O PCI Express 8.0 promete 1 TB/s de largura de banda bidirecional e melhorias estruturais para responder às exigências da IA e da computação avançada.
O PCI‑SIG, consórcio responsável pelo desenvolvimento da norma PCI Express, anunciou a versão preliminar 0.5 da especificação PCI Express 8.0 aos membros. Esta revisão é a primeira com carácter público desde a versão 0.3, distribuída em 2025, e incorpora o feedback recolhido no período seguinte. A versão final está prevista para 2028.
Tal como esperado, o PCI‑E 8.0 mantém o histórico da interface ao duplicar a largura de banda face à geração anterior. A nova especificação promete 256 GT/s de taxa de transferência bruta e até 1 TB/s bidirecional numa configuração x16. Em termos comparativos, representa o dobro do PCI‑E 7.0 e oito vezes a largura de banda do atual PCI‑E 5.0, ainda dominante no mercado de consumo. O consórcio afirma que esta evolução responde às necessidades crescentes de sectores como inteligência artificial e machine learning, data centers de hiperescala, computação de alto desempenho, redes de alta velocidade, indústria automóvel, computação quântica e aplicações militares e aeroespaciais. A explosão das cargas de trabalho de IA exige interligações cada vez mais rápidas e com latências mínimas, justificando um salto geracional além do PCI‑E 7.0.
Contudo, o foco não está apenas no desempenho. O PCI‑SIG destaca outros objetivos essenciais, como a compatibilidade retroativa, maior eficiência energética, otimização de latência, fiabilidade do sinal e melhorias de protocolo para aumentar a largura de banda efetiva. Um aspeto de destaque é o desenvolvimento de novas tecnologias de conectores, já que velocidades de 256 GT/s aproximam os limites físicos das soluções atuais. O consórcio confirma que estão a ser avaliadas novas abordagens para garantir integridade de sinal e estabilidade, embora sem divulgar detalhes técnicos nesta fase.
A versão final do PCI Express 8.0 só deverá estar concluída em 2028, mantendo o ritmo histórico de evolução da norma, que duplica a largura de banda aproximadamente a cada três anos.
