Microsoft e OpenAI encerram pareceria de exclusividade

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O acordo entre ambas foi revisto e passa a dar maior autonomia à OpenAI para operar com outras tecnológicas.

A Microsoft e a OpenAI anunciaram uma revisão da sua parceria, encerrando o regime de exclusividade que obrigava os responsáveis do ChatGPT a operar apenas na infraestrutura Azure. A Microsoft permanece, para já, como principal parceira para operações via cloud e conserva uma participação de 27% na nova estrutura comercial da OpenAI, avaliada em cerca de 135 mil milhões de dólares, mas a empresa liderada por Sam Altman passa a ter liberdade para colaborar com outros fornecedores de serviços e estruturas semelhantes.

A alteração mais significativa diz respeito à hospedagem dos modelos de inteligência artificial. A OpenAI deixa de estar limitada aos servidores da Microsoft e pode agora recorrer a plataformas concorrentes, incluindo a Amazon Web Services, com quem assinou recentemente um contrato de grande dimensão. A Microsoft mantém, contudo, o direito de avaliar novas cargas de trabalho antes da sua eventual execução na Azure.

A revisão do acordo também inclui mudanças financeiras. A Microsoft deixará de pagar uma percentagem da sua receita à OpenAI, enquanto a startup continuará a remunerar a tecnológica até 2030, mas com um limite máximo definido e sem ligação aos avanços futuros da empresa. A questão da inteligência artificial geral foi igualmente clarificada, permitindo que ambas as partes prossigam o desenvolvimento das suas próprias soluções de forma independente.

Esta reestruturação surge num momento em que a OpenAI concluiu uma ronda de financiamento de 110 mil milhões de dólares e reflete a tendência do setor para abandonar parcerias exclusivas, num contexto de crescente escrutínio regulatório e adoção de modelos multicloud.

Joel Pinto
Joel Pinto
Joel Pinto é profissional de TI há mais de 25 anos, amante de tecnologia e grande fã de entretenimento. Tem como hobbie os desportos ao ar livre e tem na sua família a maior paixão.
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