MARVEL Tōkon: Fighting Souls Preview: Do multiverso para a arena

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A Marvel continua a potenciar toda a sua propriedade intelectual, desde séries e filmes até, claro, aos videojogos, com a PlayStation a ser o seu mais fiel aliado. Depois dos vários jogos de Spider-Man e com Wolverine planeado para este ano, chega agora Marvel Tōkon: Fighting Souls, que traz as poderosas personagens da Marvel de volta aos jogos de luta, um género que já lhes é familiar, mas agora nas mãos de uma nova equipa. E posso dizer que estão muito bem entregues.

Antevisão por: André Henriques

A convite da PlayStation e do Echo Boomer, tive oportunidade de testar MARVEL Tōkon: Fighting Souls, o futuro jogo de luta da Arc System Works. Muitos deverão conhecer o estúdio por Guilty Gear e BlazBlue, mas se nenhum destes nomes vos diz algo, certamente Dragon Ball FighterZ dirá, considerado por muitos o melhor jogo de Dragon Ball alguma vez criado e um título que, oito anos depois do lançamento, continua a manter uma enorme legião de fãs.

Essa mesma essência parece ter sido transportada para esta nova aposta do estúdio, agora com um IP tão ou mais popular do que a famosa obra de Akira Toriyama. O combate é fluido, rápido e há tanto caos no ecrã que facilmente poderia tornar-se confuso, mas curiosamente nunca o é. A Marvel volta assim a ceder a sua propriedade para produzir aquele que tem tudo para ser um dos melhores jogos de luta do género Tag Fighter, trazendo consigo o regresso que tantos fãs esperavam desde o desapontante Marvel vs. Capcom: Infinite.

Começo por dizer que não sou um especialista em jogos de luta. Gosto de explorar as várias ofertas do mercado e de depositar múltiplas horas a ser simplesmente… mediano. Isso nunca me impediu de desfrutar do género e de apreciar o melhor que ele tem para oferecer. Sou um dos milhares de fãs que acompanha atentamente a EVO, sabendo perfeitamente que nunca irá pisar aqueles palcos, e estou muito bem com isso. Ainda assim, foi com Dragon Ball FighterZ que o meu gosto cresceu e me dediquei um pouco mais do que o habitual. Por isso, naturalmente, Tōkon tornou-se num dos meus jogos mais aguardados do ano.

A build que experimentei contava com mais personagens do que a Closed Beta em que participei, incluindo Wolverine, Danger, Magik, Black Panther, Magneto e Peni Parker. Confesso que fiquei desapontado por ainda não poder experimentar Carnage, Deadpool e Blade, mas terei muito tempo para isso em agosto. Wolverine foi a minha primeira escolha, não só por ser um dos favoritos de praticamente toda a gente, mas também porque o seu gameplay faz-me lembrar um pouco Yamcha, pela forma como controla o espaço e pelas opções que oferece.

Tal como se percebe pelos inúmeros vídeos já divulgados, este é um jogo de luta extremamente veloz, algo habitual nas produções da Arc System Works. Os assists permitem escapar da pressão no canto ou prolongar combos devastadores. É, no fundo, um verdadeiro Tag Fighter. No entanto, ao contrário da maioria dos jogos do género, não são obrigados a jogar ativamente com todas as personagens da equipa. Podem optar por alternar entre os quatro membros à medida que ficam disponíveis ou simplesmente utilizá-los como assists, focando toda a vossa atenção numa única personagem.

É uma abordagem diferente da obrigatoriedade de aprender três personagens; neste caso, quatro; e gerir constantemente as rotações. Aqui, essa escolha fica inteiramente nas mãos do jogador. Se assim o desejarem, podem trocar de personagem a qualquer momento e adaptar a equipa ao adversário. Um Wolverine poderá não ser a melhor resposta frente a um Magneto ou Danger, que controlam muito bem o espaço à distância, mas trocar para Storm ou Star-Lord pode equilibrar imediatamente esse confronto.

marvel tokon fighting souls preview echo boomer 2
MARVEL Tōkon: Fighting Souls (Arc System Works)

Se tivesse de apontar algo menos conseguido em toda a experiência, seria a quantidade de inputs necessários para executar determinadas ações, sobretudo quando entra em jogo a gestão dos assists e do Active Tagging. Ter quatro personagens por equipa impede que cada uma tenha um botão dedicado nos gatilhos, levando o jogo a recorrer ao D-Pad para os assists específicos e ao L2 para alternar de personagem. No DualSense acaba por ser relativamente intuitivo, mas, pelo menos para mim, foi bastante mais difícil adaptar-me utilizando um leverless, e acredito que com um arcade stick essa adaptação possa ser ainda mais desafiante.

Ainda assim, trata-se de um pequeno apontamento num jogo que me conquistou rapidamente. A Arc System Works volta a demonstrar a qualidade a que já nos habituou, apresentando um título extremamente polido e que já corrigiu várias das críticas apontadas durante a primeira beta. Nota-se que o estúdio ouve a comunidade e, acima de tudo, continua a exibir uma direção artística que poucos conseguem igualar. Os Ultimates são um autêntico espetáculo visual e os cenários conseguem impressionar sem nunca prejudicar a leitura da ação.

MARVEL Tōkon: Fighting Souls chega a 6 de agosto para PlayStation 5 e PC. Antes disso, haverá ainda uma Open Beta entre os dias 24 e 26 de julho e podem ter a certeza de que lá estarei novamente, pronto para continuar a ser apenas… mediano, num jogo de luta que parece ter tudo para me roubar dezenas, ou até centenas, de horas.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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