Montimerso Skyscape CountryHouse: um refúgio de turismo rural na Herdade da Geralda

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Entre o lago e o montado, o Montimerso Skyscape CountryHouse junta alojamento, gastronomia e bem‑estar num só lugar. Uma estadia pensada para quem quer abrandar.

Na região de Monsaraz, onde a criação da barragem do Alqueva deu origem ao maior lago artificial da Europa e colocou o interior alentejano no mapa de novos destinos de turismo rural, a paisagem combina montado, campos abertos e um céu noturno pouco afetado pela poluição luminosa. É neste contexto, em plena Herdade da Geralda, que se inscreve o Montimerso Skyscape CountryHouse, um projeto de turismo rural que faz da escala discreta e do contacto próximo com a natureza a base da sua proposta de estadia.

Inaugurado a 1 de junho de 2020 por Catarina Roseta e Henrique Farinha, casal lisboeta com laços afetivos ao Alentejo, o Montimerso abriu portas em pleno pico da pandemia de COVID‑19, num contexto em que crescia a procura por destinos isolados, afastados dos grandes centros urbanos. Essa conjuntura, inicialmente vista como um risco, acabou por favorecer a consolidação do negócio, ancorado em estadias tranquilas, em contacto direto com a natureza e com o céu muito particular da região do Alqueva. A maioria dos hóspedes continua a ser portuguesa, ainda que a presença internacional venha a ganhar peso, sobretudo através do passa‑palavra. Essa diversidade geográfica é visível num mapa afixado no restaurante da propriedade, onde pequenos pinos assinalam as origens de quem por ali passa, enquanto um livro de elogios e sugestões recolhe comentários que são usados pela equipa para ajustar práticas e melhorar a experiência.

O Montimerso, que o Echo Boomer teve oportunidade de ir conhecer recementemente no contexto de uma press trip, está inserido numa propriedade com cerca de 55 hectares, entre o montado alentejano e a albufeira do Alqueva, numa zona integrada na reserva DarkSky Alqueva, a primeira área do mundo certificada como destino de turismo de estrelas. A paisagem é dominada pelo céu aberto, pelas azinheiras e pela água, num cenário em que a baixa poluição luminosa permite observar, em muitas noites, um manto denso de estrelas. A arquitetura do conjunto recorre a paredes caiadas, numa referência direta à construção tradicional do Alentejo, combinadas com uma linguagem contemporânea e minimalista, marcada por linhas simples, cores neutras e materiais naturais. A opção por esta estética pretende reduzir o ruído visual e reforçar a ligação entre interior e exterior, convidando a uma vivência mais lenta do tempo, com dias passados entre a piscina, os trilhos e as salas comuns, e noites dedicadas à contemplação do céu.

A sustentabilidade ambiental é assumida como um dos pilares do Montimerso, tanto na construção como no funcionamento diário. O edifício foi desenhado com preocupações de eficiência energética e de gestão da água, com sistemas que permitem reduzir o consumo e aproveitar recursos existentes. Por exemplo, a produção elétrica em regime de autoconsumo é garantida por um conjunto de painéis fotovoltaicos que asseguram entre 40 a 45% das necessidades energéticas totais da propriedade, diminuindo a dependência da rede, enquanto a água da chuva é reaproveitada para rega de espaços exteriores, numa região marcada por verões longos e secos. Já a gestão da iluminação exterior obedece a critérios de redução da poluição luminosa, tanto para proteção da biodiversidade como por coerência com a integração no DarkSky Alqueva, preservando as condições ideais para a observação do céu noturno.

A oferta de alojamento do Montimerso integra 15 suites distribuídas entre onze unidades standard e quatro de tipologia premium, às quais se junta um apartamento T1, o número 16, batizado Fogo de Chão. O engraçado aqui é que as suites têm nomes de aldeias vizinhas e de árvores características do território, como a Oliveira e o Sobreiro, numa toponímia que reflete a paisagem e a envolvente humana da região. Sete das suites têm vista direta para o lago Alqueva, enquanto as outras quatro permitem apreciar a vila de Monsaraz, aproveitando a cota elevada da herdade. As suites standard seguem uma linha de minimalismo funcional, com poucos elementos decorativos e foco no conforto, pensadas para estadias em ritmo desacelerado, em que a paisagem é protagonista. Já as quatro suites premium, duas com vista para o Alqueva e duas para Monsaraz, acrescentam uma sala mais ampla, pátio privativo e uma pequena piscina aquecida de uso exclusivo, desenhadas para escapadinhas mais reservadas, sobretudo a dois, em que a vivência da envolvente se faz com maior recolhimento.

