Do Observatório Whipple ao centro de um buraco negro, a Fever traz a ciência do Smithsonian ao subsolo de Lisboa com uma Viagem Pelo Cosmos.
Depois de nos levar a desvendar os mistérios das pirâmides de Gizé com o Horizonte de Quéops e a desbravar os caminhos sagrados da Cidade Perdida dos Incas em Machu Picchu, a Fever volta a surpreender. A sala subterrânea da Estação de Metro do Terreiro do Paço lança desta vez ao público a possibilidade de fazer uma viagem intergalática, consumando de uma vez por todas que debaixo do chão de Lisboa se podem fazer as maiores e mais divertidas expedições virtuais em Portugal.
O Echo Boomer foi à antevisão VIP exclusiva para testemunhar o lançamento de Smithsonian Viagem Pelo Cosmos, uma experiência imersiva de exploração livre que nos brinda com mais um etapa desta nova ferramenta tecnológica de entretenimento que é a realidade virtual e promete fazer muito boa concorrência a outras experiências, oferecendo um programa absolutamente imperdível para desfrutarem em família com os vossos amigos ou para pais que querem ter um momento inesquecível com os filhos.
A grande novidade que vai deixar qualquer um de boca aberta é que, a partir de agora, quem descer a esta estação não precisa de escolher apenas um destino, uma vez que as três experiências que enunciámos acima vão passar a estar em funcionamento em simultâneo, permitindo ao público decidir se quer viajar ao Antigo Egito, explorar as ruínas do Peru ou descolar rumo ao infinito do espaço profundo, isto numa única visita ao interface lisboeta.
Quem disto nos informa é Pedro Baptista, que representa a equipa que gere o espaço da Fever na Sala Subterrânea da Estação de Metro do Terreiro do Paço. Dado o sucesso das anteriores “viagens”, procurou-se desta vez criar algo ainda mais impactante e que ninguém no país tivesse experimentado. Qual seria o melhor cenário para superar os anteriores se não a imensidão do espaço? A grande mais-valia desta nova jornada de 45 minutos reside na sua parceria oficial com o prestigiado laboratório internacional Smithsonian Astrophysical Observatory, uma chancela de peso que valida cientificamente o pendor didático do vídeo e a veracidade absoluta de todos os conteúdos transmitidos.
Esqueçam as ilustrações abstratas ou a ficção barata, pois o que irão observar através dos óculos de realidade virtual são dados reais e imagens verídicas captadas pelos telescópios espaciais James Webb e Hubble, além do Observatório de Raios-X Chandra.

Curiosamente, devido a um pequeno contratempo na logística da decoração da sala, quem entrar nos próximos dias ainda vai ainda encontrar a envolvência visual e estética de Machu Picchu nas paredes do recinto, um detalhe que está a ser retificado pela organização para dar lugar ao ambiente negro e estrelado do cosmos, mas que em nada afeta a magia digital assim que colocas os óculos na cabeça.
A odisseia arranca no icónico Observatório Astrofísico Fred Lawrence Whipple, no Arizona, servindo de rampa de lançamento para uma narrativa conduzida pelo anfitrião virtual Astro, que vos guiará através das diferentes e fascinantes etapas da evolução do universo.
Durante o percurso pedestre sem fios, onde caminham livremente pelo espaço plano com um som envolvente que é total, sentem que conseguem ver e tocar com as próprias mãos o cenário estelar, além dos vossos acompanhantes alinhados ao vosso lado. Para garantir que a viagem decorre em total segurança, o ambiente virtual avisa quando se aproximam dos limites da sala através de umas grelhas digitais nas paredes – surgem a branco e transformam-se em vermelho caso estejas prestes a ultrapassar a área segura. Se por acaso precisarem de ajuda técnica a meio do percurso, a equipa de assistência resolve tudo num ápice, bastando que levantem o braço no local para que um assistente surja ao vosso lado, deixando-vos livres para seguir as marcas que os óculos vão indicando.
