Apesar de obter o selo de Verificado na Steam Deck, Halo: Campaign Evolved não oferece um desempenho digno.
Halo: Campaign Evolved, o remake do primeiro Halo, chega esta semana a todos os jogadores da XBOX Series X|S, PC e, historicamente, da PlayStation 5, para se apresentar a uma nova geração de jogadores, com potencial de futuros capítulos da saga receberem o mesmo tratamento. Já aqui falámos do jogo e ficámos satisfeitos com a sua adaptação à geração atual, ainda que seja um remake relativamente seguro para os fãs que esperavam uma diferença mais drástica do que meramente visual.
Suportado pelo motor de jogo Unreal Engine 5, Halo: Campaign Evolved oferece exatamente aquilo que promete, o Halo antigo, com visuais modernos e, por consequência, mais exigentes. Enquanto que as consolas e os PCs modernos estão à altura da intensidade das missões de Master Chief, máquinas mais modestas podem sofrer um bocado com sacrifícios em desempenho e qualidade visual. E a Steam Deck da Valve é um exemplo disso.
Desde a sua revelação que não esperava que a Steam Deck fosse capaz de oferecer uma experiência satisfatória. Recordando o desempenho da máquina, que outrora corria quase na perfeição jogos da geração XBOX One e PlayStation 4, o mesmo não se pode dizer de jogos da geração atual visualmente mais intensos, com uma nota especial para jogos que recorram ao Unreal Engine 5. Contudo, o anúncio da HALO Studios de que Halo: Campaign Evolved levaria o selo de Verificado verde aumentou as minhas expectativas.
Graças ao acesso antecipado da XBOX, pude então colocar a Steam Deck à prova com Halo: Campaign Evolved. Mas, infelizmente, a experiência foi pior do que estava à espera, levando-me a questionar se quem quiser conhecer Halo pela primeira vez na Steam Deck não deverá olhar para Halo: The Master Chief Collection, que inclui Halo: Combat Evolved Anniversary, a remasterização do jogo original. Isto porque enquanto Halo: Combat Evolved Anniversary corre de forma brilhante, nas definições máximas, oferecendo a experiência original e remasterizada sem compromissos, Halo: Campaign Evolved é, até nas definições mais baixas, uma experiência inglória.

Por definição, o jogo coloca-se com as definições mínimas, em Very Low, e, numa primeira experiência, fica imediatamente claro que não vale a pena subir a qualidade visual do jogo. O desempenho do jogo flutua imenso abaixo dos 30 FPS, entrando na casa dos 10 FPS em áreas abertas ou com muita ação no ecrã. O desempenho melhora ao ligar o FSR da AMD, alternando entre as suas várias definições, mas quanto mais intenso for o efeito de upscaling, mais desfocado e pixelizado fica o jogo, transformando-o num borrão em movimento, com ganhos insignificantes. O jogo conta ainda com uma opção de frame generation, recorrendo às tecnologias da AMD, que uma vez ativa juntamente com o FSR, aumenta a fluidez, mas a qualidade de imagem continua sacrificada.
Halo: Campaign Evolved é um jogo exigente e infelizmente nas opções não é possível desligar efeitos associados ao ray tracing, que, por natureza, é mais exigente e neste caso faz parte da natureza visual do jogo. Decisões que acabam por afetar o desempenho do jogo em máquinas mais modestas. E, por isso, neste momento, qualquer guia de otimização do jogo na Steam Deck continua a não apresentar um desempenho minimamente satisfatório. E dúvido que algo mude no futuro.
Desta forma, quem tiver a pensar em jogar Halo: Campaign Evolved na Steam Deck, eu não recomendo a experiência, mas proponho a viagem por Halo: Combat Evolved Anniversary. É um jogo diferente, é um facto, mas com a alma do original, e cujas diferenças não são tão transformativas como a maioria dos remakes atuais. A minha grande pena neste momento é que, mesmo defendendo a máquina da Valve para jogos apropriados, olho para o sistema de verificação e observo o quão inválido, ilusório e incorreto por vezes ele é.