O apartamento T1, Fogo de Chão, está preparado para receber até três adultos e inclui quarto duplo, kitchenette equipada, sala de estar e sofá‑cama, oferecendo maior autonomia a quem opta por estadias mais longas. Para além desta unidade, o Montimerso dispõe de um apartamento T2, com dois quartos, sala com salamandra e acesso direto ao pátio central, onde uma lareira de piso serve de ponto de encontro nas noites mais frias. Tal como as suites, estes apartamentos mantêm o mesmo padrão de serviço e hospitalidade, funcionando como extensões da casa principal, mas com mais espaço para famílias ou grupos.

E por falar em política de acolhimento, é abertamente inclusiva para famílias e animais de estimação: cães até 25 kg são aceites mediante o pagamento de 25€ por noite, e as crianças até dois anos podem ficar sem custos adicionais, mediante disponibilização de berço; entre os três e os doze anos, aplica‑se um valor de 35€ por noite, incluindo cama extra e acesso integral aos serviços de base.

O funcionamento diário do Montimerso estrutura‑se em torno de uma receção aberta entre as 8h e as 22h, com uma linha telefónica de emergência disponível durante a noite para responder a situações pontuais. No interior do edifício principal, o convívio distribui‑se por três salas de estar de acesso livre, com identidades distintas. A sala Erva Doce é marcada por uma lareira giratória de 360 graus, que permanece inativa nos meses mais quentes, mas que ganha protagonismo nas estações frias. Depois há a sala Alentejo, que presta homenagem à estética arquitetónica típica da região, com materiais e detalhes que remetem para casas tradicionais. A sala Évora, por sua vez, assume um ambiente mais contemporâneo, concentrando a vertente de entretenimento, com uma televisão de uso comum, jogos de tabuleiro e uma pequena biblioteca. O conceito de partilha que atravessa estas salas é coerente com a tipologia de casa de campo assumida pelo Montimerso, motivo pelo qual não existem televisões instaladas de raiz nos quartos. Ainda assim, caso não consigam mesmo dispensar a televisão, podem sempre pedir, sem custos adicionais.

É também nesta zona que surge o Honesty Bar, um espaço de self‑service onde as bebidas estão organizadas por zonas: destilados e vinhos na parte superior, opções frescas num compartimento refrigerado e bebidas à temperatura ambiente noutra área, complementados por chás e cafés. O consumo é registado pelos próprios hóspedes numa folha afixada na parede, associando cada item ao número da suite, num modelo que assenta na confiança e na autonomia. Esta lógica de uso livre e responsável prolonga‑se a vários outros elementos do espaço, reforçando a ideia de uma casa habitada temporariamente pelos visitantes, mais do que de um hotel convencional.

No exterior imediato do Montimerso, um pátio central permanece aberto ao longo de todo o dia, funcionando como extensão das salas interiores e ponto de passagem entre as diferentes alas do alojamento. No entanto, é ao explorar a propriedade que se encontram todos os encantos deste alojamento.

A dimensão de bem‑estar do Montimerso tem o seu epicentro no Wellness Dome, uma estrutura independente situada na ala de Monsaraz, integrada no montado de azinho. A escolha de uma geometria geodésica para o dome está associada à ideia de criar um espaço onde a energia flui de forma equilibrada e onde se instala uma sensação de serenidade. No interior, o equipamento inclui um jacuzzi, sauna, zona de relaxamento com vista para o montado, marquesas para massagens e um duche com coluna de hidromassagem. O acesso é feito exclusivamente por marcação, em regime de uso privado, com um custo adicional de 30€ por suite, para blocos de duas horas em três janelas horárias bem definidas: das 10h às 12h, das 14h às 16h e das 17h às 19h. Há também programas de massagem que combinam técnicas de relaxamento com óleos essenciais e produtos naturais, podendo decorrer no interior do dome, nas suites ou em espaços exteriores selecionados, consoante as condições meteorológicas e a preferência do hóspede, com o objetivo de aliviar tensões e melhorar a qualidade do sono.

O contacto com a água prolonga‑se em dois pontos estratégicos no exterior. Num dos locais mais elevados da herdade, a piscina infinita – designada localmente como Time’s Cap – estende‑se sobre a paisagem, criando um horizonte visual contínuo com o lago Alqueva. Sem aquecimento, funciona como espaço de lazer durante o dia, sendo um dos lugares mais procurados para simplesmente observar o território. Vale mesmo, mesmo a pena ficar por lá algum tempo. Noutro ponto está também instalado o Alqueva Jacuzzi, um jacuzzi exterior com vista ampla sobre a albufeira, disponível em regime de uso privado, habitualmente entre as 17h e as 19h. A combinação de água quente, massagem de água e enquadramento panorâmico torna este ponto especialmente procurado por casais, num ambiente que conjuga intimidade e momento de pausa ao final do dia.

