PlayStation 5 exclama “Bem-vinda de volta XBOX One” e recebe funcionalidades de IPTV

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A Sony lançou o Live TV, com mais de 100 canais e conteúdos on-demand gratuitos com publicidade, que relembra uma das funcionalidades originais da XBOX One em 2013.

A PlayStation 5 recebeu uma nova funcionalidade que permite que os utilizadores usem a consola como box de TV para assistir a canais de televisão em direto e a conteúdos on-demand. Chama-se Live TV e é um serviço da Sony Pictures Television, que foi adicionado na área Media. Para já, o serviço teve lançamento exclusivo nos Estados Unidos e pode ser acedido sem necessidade uma subscrição, embora inclua publicidade.

A oferta inicial do Live TV reúne mais de 100 canais e inclui filmes, séries, anime, desporto, notícias, meteorologia e conteúdos produzidos por criadores independentes. Entre os parceiros, nesta fase inicial encontram-se empresas como Amazon MGM Studios, Crunchyroll, FOX, NBCUniversal, NFL Channel e UFC, que irão ceder alguns dos seus conteúdos ao catálogo.

Nesse catálogo encontram-se programas como Community, The Walking Dead, Hell’s Kitchen, Fear Factor e Forensic Files, enquanto a oferta de anime inclui Naruto, Sailor Moon, Hunter x Hunter e Death Note. Há ainda canais dedicados a filmes, desporto e notícias, para além de conteúdos relacionados com videojogos, esports, podcasts e documentários, com a promessa de novas adições ao longo do tempo.

Para já, o serviço está disponível apenas nos Estados Unidos, com confirmou da Sony que pretende expandi-lo para o Canadá, à medida que continuará a estudar outros mercados, mas sem qualquer anúncio para Portugal ou para outros países europeus.

Live TV na PlayStation 5 ecoa a controversa apresentação da XBOX One em 2013.

A chegada desta funcionalidade é particularmente curiosa na fase em que a PlayStation 5 atravessa, já na segunda metade da geração, prestes a atingir os 100 milhões de unidades e numa altura em que muitos jogadores se sentem traídos com a estratégia da marca para o futuro, ao declarar o fim do formato físico, enquanto jogos, consolas e serviços continuam cada vez mais caros. Desta forma, a receção da funcionalidade que para muitos jogadores é redundante ou inútil, está a ser recebida com pouco entusiasmo e com ceticismo, fazendo recordar uma era arrogante da concorrente direta, a XBOX.

A ideia recorda, assim, a XBOX One, mais precisamente quando a Microsoft a apresentou a 2013, como uma parte importante da estratégia passava por transformar a XBOX num centro de entretenimento para a sala, com televisão, filmes, música e desporto a surgirem com grande destaque ao lado dos jogos. Na sua primeira versão, a consola podia ser ligada à televisão através de HDMI, incluía o OneGuide para consultar a programação e até contava com uma segunda porta HDMI para se poder ligar outro dispositivo como, por exemplo, uma consola PlayStation, que era posteriormente apresentada através da dashboard da XBOX.

Sem grandes surpresas, essa aposta gerou alguma controvérsia porque a apresentação da XBOX One deu demasiada importância às funcionalidades de televisão numa altura em que muitos jogadores esperavam que a nova geração fosse apresentada sobretudo através dos seus jogos. Felizmente, com o avanço da geração, essa componente perdeu protagonismo e a Microsoft voltou a concentrar cada vez mais a sua comunicação nos jogos e na própria experiência XBOX, mas fez um dano considerável na marca, com efeitos até aos dias de hoje, depois de ter atingido um grande sucesso e confiança dos jogadores na geração da XBOX 360.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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