o aquecimento de certos tipos de óleo a altas temperaturas pode causar a formação de compostos nocivos conhecidos como acrilamidas. Estes compostos podem estar presentes em alguns alimentos, incluindo batatas fritas, quando são cozinhadas a altas temperaturas. No entanto, não há evidências que sugiram que os níveis de acrilamidas encontrados em alimentos cozinhados numa fritadeira ao ar sejam suficientemente elevados para causar cancro.

Além disso, e como já referimos, as fritadeiras a ar quente podem ser utilizadas para cozinhar uma grande variedade de alimentos, incluindo carnes, vegetais e até mesmo sobremesas. Estes alimentos não contêm tipicamente acrilamidas, portanto não será uma preocupação.

Todavia, e tal como qualquer aparelho de cozinha, devem seguir as instruções do fabricante ao utilizar uma fritadeira a ar quente. Devem também certificar-se de que a limpam regularmente. E, claro, não abusem do óleo/azeite – não é esse o objetivo de ter uma airfryer, naturalmente.

Outra solução pode simplesmente passar por não comer batatas fritas. Mas deixamos ao critério de cada um.

As melhores airfryers disponíveis no mercado

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Existem muitos modelos diferentes disponíveis no mercado, pelo que dependerá sempre das vossas necessidades e preferências específicas – se querem com mais ou menos funções, a capacidade do cesto, etc.

Em todo o caso, e se formos à Amazon, estes são os modelos mais vendidos/com melhor classificação:

Atenção à capacidade do cesto, pois fará diferença na quantidade de vezes que terão de utilizar a airfryer que escolherem. Por exemplo, se têm visitas frequentemente ou uma grande família em casa, a melhor solução será optar por uma airfryer com um cesto com capacidade para cozinhar vários alimentos de uma só vez.

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