Com 70% da lotação, a Everything is New crê que, até aos dias do NOS Alive, os bilhetes estejam totalmente esgotados.
O NOS Alive prepara-se para regressar com a 18.ª edição. Na apresentação pública do festival, que decorreu esta manhã no Palácio Anjos, em Algés, foi sublinhado que o evento mantém a parceria com a NOS e com a Câmara Municipal de Oeiras, reforçando um modelo que, ao longo de duas décadas, ajudou a transformar o recinto numa verdadeira “cidade efémera”, com funcionamento próprio durante três dias e uma afluência que ronda os 55.000 a 56.000 espetadores por dia. A organização adiantou ainda que, com os dias 10 e 11 de julho já esgotados, o dia 9 de julho também deverá esgotar até ao arranque do festival, uma vez que já ultrapassa os 70% de lotação.
O NOS Alive terá um total de 120 atuações distribuídas pelos três dias, com programação em vários palcos, entre os quais o Coreto, o Palco Comédia e o EDP Fado Cafe. Álvaro Covões, da promotora Everything is New, frisou que a operação é pensada ao detalhe para responder não apenas às necessidades do público, mas também às exigências de artistas, jornalistas e equipas técnicas, numa lógica de funcionamento integrada. O responsável referiu ainda que, este ano, o festival mantém algumas parcerias já conhecidas, mas acrescenta novas colaborações, entre elas uma ligação com a Dental Light, clínica dentária que passa a assegurar apoio permanente no recinto. A proposta foi apresentada como uma resposta prática a uma realidade de grande concentração de pessoas, lembrando que, em eventos com 60.000 pessoas por dia, “acontece tudo”, e que o objetivo é garantir assistência rápida e eficaz sempre que seja necessário.
A conferência de apresentação também serviu para reforçar o peso da NOS como parceira do festival e para sublinhar a ligação entre música e tecnologia. A marca afirmou que a associação ao NOS Alive contribuiu para consolidar um ADN ligado à música, considerado central na sua relação com o público. Segundo foi explicado, a empresa instalou 1.200 quilómetros de fibra ótica no recinto para garantir comunicações estáveis em todos os pontos do festival, desde os palcos aos bastidores, zonas de refeições, bilhética e segurança. Essa infraestrutura permitirá não só o bom funcionamento operacional do evento, como também a partilha de memórias pelos festivaleiros e a cobertura mediática em condições ideais, algo visto como parte do propósito da marca no apoio a experiências coletivas de grande escala.
A presença da música foi apresentada como muito mais do que entretenimento. Foi salientado que aproxima pessoas, dá identidade às marcas associadas e acrescenta valor ao próprio evento, razão pela qual a NOS quer reforçar esse lado emocional com experiências adicionais. Entre as iniciativas anunciadas está uma parceria com a Skoola, academia urbana de música, cujos alunos vão atuar diariamente no espaço da marca. Foi também prometida uma experiência imersiva ainda não totalmente revelada, pensada para complementar a presença no recinto e criar outro tipo de interação com o público. Além disso, foi referido que a NOS vai levar 500 clientes ao festival através de um passatempo nas redes sociais, numa estratégia que combina ativação de marca com acesso direto ao evento.
Do lado da autarquia, a mensagem foi de reconhecimento pelo impacto do festival no município e no território. O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, destacou a longevidade do projeto, lembrando que há 20 anos a iniciativa parecia ambiciosa, mas acabou por afirmar-se como um evento de dimensão internacional. Durante a sua intervenção, o responsável defendeu a importância da liberdade, da persistência e da capacidade de fazer crescer um projeto ao longo do tempo, sublinhando-se que o festival ultrapassou a condição de simples espetáculo para se tornar um elemento relevante na imagem do concelho, na valorização da frente ribeirinha e no ordenamento do território. A autarquia frisou ainda o efeito económico e simbólico do festival, considerando que o município beneficia do fluxo de visitantes, da notoriedade e da centralidade que o evento lhe trouxe.
A intervenção municipal também fez referência às transformações em curso na zona envolvente, com particular destaque para a nova passagem superior. Foi explicado que a obra, com um investimento de cerca de 2 milhões de euros, permitirá alargar em 25 metros a ponte existente e melhorar a circulação no acesso ao recinto, ao mesmo tempo que responde a questões de mobilidade e segurança.
A nova estrutura, apontada como a maior passagem superior do país e uma das maiores da Europa, com 67 metros de vão, foi apresentada como uma peça essencial para facilitar a passagem de público e melhorar a ligação entre zonas do território. Referir, no entanto, que faltam “alguns acabamentos”, como dise Isaltino Morais, pelo que a ideia é fazer com que a ponte esteja disponível durante o festival. Ou que pelo menos sirva para grávidas ou pessoas com mobilidade reduzida.

De resto, a conferência de imprensa serviu também para anunciar as programações do Palco Coreto, o Palco Comédia e o EDP Fado Cafe.
No caso do Palco Coreto, continua a destacar a música portuguesa contemporânea, com curadoria da Arruada, reunindo diferentes estilos e abordagens artísticas ao longo dos três dias. No dia 9 de julho, passam por este palco Deixa Rolá, Neon Soho, Duques do Precariado, Hetta e a DJ Rita Maia. A 10 de julho, o alinhamento inclui Picas, Inês Sousa, Constança Quintero, Mutu e Ellis Ferrére. Já no dia 11 de julho, último dia do NOS Alive 2026, atuam Esteves Sem Metafísica, Suzana Frances, Razy, Redoma e Sheri Vari.
Por sua vez, a programação do Galp Fado Café reforça a presença da música portuguesa no festival, com destaque para várias gerações do fado. No primeiro dia, sobem ao palco Diana Vilarinho e Geadas, acompanhadas pela Orquestra Maré do Amanhã, um projeto sociocultural brasileiro reconhecido pela promoção do acesso à educação musical. No dia 10 de julho, Ana Sofia Varela apresenta um espetáculo de homenagem à mulher e à guitarra portuguesa, juntando-se também o grupo Fado Máfia. O último dia conta com Beatriz Felício e a estreia de Valéria no NOS Alive, apontada como uma das vozes mais carismáticas da nova geração fadista.
Ainda neste espaço, o NOS Alive 2026 recebe a estreia de Playback – Paião por Tigerman, nos dias 10 e 11 de julho, um espetáculo inspirado no filme Playback – Um Filme Sobre Carlos Paião. O projeto, desenvolvido por The Legendary Tigerman, propõe uma nova abordagem às canções de Carlos Paião, com arranjos contemporâneos e uma identidade sonora que cruza influências do pós-punk, ambientes cinematográficos e sonoridades synth lo-fi. Em palco, Rafael Ferreira interpreta os temas do músico português, acompanhado por uma banda que inclui Mike Ghost, Sara Badalo e João Cabrita.
Quanto ao Palco Comédia, volta a integrar a programação do NOS Alive, mantendo-se como um espaço dedicado ao humor nacional. Ao longo dos três dias, passam por este palco nomes como Eduardo Madeira, Jel, Beatriz Gosta, Gilmário Vemba, Francisco Menezes e Hugo Sousa, entre muitos outros, numa programação que combina comediantes consagrados e novos talentos.
Com uma programação que cruza grandes concertos, novos artistas, humor e cultura portuguesa, o NOS Alive 2026 volta a afirmar-se como um dos principais festivais de verão em Portugal.
