Huawei MatePad Pro Max Review: Ultrafino de topo

- Publicidade -

O Huawei MatePad Pro Max pode ser fino, mas chega com surpreendentes capacidades técnicas e uma fantástica eficiência energética.

Desde que deixou de fazer parte do ecossistema Android tradicional, a Huawei tem-se mostrado particularmente ousada nas promessas que faz sobre os seus dispositivos, e o MatePad Pro Max é, provavelmente, o exemplo mais ambicioso dessa postura. Quando a marca afirma ter criado o tablet mais fino do mundo, com um ecrã OLED flexível totalmente limpo de entalhes ou perfurações – e ainda seis altifalantes numa estrutura com menos de 5 mm – a primeira reação foi de pensar que tudo sova a marketing. Mas, agora, depois de lhe colocar as mão e apreciar a forma como foi construído, a conversa pode mudar de figura.

Lançado em maio, o Huawei MatePad Pro Max tem uns impressionantes 4,7 mm no seu ponto mais fino graças à chamada arquitetura Cloud Falcon, uma solução interna que, de acordo com a Huawei, distribui os componentes de forma a equilibrar peso e rigidez. Na prática, a sensação que transmite é a de um dispositivo extremamente leve, mas que não parece frágil ao ponto de causar receio sempre que se pega nele. Ao analisá-lo, torna-se evidente porque é que este foi o primeiro tablet a receber a certificação de resistência à flexão ultrafina da TÜV Rheinland, que aponta para uma melhoria de 60% na rigidez estrutural face ao modelo anterior. E isto é particularmente relevante porque, historicamente, os dispositivos ultrafinos sacrificam a durabilidade em nome da estética. Aqui, a Huawei insiste que não fez esse compromisso, e pelo que pude observar, essa afirmação não é exagerada.

Huawei MatePad Pro Max
Huawei MatePad Pro Max

Pegar num tablet que chega a ter 4,7 mm no ponto mais fino é uma sensação curiosa, quase estranha, sobretudo quando o comparamos com outros dispositivos bem conhecidos, como por exemplo, o iPad Pro. O MatePad Pro Max transmite imediatamente aquela impressão de leveza extrema, mas sem parecer frágil ao ponto de causar receio. A construção unibody em metal reforça essa confiança, e a diferença de peso nota‑se rapidamente, já que estamos a falar em algo em torno das 509 gramas. Quando pensamos que o iPad Pro de 13 polegadas tem sempre mais do que 579 gramas, percebe‑se bem como esta redução faz diferença durante longas sessões de utilização.

A unidade que recebi para testes, em azul, é particularmente interessante, já que o seu acabamento traseiro reage à luz de forma subtil, mudando de tonalidade conforme o ângulo, o que lhe dá um toque mais sofisticado e distinto. Para quem prefere algo mais discreto, existe um cinzento espacial. E claro que nem tudo é perfeito. A ausência de um slot para os cartões microSD significa que aquilo que compramos é aquilo com que ficamos. Para quem trabalha com ficheiros de vídeo pesados ou mantém grandes bibliotecas offline, os seus 512 GB de armazenamento interno deixa de ser um luxo e passa a ser uma necessidade real, já que não existe forma de expandir esse armazenamento.

O ecrã é, sem exagero, um dos pontos que mais impressiona no MatePad Pro Max. A resolução é de 3000×2000 em 13,2 polegadas e oferece uma nitidez que se nota assim que o ligamos, tanto em texto como em ilustrações. A fluidez dos 144 Hz, o brilho máximo de 1600 nits e o contraste extremamente elevado contribuem para uma experiência visual que se destaca claramente dentro do segmento. A moldura reduzida a 3,55 mm, sem qualquer entalhe ou recorte, reforça a sensação de imersão e dá ao MatePad Pro Max um aspeto muito mais limpo. Para além disso, o tablet conta com um ecrã PaperMatte, que é uma camada pensada para quem passa muito tempo a ler, a escrever ou a trabalhar em ambientes com luz intensa. A superfície tratada em nanoescala reduz reflexos de forma notória e melhora significativamente a nitidez. Para uso no exterior ou em escritórios com forte iluminação faz realmente diferença e aproxima‑se da sensação oferecida pelo vidro nanotexturizado que a Apple utiliza.