Para além dos edifícios e das zonas de água, a propriedade incentiva a exploração do espaço em redor. O Montimerso disponibiliza bicicletas gratuitas, permitindo percorrer a herdade de uma ponta à outra e chegar ao lago por um trilho marcado por pedras de grande dimensão, que conduz às margens da albufeira numa caminhada que dura, em média, entre 10 e 15 minutos. A rede de trilhos internos atravessa o montado e zonas de campo aberto, passando por pontos identificados como ideais para ver o pôr do sol. Em alguns destes locais foram instaladas estruturas de observação, como a Elenor e a Landscape, concebidas para contemplação e, em muitos casos, para fotografia de paisagem. Os Ethnobotanical Trails, por exemplo, são pensados para quem quer aprofundar o conhecimento da flora local: ao longo destes percursos é possível identificar espécies de plantas existentes na herdade e observar diferentes espécies de aves e os respetivos habitats. Alguns destes itinerários podem incluir workshops de fotografia de natureza, dirigidos a hóspedes interessados em registar a fauna e a flora de forma mais técnica.

A observação da natureza não se restringe ao período diurno. Tirando partido da integração na reserva DarkSky Alqueva, o Montimerso reservou um ponto específico no montado de sobro para sessões de observação do céu noturno, em zona praticamente isenta de poluição luminosa. A unidade disponibiliza binóculos para a observação de aves e para uma primeira aproximação ao céu, e, com alguma regularidade, recebe um especialista equipado com telescópio próprio, que orienta sessões de astronomia e contextualiza o que se vê. A programação ligada ao céu inclui ainda caminhadas noturnas junto ao lago, sob a designação Walking with the stars, que combinam o silêncio dos trilhos com a contemplação de estrelas, sempre sujeitas a marcação. A experiência aquática em ambiente noturno é também explorada através de passeios de canoa no Alqueva, em que o lago funciona como piso e o céu estrelado como teto, numa proposta desenhada para quem procura um contacto mais direto com o ambiente da albufeira após o pôr do sol.

A articulação com parceiros locais permite alargar o leque de atividades para lá dos limites da herdade do Montimerso. Um dos destaques é o passeio de barco privado Perfect Walk, que oferece uma leitura próxima do maior lago artificial da Europa e do seu impacto na paisagem, a bordo de uma embarcação preparada para proporcionar momentos de lazer no Alqueva. Existem também passeios de barco em lancha rápida ou veleiro, com partida na praia fluvial de Monsaraz, que percorrem diferentes zonas da albufeira. As propostas incluem ainda passeios a cavalo junto ao lago, com percursos que podem passar dentro de água, terminando com prova de produtos regionais. A nível do enoturismo, há programas que permitem acompanhar o processo de produção de vinho em produtores locais, desde a vinha até à prova final, numa das regiões vitivinícolas mais relevantes do país.

O azeite, produto central da dieta mediterrânica e da cultura alentejana, é trabalhado em duas vertentes: visitas a lagares antigos, complementadas por passagens por olivais com árvores centenárias e provas feitas à sombra de grandes oliveiras, e visitas a moinhos modernos e tecnologicamente avançados, onde é possível conhecer em detalhe o processo contemporâneo de produção. No plano patrimonial, o Montimerso organiza visitas guiadas a Monsaraz, vila medieval que domina a paisagem a partir do alto, em percursos que passam pelas ruas, pelo castelo, pela oferta de artesanato e pelos produtos locais, enquanto se aborda a história do lugar. Outras saídas incluem Évora, cidade classificada como Património Mundial, com forte concentração de monumentos e restaurantes representativos da gastronomia alentejana, e itinerários pelos muitos monumentos megalíticos da região, que ajudam a perceber porque é que o Alentejo foi escolhido por povos antigos para a construção deste tipo de estruturas. A rede de parcerias com São Pedro do Corval, conhecida pela tradição oleira, permite ainda a participação em workshops de cerâmica, em que os visitantes podem trabalhar o barro e experimentar, em primeira mão, técnicas de produção artesanal.

Resta-nos abordar a vertente gastronómica do Montimerso, e convém mesmo realçar, pois é da horta e do pomar que saem muitos dos produtos que abastecem diretamente a cozinha. A horta está ativa, em condições normais, entre abril e meados de julho, um intervalo pensado para evitar as geadas e a saturação de água do início do ano, bem como a secura extrema de pleno verão. No último inverno, a chuva mais intensa do que o habitual atrasou o calendário, obrigando a começar agora a sementeira de culturas como batata, cebola, alho e tomate. A produção hortícola é complementada pelos frutos do pomar e das árvores dispersas pela propriedade: citrinos, ameixas, uvas de mesa, maçãs, marmelos, romãs e medronhos entram na cozinha ao ritmo das estações. Parte significativa destes produtos é utilizada no pequeno‑almoço, enquanto o excedente é transformado em compotas e conservas caseiras. Nas zonas mais húmidas da herdade e nos arbustos crescem, em estado selvagem, ervas aromáticas como alecrim, poejo, hortelã‑da‑ribeira e erva‑príncipe, recolhidas e incorporadas na confeção. A base da despensa completa‑se com queijos, enchidos, carne de porco preto e mel provenientes de produtores da região, numa rede de fornecedores estritamente locais. A paixão pelo vinho levou ainda o coproprietário Henrique a plantar uma pequena vinha experimental na propriedade: o objetivo, caso o projeto se revele viável, é servir o vinho resultante exclusivamente aos hóspedes.

