Control Resonant troca Jesse Faden pelo irmão Dylan como protagonista e aposta num combate mais dinâmico, na personalização e exploração vertical, num dos projetos mais ambiciosos da Remedy Entertainment.
A Remedy Entertainment prepara-se para entrar numa nova fase do seu universo de jogos, com a sequela do aclamado Control de 2019, com Control Resonant, uma experiência completamente nova que pretende manter mantém a estranheza e o imaginário paranormal do jogo original e da saga Alan Wake, com a qual se cruza. No entanto, aproveita a oportunidade para mudar as regras do jogo, com um género completamente novo para o estúdio finlandês, numa mistura de RPG com hack and slash. Numa antevisão publicada no Blog da XBOX, baseada numa demonstração jogável realizada durante o Summer Game Fest: Play Days, a equipa aprofundou os detalhes desta nova experiência que coloca Dylan Faden, irmão de Jesse, no centro da ação e que aposta num sistema de combate mais focado nas escolhas do jogador e na personalização.
Como ficámos a conhecer na revelação oficial do jogo em dezembro, enquanto que o primeiro Control começava com Jesse Faden a entrar na Oldest House, o edifício onde se encontra a Federal Bureau of Control (FBC), Control Resonant parece inverter essa premissa, com o irmão de Jesse, Dylan, a escapar do interior da instalação depois de anos mantido como prisioneiro e sujeito a experiências por parte da organização. Dylan acorda numa cela vazia, com uma nova arma de origem sobrenatural presa ao corpo, aparentemente concedida pela própria Jesse e por The Board, a entidade que governa a FBC. A história decorre, assim, após os eventos do primeiro jogo, com a Oldest House em estado de emergência devido ao Hiss, enquanto Dylan descobre que a ameaça parece ter ultrapassado os limites da instalação da FBC e espalhado-se pela cidade de Manhattan.
Ao mesmo tempo, surge uma nova ameaça através das chamadas Resonant Entities, associadas a outro Altered World Event que já estava a afetar Manhattan antes da fuga do Hiss. Por exemplo, uma das primeiras criaturas apresentadas pela Remedy é uma enorme cabeça humana presa numa estrutura de pedra, capaz de controlar objetos à distância e atacar Dylan através de elementos do próprio cenário.

De acordo com esta antevisão da XBOX, Dylan não segue exatamente o mesmo caminho de progressão de Jesse, que desbloqueava poderes e possibilidades de combate gradualmente. Em vez disso, Control Resonant introduz escolhas mais significativas desde muito cedo, permitindo definir diferentes estilos de jogo através das armas e habilidades utilizadas.
A primeira dessas escolhas surge através da Aberrant, a arma corpo a corpo mutável que pode assumir diferentes formas. O jogador pode escolher entre o modo Flurry, de duas lâminas rápidas com maior probabilidade de ataques críticos; Slash, uma foice com raio de ataque aumentado para enfrentar vários inimigos; ou Slice, um machado focado em causar grandes quantidades de dano contra alvos individuais.
Na demonstração experimentada, Dylan recebe uma segunda categoria de armas, com opções como Crush, um martelo pesado para ataques lentos e poderosos; Drill, uma arma direcionada para dano contínuo; e Extend, uma arma semelhante a um bastão com corrente que permite atacar a maior distância. Estas escolhas podem ser combinadas para criar diferentes estilos de combate, aproximando a sequela de uma experiência onde a construção da personagem tem um papel mais importante.
No que parece ser um sistema de combate muito reminiscente de NiER: Automata, da Platinum Games, em Control Resonant, a Remedy parece querer dar mais espaço à experimentação para diferentes combinações, com ataques principais, ataques secundários e habilidades especiais que podem ser ajustadas pelo jogador.

Durante a demonstração, foi também apresentada uma terceira categoria de habilidades relacionadas com as entidades Resonant. Entre as opções encontram-se habilidades reminiscentes das de Jesse em Control, como Barrage, que permite lançar rochas contra inimigos à distância; Seekers, uma espécie de torre automática que pode também ser usada como explosivo; e Shield, uma barreira de pedras flutuantes que pode ser utilizada tanto defensivamente como para atacar através de investidas. A combinação destas opções permite que Dylan tenha vários ataques e habilidades equipados em simultâneo, complementados por árvores de evolução, habilidades passivas e elementos de personalização adicionais. A própria antevisão deixa uma pequena nota que, no entanto, a maior quantidade de possibilidades pode tornar a experiência mais exigente, especialmente quando se acede a uma versão mais avançada da personagem sem passar pela progressão gradual. Ficando assim a nota para os jogadores não cortarem caminho durante a sua primeira viagem pelo jogo, ou terão uma experiência mais complicada.
Outra grande diferença face ao jogo anterior, é a possibilidade de explorar o ambiente de forma mais vertical, com Control Resonant a aproximar-se mais de uma experiência de plataformas 3D, juntamente com um design de níveis mais mirabolantes e surreais, onde tetos e paredes se transformam em chão e onde as regras da física não fazem grande sentido e podem ser desorientastes. Para navegar pelos cenários, para além da levitação, que Jesse já tinha, Dylan contará também com a possibilidade de fazer salto duplo, chegando a pontos mais altos numa navegação mais arcade.
Apesar de todas estas diferenças e semelhanças a Control original, a Remedy promete que Control Resonant poderá ser jogado de forma isolada do primeiro jogo, com sua própria história e eventos. No entanto, é recomendável não só, que se jogue o primeiro título, como até a Alan Wake e Alan Wake 2, que expandem este universo com cruzamentos inesperados e os seus próprios Altered World Events.
Seja pela primeira vez, ou para relembrar toda a mitologia, felizmente há tempo para mergulhar no Remedyverse, dado que Control Resonant tem data de lançamento marcada para o dia 24 de setembro, PlayStation 5, XBOX Series X|S e PC.
