Obsidian, ZeniMax Online Studios, Bethesda Game Studios, id Software e Sledgehammer Games somam despedimentos, enquanto a editora prepara uma nova estratégia centrada nas suas principais séries.
A recém-anunciada reestruturação da XBOX teve impacto direto nos estúdios da Bethesda, com despedimentos agora confirmados em várias equipas. Para além da redução de trabalhadores, a XBOX irá abandonar o modelo em que cada estúdio planeava autonomamente os seus próximos projetos para passar a definir prioridades a partir das suas maiores propriedades intelectuais.
Entre os estúdios afetados encontra-se a Obsidian Entertainment. Daniel Alpert, diretor artístico com 21 anos de carreira na empresa, e o argumentista AK Fedeau foram dos primeiros a confirmar publicamente a sua saída. A Kotaku avança que os despedimentos poderão situar-se entre 60 e 70 funcionários, embora esse número não tenha sido confirmado pela Microsoft. De acordo com a mesma publicação, os trabalhadores que permanecem no estúdio ainda aguardam indicações sobre a reorganização das equipas e o futuro dos projetos atualmente em desenvolvimento.
A ZeniMax Online Studios também enfrenta uma das maiores reduções de pessoal, com várias fontes a indicarem que os cortes poderão atingir até metade da equipa, apesar de não existirem ainda números oficiais. Ainda assim, o estúdio assegurou que The Elder Scrolls Online continuará a receber novos conteúdos, o que garante ainda a sobrevivência de uma parte substancial da equipa, mas o calendário anteriormente apresentado sofrerá alterações.
Na Bethesda Game Studios, vários trabalhadores também anunciaram a saída, entre eles o produtor Piers Duplock, do estúdio de Montreal, o systems designer Jean Paul Salman, que trabalhava em Fallout 76 na equipa de Austin, e a community manager Jessica Clark, sediada em Maryland.
Os despedimentos estendem-se ainda à id Software e à Sledgehammer Games. Jason Schreier refere que a id Software perdeu um número significativo de trabalhadores. Já Scott Miller, fundador da 3D Realms, afirma que “a maioria, ou mesmo todos, os programadores” terão sido dispensados, enquanto Jeff Gardiner, antigo responsável da Bethesda Game Studios, aponta para cerca de 95 despedimentos. Tudo no mesmo dia em que a iD Software lançou a mais recente expansão para DOOM: The Dark Ages.
Para além dos cortes, a CEO da Bethesda, Jill Braff, comunicou aos trabalhadores a forma como a empresa irá planear os seus projetos. Em vez de cada estúdio definir o seu próximo jogo de forma independente, o desenvolvimento passará a ser organizado em torno das franquias consideradas prioritárias para o grupo.
“Estamos a passar de um modelo de planeamento centrado principalmente no próximo projeto de cada estúdio independente para outro focado nas nossas franquias mais fortes e na definição do plano de conteúdos que melhor serve os jogadores e a Bethesda como um todo“, escreve Braff na mensagem interna. A responsável acrescenta que, depois de estabelecidas essas prioridades, serão distribuídos os recursos, as equipas e a tecnologia necessários para concretizar esse plano, que Braff afirma ser o caminho para “regressar a um crescimento sustentável“.
