Grávidas de baixo risco deixam de depender apenas do médico de família nas consultas de vigilância

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Grávidas de baixo risco passam a poder ser seguidas por enfermeiros. Mas há uma avaliação médica inicial obrigatória.

Grávidas com gravidez de baixo risco passam a poder ser acompanhadas por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica nas Unidades Locais de Saúde. A medida surge num contexto de escassez de médicos de Medicina Geral e Familiar e procura assegurar que todas as mulheres têm acesso à vigilância da gravidez, sobretudo nos territórios onde a cobertura médica é insuficiente.

O modelo aplica-se apenas a grávidas classificadas como de baixo risco. Antes do início do acompanhamento por enfermagem, cada mulher deve ser avaliada por um médico especialista em ginecologia e obstetrícia. Só depois dessa avaliação inicial é que a vigilância programada da gravidez passa a ser assegurada por um enfermeiro especialista, desde a primeira consulta.

O enfermeiro não trabalha de forma isolada. Integra uma equipa multiprofissional e mantém articulação com o médico de referência da especialidade de Medicina Geral e Familiar, bem como com o serviço hospitalar de ginecologia e obstetrícia, dentro das competências atribuídas a cada profissional. O objetivo é redistribuir tarefas e aproveitar melhor os recursos existentes, sem alterar os critérios de qualidade e segurança clínica exigidos no acompanhamento da gravidez.

A permanência neste modelo depende da evolução clínica da grávida e do feto. Se for identificada qualquer alteração da situação clínica ou psicossocial da mulher, ou do feto, que altere o perfil de risco, é obrigatória uma reavaliação médica. Nesse caso, o percurso assistencial tem de ser redefinido.

Quando a gravidez deixa de cumprir os critérios de baixo risco, ou quando a situação exige uma decisão clínica diferenciada, a grávida deve ser referenciada ao médico de família. Se for necessário, o encaminhamento é feito para o serviço hospitalar de obstetrícia e ginecologia. A medida não substitui, portanto, o acompanhamento médico em situações de risco, mas limita-se a reforçar a resposta aos casos que podem ser seguramente vigiados por enfermeiros especialistas.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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