Huawei MatePad Pro Max
Huawei MatePad Pro Max

Para o desempenho o Huawei MatePad Pro Max recorre ao HarmonyOS 4.3, aos seus 12GB de RAM e ao chipset Kirin T93 Pro. Este conjunto demonstra que a Huawei está a tentar mostrar o quanto evoluiu desde a geração anterior. A marca fala numa melhoria de desempenho de 20% face ao modelo de 2025, e, na prática, o sistema revela-se realmente ágil, sobretudo quando se alterna entre aplicações ou se trabalha com várias janelas abertas. A multitarefa permite ter três janelas em simultâneo, e a alternância com um toque acaba por ser mais natural do que esperava. O modo PC, quando ligado a um monitor externo, reforça essa ideia de que o tablet tenta ocupar o espaço de um portátil leve, e a integração com outros dispositivos da Huawei é um daqueles detalhes que só se valoriza quando já se está dentro do ecossistema. No entanto, a produtividade depende bastante do WPS Office. A versão para PC já vem instalada e está claramente pensada para quem trabalha em colaboração, com edição em tempo real e ferramentas de inteligência artificial que ajudam a criar rascunhos ou transformar esboços em apresentações. E outro ponto que tem de se ter em consideração, é a ausência dos serviços Google. A AppGallery tem crescido, mas ainda não substitui totalmente o ecossistema Android tradicional. Aplicações como YouTube, Google Maps ou Gmail não estão disponíveis de forma nativa, e isso obriga a uma adaptação que nem todos estarão dispostos a fazer. Para quem já utiliza o Petal Maps, Huawei Video ou Huawei Music, a transição é mais suave, mas para os restantes pode ser uma mudança que mexe com o fluxo de trabalho diário.

A M‑Pencil Pro também me surpreendeu. Com mais de 10.000 níveis de pressão e a tecnologia NearLink, a escrita e o desenho são feitos de forma muito mais natural, e o formato hexagonal ajuda a controlar melhor a direção dos traços. Para quem desenha ou tira notas com frequência, a diferença face a outras canetas é bastante evidente. O teclado Huawei Glide, por sua vez, tem a vantagem de incluir um espaço dedicado para guardar a caneta, o que evita que ande sempre perdida. O facto de assentar diretamente na mesa, ao contrário do design flutuante do Magic Keyboard da Apple, pode influenciar a ergonomia dependendo da postura de cada utilizador. No entanto, ambos os acessórios são vendidos à parte, o que também pesa na decisão final.

Huawei MatePad Pro Max
Huawei MatePad Pro Max

Para a fotografia, contamos com uma câmara traseira de 50MP com o sistema True‑to‑Colour e PDAF, que conta com algumas melhorias na precisão das cores. Nos meus testes comprovei, que para um tablet, o seu desempenho é realmente acima da média. Para digitalizar documentos, fotografar quadros brancos ou registar momentos ocasionais, cumpre perfeitamente. Ainda não é um substituto para um smartphone topo de gama, mas também não precisa de o ser. Já a câmara frontal de 12MP, com abertura f/2.4, é mais do que suficiente para videochamadas e reuniões online. E o áudio é outro ponto onde a Huawei investiu bastante. O sistema Huawei Sound com seis altifalantes, incluindo uma unidade de graves com quatro drivers, oferece bom desempenho nas frequências baixas e altas, para além de um volume geral bem afinado. Integrar tudo isto num corpo com menos de 5 mm foi um feito de engenharia que, neste caso, não parece ter exigido grandes compromissos. Para ver filmes, ouvir música ou participar em chamadas, é provavelmente uma das melhores experiências sonoras que já encontrei num tablet.

A bateria de 9760 mAh aguenta cerca de 14 horas de reprodução de vídeo local, o que é impressionante para um dispositivo deste tamanho. O carregamento rápido de 66W ajuda a recuperar energia rapidamente, e o carregamento reverso com fio de 40W transforma o tablet numa espécie de powerbank de luxo para o telemóvel, para os auriculares, ou qualquer outro dispositivo que precise de uma carga suplementar. E outra boa noticia é que um carregador de 100W vem incluído na embalagem.

Huawei MatePad Pro Max
Huawei MatePad Pro Max

O MatePad Pro Max transmite a sensação de que a Huawei tentou equilibrar desempenho, autonomia e funcionalidades de produtividade sem sacrificar o design ultrafino. Claro que há alguns compromissos, sobretudo no que toca ao ecossistema de aplicações, mas, para quem já vive dentro do universo Huawei, este MatePad Pro Max apresenta‑se como uma evolução sólida e bastante convincente. O maior entrave é mesmo o seu preço, já que estamos a falar de 1.649€.

Este dispositivo foi cedido para análise pela Huawei

Joel Pinto
Joel Pinto
Joel Pinto é profissional de TI há mais de 25 anos, amante de tecnologia e grande fã de entretenimento. Tem como hobbie os desportos ao ar livre e tem na sua família a maior paixão.
- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Relacionados