A MTS – Metro Transportes do Sul reagiu ao pré-aviso de greve do SMAQ e afirma que as propostas do sindicato não refletem a realidade operacional e financeira da empresa.
A MTS – Metro Transportes do Sul recebeu um pré-aviso de greve apresentado pelo Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ), que prevê paragens nos dias 20 e 21 de outubro, durante todo o dia, e, entre os dias 22 e 28, nas duas últimas horas de trabalho de cada serviço. A empresa diz ter sido surpreendida pela iniciativa, num momento em que afirma manter-se disponível para negociar.
Segundo a MTS, os fundamentos e objetivos invocados pelo sindicato não refletem, na sua perspetiva, a realidade das relações laborais na empresa nem o esforço desenvolvido para encontrar soluções equilibradas. A administração sustenta que qualquer acordo tem de ter em conta a sustentabilidade financeira e operacional da organização, sem agravar a sua situação.
O Conselho de Administração da MTS considera o pré-aviso desproporcional, por ter surgido num quadro de abertura negocial permanente. A empresa refere que tem procurado implementar melhorias nas condições de trabalho, com particular incidência nos Operadores de Condução, e que essas medidas têm sido garantidas ao longo do tempo.
A MTS sublinha que o diálogo entre a administração e os representantes dos trabalhadores permitiu, segundo a empresa, chegar a acordos em matérias como as condições de trabalho e as atualizações salariais. Nos últimos quatro anos, os aumentos salariais aplicados situaram-se, de acordo com os valores avançados pela empresa, entre 7,7% e 12,8%, patamares que a MTS apresenta como superiores à inflação registada no período.
A empresa afirma que manteve sempre disponibilidade para dialogar e negociar com os representantes dos trabalhadores, incluindo com o SMAQ. Contudo, sustenta que o sindicato suspendeu unilateralmente as negociações em curso na última reunião, realizada a 17 de setembro, uma decisão que a MTS diz não compreender e considerar sem razoabilidade.
Para a administração da MTS, o processo negocial deve ser sério e responsável, mas também ajustado à realidade da empresa e ao seu contexto. A empresa recusa aceitar propostas que, no seu entendimento, possam comprometer a sua responsabilidade perante os trabalhadores, os fornecedores e o Estado português. A MTS acrescenta que algumas das propostas apresentadas pelo SMAQ não têm relação com a realidade operacional da empresa, uma crítica que diz ser recorrente nas posições do sindicato.
Perante o pré-aviso, a MTS agradece a compreensão dos passageiros e reafirma o compromisso de procurar minimizar os impactos das paralisações previstas para os próximos dias.
Quanto à greve em si, abrange todo e qualquer trabalho nos dias 20 e 21 de outubro. A paragem também inclui as duas últimas horas do período de trabalho entre os dias 22 e 27 de outubro.
Estão igualmente abrangidos os serviços que comecem no dia 19 e terminem no dia 20, bem como os que se iniciem no dia 27 e terminem no dia 28. No âmbito dos serviços mínimos decretados, a circulação na Linha 3, entre Cacilhas e a Universidade, será assegurada entre as 07h e as 09h e entre as 17h e as 19h, no período de 19 a 27 de outubro.
A empresa adverte que poderão registar-se fortes perturbações na circulação entre as 16h30 do dia 19 de outubro e as 02h00 do dia 22 de outubro. Sempre que possível, serão realizados serviços nas Linhas 1 e 3.
Os passageiros que utilizam habitualmente a Linha 2, entre Corroios e Pragal, deverão efetuar transbordo na paragem de Bento Gonçalves para prosseguirem a viagem através das Linhas 1 e 3. Entre as 05h do dia 22 de outubro e as 02h do dia 28 de outubro, poderão ainda verificar-se constrangimentos e alterações na circulação.
