A cidade de Santarém foi escolhida para acolher o projeto Viva Mundo, um investimento privado associado ao Campeonato do Mundo de Futebol de 2030.
Santarém foi escolhida para acolher o projeto Viva Mundo, um investimento privado associado ao Campeonato do Mundo de Futebol de 2030. A apresentação pública do projeto ocorreu a 11 de junho de 2026, no Convento de São Francisco, em Santarém, e assinala a aposta do concelho como destino de investimento internacional.
O projeto tem um investimento anunciado de 450 milhões de euros, com previsão de 800 a 1000 postos de trabalho diretos e uma estimativa de 1,5 milhões de visitantes por ano. A abertura, essa, está prevista para 29 de abril de 2030.
O empreendimento foi concebido como um parque temático dedicado ao futebol, organizado em várias zonas funcionais. No centro do recinto ficará o espaço designado Football World, estruturado em torno de um lago central e dividido em quatro áreas temáticas – Centre Circle, Passion, Glory e Fantasy. O projeto inclui também uma área de entretenimento com uma arena com capacidade para cerca de 4.000 pessoas, destinada à realização de concertos, espetáculos e outros eventos ao vivo, bem como uma Fan Zone, pensada como espaço interativo com experiências imersivas para os visitantes.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, o Viva Mundo foi concebido como uma infraestrutura permanente, com funcionamento ao longo de todo o ano, não estando limitada ao período do Mundial.
O parque será instalado em terrenos anteriormente pertencentes à Paróquia de Marvila, em Santarém. Questionado sobre os valores envolvidos na aquisição, o responsável pelo projeto, Carlos Carreiras, não avançou montantes, indicando que essa informação deverá ser divulgada pela Diocese de Santarém. Referiu, no entanto, que o acordo inclui uma componente social, associada a respostas dirigidas, entre outros, à população idosa.
De acordo com o gestor do Viva Mundo, o investimento resulta sobretudo da iniciativa de dois promotores principais: o engenheiro José Ferraz, ligado ao grupo JFA, e um investidor de origem inglesa, identificado como Zulvirani, que reuniu um conjunto de parceiros internacionais.
Tendo em conta o megalómano projeto, João Teixeira Leite defendeu a necessidade de reforçar as acessibilidades, sublinhando a importância de investimentos adicionais, nomeadamente ao nível da ferrovia e de ligações rodoviárias como a A13. Indicou também como prioritário o desenvolvimento de um novo nó intermodal junto ao CNEMA, com o objetivo de melhorar a articulação entre transporte ferroviário e rodoviário, bem como integrar soluções de mobilidade consideradas inovadoras, incluindo a possibilidade de um vertiporto.
Os primeiros compromissos relacionados com a aquisição de serviços e equipamentos deverão avançar a partir de setembro, estando prevista, até ao final do ano, a fase de adjudicações em simultâneo com o processo de licenciamento. O início dos trabalhos no terreno está apontado para o início do próximo ano.
