Esta é a primeira rede móvel tática 4G/5G do país: foi desenvolvida pela MEO para o Exército e funciona de forma autónoma.
A MEO desenvolveu e forneceu ao Exército uma solução de comunicações móveis táticas baseada em redes 4G e 5G, destinada a garantir ligações críticas em situações em que as redes convencionais estejam danificadas, sem energia ou simplesmente indisponíveis. A tecnologia, designada “bolha tática”, permite criar no terreno uma rede móvel privada, autónoma e rapidamente mobilizável, sem depender das infraestruturas habituais dos operadores.
O sistema combina conectividade móvel 4G e 5G com ligações por satélite Eutelsat OneWeb. Esta combinação permite não só estabelecer comunicações entre as equipas presentes no terreno, como também assegurar o contacto com centros de comando e outras estruturas distantes da área de operação. A solução suporta serviços de voz, vídeo, dados e geolocalização em tempo real, elementos que podem ser determinantes em operações de resposta a catástrofes, emergências ou cenários de segurança.
A primeira rede móvel tática do género em Portugal integra módulos transportáveis e equipamento em formato de mochila, concebido para ser instalado e posto em funcionamento com rapidez em diferentes contextos operacionais. Em campo aberto, a solução permite assegurar uma cobertura superior a 10 quilómetros, criando uma área de comunicações própria em torno da equipa que a transporta. A ligação satelital funciona como o elo externo da rede, garantindo que a “bolha” não fica isolada mesmo quando não existem redes móveis ou fixas disponíveis na zona.
Embora tenha sido desenvolvida para responder às necessidades operacionais do Exército, a tecnologia tem potencial para ser usada noutras áreas. As operações de proteção civil, o combate a incêndios, as respostas a cheias ou sismos e a gestão de crises são alguns dos cenários em que as infraestruturas de telecomunicações podem ficar destruídas, sobrelotadas ou sem energia. Nestas situações, a possibilidade de criar uma rede móvel autónoma no local pode apoiar estruturas de comando, equipas de socorro e autoridades responsáveis pela coordenação da emergência.
