O Metro de Lisboa vai realizar testes técnicos ao CBTC na Linha Azul, o que obriga a mudanças temporárias no horário de exploração durante agosto.
O Metropolitano de Lisboa vai alterar temporariamente o horário de funcionamento da Linha Azul durante os fins de semana de agosto, para permitir a realização de ensaios técnicos do novo sistema de sinalização ferroviária CBTC, considerado uma etapa necessária antes da sua entrada em exploração.
Durante este período, a linha encerrará à meia-noite às sextas-feiras, sábados e domingos, e iniciará a operação às 07h30 aos sábados e domingos; nos restantes dias, manter-se-á o horário habitual, entre as 06h30 e a 01h. As restantes linhas do metro funcionam sem alterações.
A empresa justifica esta mudança com a necessidade de assegurar disponibilidade adicional da infraestrutura durante o período noturno, de forma a compatibilizar os testes técnicos com a manutenção programada e a reduzir o impacto para os passageiros, numa altura em que a procura é habitualmente mais baixa, sobretudo ao fim de semana. Enquanto a Linha Azul estiver encerrada, os clientes poderão recorrer a várias carreiras da Carris que servem o corredor da linha, designadamente as 711, 726, 746, 758, 767 e 207, incluindo a circulação noturna, devendo, no entanto, confirmar previamente os horários.
Os ensaios surgem após a conclusão da instalação do CBTC na Linha Azul e fazem parte da fase de validação da nova tecnologia antes da sua entrada em serviço. O sistema assenta numa comunicação contínua entre os comboios e a infraestrutura, permitindo o acompanhamento permanente da posição das composições e o ajuste automático da velocidade, o que aumenta o controlo da circulação e melhora os níveis de segurança e de gestão operacional.
A entrada desta tecnologia deverá permitir reduzir intervalos entre comboios, aumentar a frequência e a capacidade de transporte, reforçar a pontualidade e a regularidade do serviço e melhorar a fiabilidade da operação.
Além dos ganhos operacionais, o Metro de Lisboa assinala que a adoção do CBTC poderá contribuir para uma utilização mais eficiente dos recursos, com impacto na redução dos custos de exploração, no consumo energético e no desgaste do material circulante. A transição para este sistema implica também a renovação progressiva da frota, com a entrada ao serviço das novas unidades ML20, já compatíveis com a tecnologia, e a adaptação do material circulante existente, de modo a garantir a interoperabilidade de toda a frota e preparar a rede para responder ao crescimento futuro da procura na Área Metropolitana de Lisboa.
