Mr. Bifana leva a especialidade portuguesa para Nova Iorque

- Publicidade -

Com alho, azeite, vinho e o pão perfeito, o Mr. Bifana leva o sabor genuíno de Portugal a Nova Iorque.

Numa cidade onde a gastronomia internacional compete esquina a esquina e onde os pastéis de nata já conquistaram espaço em cadeias de supermercados e cafés nova-iorquinos, a autêntica comida de conforto do dia a dia português encontrou finalmente a sua montra de excelência. No coração de Nova Iorque, a tradicional bifana nacional assumiu o estatuto de produto de referência através do projeto Mr. Bifana, fundado por Fernando Vaz, que levou os aromas do azeite, do alho e do vinho para o circuito gastronómico local.

A génese do negócio resultou do cruzamento entre duas realidades distintas vivenciadas pelo empreendedor. Enquanto conduzia turistas norte-americanos em circuitos de tuk-tuk pelas ruas históricas de Lisboa, Fernando percebeu o fascínio crescente por Portugal e a escassez de representação dos pratos tradicionais nos Estados Unidos. A ideia ganhou forma definitiva durante uma passagem por Nova Iorque: ao sair da movimentada estação Grand Central, deparou-se com uma longa fila de transeuntes à espera de comprar uma sanduíche de presunto italiano numa rulote de comida de rua. O impacto daquela imagem despertou a convicção de que uma sandes de carne de porco tipicamente lusa, rica em molho e identidade, teria ali um enorme mercado por explorar.

Sem percurso prévio na restauração, Fernando avançou de forma pragmática para a validação da receita. Inspirando-se no padrão de qualidade das conhecidas Bifanas do Afonso, procurou o apoio de Pedro Cardoso, da conceituada casa Solar dos Presuntos, em Lisboa. Durante uma semana, Fernando Vaz testou várias versões até chegar ao resultado que pretende levar a Nova Iorque. O objetivo não é reinventar a bifana, mas respeitar a tradição em torno deste petisco.

O passo seguinte concentrou-se na busca minuciosa pelo pão certo em solo norte-americano, elemento considerado basilar para o sucesso da proposta. Após percorrer e testar a produção de diversas padarias da comunidade portuguesa na região, o responsável encontrou uma versão com o equilíbrio exato: uma côdea estaladiça por fora aliada a um miolo macio por dentro, com a resistência necessária para ensopar e segurar os sucos da carne sem se desmanchar.

Aliás, a versão do Mr. Bifana começa precisamente no pão: um papo seco de origem portuguesa, comprado numa padaria de Newark, crocante por fora e macio por dentro. A carne é lombo de porco ibérico assado lentamente num tacho com azeite, vinho, alho e colorau – ou pimentão doce, vá -, até ficar tenro. Antes de montar cada sanduíche, o pão é passado pelo molho alaranjado da confeção, para ganhar mais sabor.

A consolidação do Mr. Bifana passou por uma fase experimental de eventos temporários em formato pop-up e parcerias em bares, até à fixação definitiva de um balcão permanente no Time Out Market de Brooklyn, cuja abertura está marcada para amanhã, dia 1 de setembro. Com um posicionamento que recusa a conotação de comida rápida barata e assume o padrão de sanduíche de excelência, vendida a 17 dólares na versão regular e a 9 dólares no formato slider, a operação expandiu a sua ementa diária para incluir pastéis de bacalhau, rissóis de camarão, sandes de queijo de São Jorge, lulas guisadas em conserva, café Delta e, claro, os pastéis de nata.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Relacionados