Não conseguem resistir aos doces? Experimentem esta alternativa

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A fruta é doce por natureza e pode ocupar o lugar dos produtos com açúcares adicionados. Conheçam opções práticas para o pequeno-almoço, lanches e sobremesas.

A vontade de comer algo doce é frequente e, muitas vezes, é satisfeita com bolachas, bolos, rebuçados ou outras opções com açúcares adicionados. Mas a verdade é que a fruta pode ocupar esse espaço na alimentação: tem sabor doce por natureza, admite múltiplas combinações e disponibiliza fibra, vitaminas, minerais e compostos vegetais que não se encontram nos produtos ultraprocessados habitualmente consumidos como sobremesa ou lanche.

A substituição não precisa de ser radical nem imediata. Quem costuma comer uma sobremesa depois do almoço ou do jantar, ou recorre a um lanche doce entre refeições, pode começar por trocar algumas dessas opções por fruta fresca, salada de fruta ou fruta congelada. Com a repetição, o paladar pode habituar-se a níveis de doçura menos intensos e a fruta pode tornar-se suficiente para satisfazer a vontade de doce. Mesmo quem não aprecia particularmente fruta dispõe de uma oferta diversificada, com diferentes graus de doçura, acidez, textura e aroma, o que facilita a procura de alternativas adequadas ao gosto de cada pessoa.

Para além do sabor, a fruta integra um padrão alimentar associado a benefícios para a saúde. A Organização Mundial da Saúde aponta o consumo abundante de fruta e hortícolas como um fator que contribui para reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Estes alimentos fornecem potássio, antioxidantes, vitamina C, ácido fólico, fitoquímicos e fibra, conjunto de nutrientes e compostos que pode ajudar a baixar a tensão arterial.

O consumo variado de fruta e vegetais é igualmente associado a um menor risco de cancro. Estes alimentos são fontes naturais de vitaminas, selénio e fitoquímicos, compostos que fazem parte da sua composição e que justificam a recomendação de diversificar as escolhas ao longo da semana, em vez de depender de uma única variedade.

A fibra, por exemplo, é um dos componentes mais relevantes da fruta fresca. Contribui para prolongar a sensação de saciedade, o que pode ajudar a controlar o apetite, e desempenha um papel importante no funcionamento do intestino. A fibra está também associada à redução do colesterol, à proteção contra doenças cardíacas, à diminuição do risco de cancro do cólon e a um melhor controlo da glicemia.

Neste ponto, a forma como a fruta é consumida faz diferença. A fruta fresca tende a conservar mais fibra do que a fruta enlatada ou o sumo de fruta. O sumo, em particular, concentra os açúcares naturais do fruto num formato líquido e perde parte da estrutura fibrosa, pelo que não oferece o mesmo efeito de saciedade nem a mesma contribuição para a saúde intestinal.

Incluir mais fruta na alimentação diária pode ser feito sem recorrer a preparações elaboradas. Uma das opções mais simples é consumi-la ao pequeno-almoço ou como snack entre refeições. A fruta da época tende a ser uma boa escolha, porque está mais disponível e apresenta, em regra, melhor sabor.

Outra alternativa é preparar uma salada de fruta fresca ou espetadas de fruta, que podem funcionar como sobremesa. Para quem procura uma textura mais cremosa, pode acrescentar-se iogurte grego magro natural. A fruta congelada é igualmente uma opção prática: pode ser descongelada e consumida como sobremesa ou utilizada em preparações rápidas.

Os cereais da manhã também podem ser enriquecidos com fruta fresca cortada, como banana, pêssego ou maçã. Quem preferir fruta seca pode usar uma quantidade reduzida – cerca de um quarto de chávena de alperces, passas ou tâmaras. Trata-se de uma opção concentrada em açúcar, pelo que a dose deve ser moderada.

Os batidos são outra forma de incluir fruta na alimentação. Uma combinação simples de frutos vermelhos frescos ou congelados, banana e leite ou iogurte magro permite preparar uma bebida nutritiva sem necessidade de acrescentar açúcar. Para facilitar o hábito, podem ainda manter-se fruta já lavada e cortada no frigorífico, como meloa ou melancia, de modo a ter uma opção doce pronta a consumir quando surgir a vontade de um lanche.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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