Francisco Moita Flores narra o assassinato de um agente da PIDE na primavera marcelista em Sangue e Silêncio no Poço dos Negros

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Sangue e Silêncio no Poço dos Negros, o segundo policial de Francisco Moita Flores após O Mistério do Caso de Campolide, sai a 12 de maio, editado pela Casa das Letras.

A Casa das Letras lança já na próxima próxima terça-feira, 12 de maio, o livro Sangue e Silêncio no Poço dos Negros , o novo romance policial de Francisco Moita Flores. Este será o segundo policial do escritor e antigo inspetor da Polícia Judiciária, após O Mistério do Caso de Campolide, que nos transporta até “uma madrugada de fevereiro de 1969, em plena primavera marcelista” quando “um contínuo da PIDE é violentamente assassinado no Poço dos Negros“, em Lisboa. O mistério adensa-se ao perceber-se que “a chave do caso na edição desse mesmo dia do Diário de Notícias dedicada a Salazar“.

O livro decorre no tempo em que António Salazar ainda estava vivo, “mas claramente enfraquecido após ter sofrido uma queda e um acidente vascular cerebral“. Um contínuo da PIDE é esfaqueado múltiplas vezes no peito e no pescoço, e cabe a “uma afoita brigada de homicídios chefiada por Simão Rosmaninho” resolver o crime. “As únicas pistas relevantes de que a brigada dispõe para iniciar a investigação são, para além do corpo, uma carteira cheia de dinheiro, umas chaves de casa, um porta-chaves com o símbolo da Mercedes, uma faca ensanguentada e uma edição do Diário de Notícias do mesmo dia em que o assassinato ocorrera. Ao longo da trama, outros homicídios vão parar às mãos desta brigada, mas os holofotes incidem especialmente sobre o crime do Poço dos Negros, sobretudo quando se descobre, após a autópsia ao corpo encontrado, que o assassino é canhoto“, conta-nos a sinopse.

Os leitores vão ser confrontados com a atividade quotidiana de uma Brigada de Homicídios. É um tempo de uma polícia sem a ajuda de aparatos técnicos científicos, época em que os agentes eram decisivos para a resolução dos crimes. Naquela época, a Polícia Judiciária continuava a ser um parente pobre da investigação, sendo a PIDE determinante“, escreve Francisco Moita Flores na introdução. O autor reforça que, naquele tempo, “investigar crimes assentava no esforço pessoal, no sacrifício individual e nas vulnerabilidades que a História resolveu com a queda do regime e com a revolução técnico-científica“.

O livro encontra-se em pré-venda, com lançamento previsto para 12 de maio.

Ricardo Alves
Ricardo Alves
Licenciado em Ciência da Informação, desviei-me para a Comunicação Social e é aqui que estou bem. Um assumido "papa-séries", especialmente se forem aquelas que quase ninguém vê. Nintendo Switch aficionado, aspirante a estudante em Hogwarts, e treinador Pokémon in the making.
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