A expansão da Sonae na hotelaria inclui novos hotéis em Lisboa, Algarve, Madeira e Açores, além de uma possível segunda fase com mais 10 unidades.
A Sonae, através da SC Investments, prepara um ciclo de expansão na hotelaria em Portugal que prevê o investimento de 50 milhões de euros na abertura de oito novos hotéis – com aberturas previstas já dentro de dois anos -, com projetos localizados em Lisboa, Algarve, Madeira e Açores e a possibilidade de avançar para mais 10 unidades numa fase seguinte. O objetivo é aproximar‑se das 30 unidades hoteleiras ao fim de cinco anos.
A estratégia, revelada ao Diário de Notícias, assenta numa base já consolidada: a entrada da Sonae na hotelaria remonta a 1986, com o Porto Palácio Hotel, e o grupo opera hoje com um portefólio de 12 unidades, distribuídas pelo Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Algarve e Madeira.
Além do montante de 50 milhões de euros, o grupo admite a possibilidade de utilizar uma linha de 200 milhões de euros para financiar aquisições ou operações de expansão, desde que surjam projetos com retorno considerado adequado.
Na Madeira, a expansão já deu passos concretos com a abertura do The Editory Ocean Way Ajuda Funchal e do The Editory Garden Carmo Funchal no final do ano passado, resultado de um investimento de oito milhões de euros na renovação de dois edifícios históricos da cidade. Após avaliações positivas das primeiras semanas de operação, a empresa anuncia a intenção de chegar a quatro hotéis no arquipélago, consolidando a presença em Funchal.
No quadro insular, os Açores surgem como uma das grandes apostas de médio prazo. A empresa confirma que vai entrar no arquipélago, assumindo que o primeiro hotel implica um ciclo de licenciamento e obras que prolongará o prazo até à abertura.
Em Lisboa, a aposta renova‑se com a abertura de mais dois hotéis, após a inauguração, em 2022, do The Editory Riverside Santa Apolónia Hotel, unidade resultante da reconversão de parte da estação ferroviária e da adoção de um modelo de operação de longo prazo atribuído pela Infraestruturas de Portugal.
No Sul do país, o Algarve mantém‑se como uma das prioridades, com a concentração de esforços na região de Lagos. A carteira cresceu com o Aqualuz Lagos by The Editory, já integrado no grupo há mais de duas décadas, e com a posterior entrada do The Editory By The Sea Lagos Ponta da Piedade e do The Editory Residence Lagos. A holding confirma mais duas unidades para os próximos anos, embora não revele as localizações.
Para a segunda fase da expansão, a SC Investments passa a olhar para destinos de média dimensão, fora dos grandes centros urbanos, com referências a cidades como Braga, Aveiro, Coimbra e Évora como exemplos de zonas de análise. A empresa assinala que a experiência de operação no hotel de Viana do Castelo trouxe melhores resultados do que previsto, o que reforça a confiança no potencial de mercados menos saturados. Mesmo após a venda do conjunto de ativos do Tróia Resort, o grupo deixa em aberto a possibilidade de voltar a lidar com a região, desde que surja um negócio com base em retorno e estrutura de exploração que se encaixe neste novo modelo de crescimento.