São assim levados a testemunhar o nascimento e a morte violenta de supernovas, a flutuar junto a exoplanetas e a contemplar a beleza dos Pilares da Criação, atingindo o clímax quando ficam frente a frente com o abismo magnético de um buraco negro e são projetados para o momento exato em que o Big Bang aconteceu, recriado com uma riqueza gráfica e um detalhe de crescimento final que prometem pôr a rodar de fascínio a cabeça de qualquer um.
Pedro Baptista confessou publicamente que Smithsonian Viagem Pelo Cosmos: Uma Experiência é, não desfazendo das outras, a sua experiência preferida de todo o catálogo trazido para Lisboa pela Fever. Pedro explicou ao Echo Boomer que o seu carinho especial por esta viagem se deve ao facto de ser substancialmente mais interativa e imersiva do que as antecessoras, fazendo com que o utilizador se sinta um verdadeiro cientista ou astronauta a flutuar.
No final da exibição lá está o genérico final de créditos – uma exibição mais do que justa -, enquanto contemplamos o planeta Terra a girar portentosamente suspenso no espaço; e nós “à beira” dele, como se fôssemos astronautas da Estação Espacial Internacional, em contemplação, no meio do vazio espacial.

Há ainda a introdução de uma importante ferramenta de acessibilidade: a inclusão de legendas posicionadas no horizonte de visualização, totalmente opcionais e desenhadas a pensar em pessoas com défices de audição, embora os falantes de português as possam dispensar facilmente para desfrutar da imagem sem qualquer interferência visual.
Nesta antestreia VIP, de Smithsonian Viagem Pelo Cosmos: Uma Experiência estiveram também presentes várias gerações de personalidades ligadas ao mundo do entretenimento e da comunicalão, e o balanço não podia ser mais positivo, provando que o deslumbramento pelo desconhecido une todas as idades.
O radialista Fernando Alvim foi um dos que estiveram presentes neste lançamento e confessou ao Echo Boomer que chegou ao local com expectativas moderadas, mas saiu completamente rendido ao ver o seu horizonte superado por uma visão que classificou como bastante romântica e bonita do cosmos. Com o seu habitual tom bem disposto e provocador, Alvim destacou o exoplaneta Janssen – uma imensidão virtual feita de lava e diamantes – como o momento mais impactante da viagem, brincando que, se as pessoas descobrem este pormenor, as viagens espaciais vão sofrer um grande impulso, sendo provável que a NASA cancele a rota para Marte e os exploradores mudem de rumo.
A par da rádio, a nova geração digital fez-se representar por criadoras de conteúdos como Beatriz, o rosto por detrás da página do Instagram Lisbon & beyond Travel, e a sua parceira Raquel, que descreveram a jornada como algo incrivelmente superior a qualquer simulação tradicional ou montanha-russa tecnológica.
Para quem estudou ciências no ensino secundário, a viagem serviu-lhes para avivar a memória e relembrar conceitos, mas as jovens influencers sublinharam o enorme valor didático e a utilidade informativa do projeto, destacando-o como uma forma super original e acessível para qualquer pessoa aprender sobre a galáxia. Estar mesmo ao lado de um buraco negro, despido do seu lado puramente assustador e revestido de um realismo impressionante, foi apontado por ambas como o momento mais marcante e fascinante, rivalizando apenas com o impacto visual e sonoro de presenciar o Big Bang mesmo diante dos olhos.
Então, aqui fica a nossa sugestão: não percam este portentoso espetáculo. Para organizarem a vossa visita a este festival de realidade virtual, importa saber que os acessos não podiam ser mais simples, bastando descer as escadas rolantes em direção ao átrio subterrâneo do Metro do Terreiro do Paço.
Os bilhetes para a experiência Smithsonian Viagem Pelo Cosmos: Uma Experiência encontram-se disponíveis na plataforma oficial da Fever e as sessões decorrem diariamente com horários flexíveis que facilitam a conciliação com as rotinas familiares, sendo a idade mínima recomendada de dez anos, para os três percursos disponíveis. Os bilhetes para adultos começam nos 19€, mas atenção que há um bilhete de grupo para quatro pessoas ou mais, sendo que, neste caso, cada entrada fica por 15€.