Tudo isto culmina na mesa, mais especificamente no SkyScape Restaurant, cuja sala envidraçada se abre para uma vista panorâmica sobre o lago Alqueva. O pequeno‑almoço, incluído na tarifa, é servido entre as 8h30 e as 11h e adapta‑se ao número de hóspedes, podendo assumir formato buffet ou à carta. E é precisamente esta primeira refeição do dia que privilegia os produtos frescos da horta e os frutos da herdade, bem como as compotas e conservas preparadas na cozinha.

Bastante completo, na nossa estadia encontrámos, ao pequeno-almoço, uma mesa ao centro com variadas coisas, dividida entre secções de fruta, charcutaria, padaria, pastelaria – com direito a um delicioso bolo do dia! – e frutos secos. Como se isto não bastasse, ainda podem pedir que vos sirvam à mesa opções como ovos estrelados/cozidos/mexidos, omelete (simples ou com fiambre, queijo, tomate e cebola), panquecas (simples, com chocolete, canela e açúcar em pó, ou limão e mel), papas de aveia adoçadas com mel e Pão da Frigideira. E sim, é também à mesa que pedem bebidas.

Já ao almoço, a funcionar entre as 13h e as 15h sem necessidade de reserva, são servidas refeições mais leves, com pratos pensados para quem prefere permanecer na propriedade, entre a piscina, os trilhos e as salas comuns. No dia da nossa chegada pudemos deliciar-nos com este almoço e, mesmo sendo algo mais leve, a carta ainda se mostra bastante capaz. Para começar, têm logo O nosso “Coberto”, com pão alentejano, azeite, manteiga aromatizada e azeitonadas temperadas, havendo ainda opções como A nossa Sopa e O nosso queijo aromatizado. Já para partilhar, têm propostas como Os Ovos “cá da terra”, Os típicos ovos com farinheira, Mini Pastéis de Massa tenra, Gambas ao Alhinho, Bruschetta CQF e tábuas de queijos e enchidos.

Na secção de pratos principais, chamada Para Saborear, têm várias saladas, a Tosta da Quinta (com frango grelhado, alface, tomate e opção de com ou sem manteiga aromatizada), a Tiborna Alentejana e a Trilogia de hambúrgueres (três mini hambúrgueres 100% vaca com queijo, bacon e cebola caramelizada em mini bolo do caco). Para terminar, há sempre fruta laminada ou a sobremesa do dia.

Ao jantar, o serviço funciona entre as 19h e as 21h, mas é preciso reservar com 24 horas de antecedência. A carta, apresentada no momento do check‑in, estrutura‑se em torno de petiscos de inspiração alentejana e portuguesa, num formato que incentiva a partilha, com a sugestão de três petiscos e uma sobremesa por pessoa.

A cozinha do Montimerso é assegurada por uma equipa residente de cozinheiras, onde se destaca a presença de Anita, numa lógica que recusa deliberadamente a designação de chef e privilegia antes a continuidade, o conhecimento das receitas e o trabalho diário. Um dos pratos mais marcantes do nosso jantar foi, por exemplo, a reinterpretação do Bacalhau à Brás: em vez do refogado tradicional, a base é uma pasta emulsionada de água, alho e coentros, montada em camadas alternadas com bacalhau desfiado e natas, terminada com queijo ralado e coentros frescos. Estava divinal.

Para além do restaurante, a experiência gastronómica estende‑se a outros contextos, com piqueniques preparados com produtos locais, servidos em pontos recatados da herdade, e jantares românticos à luz de velas na plataforma Lovescape, sob o céu estrelado, pensados para quem procura um momento mais intimista.

Em conjunto, alojamento, gastronomia, bem‑estar e atividades compõem um retrato de turismo rural que procura equilibrar sustentabilidade, integração no território e atenção ao detalhe. O Montimerso afirma‑se, assim, como um espaço onde a experiência é construída tanto pela estrutura física como pelo modo como o tempo é vivido: devagar, em diálogo permanente com o Alqueva, com o céu estrelado e com a paisagem do Alentejo.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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