O Benfica District continua dependente do licenciamento camarário, mas a SAD antecipa fechar esse processo até ao verão.
O licenciamento do Benfica District deverá ficar concluído até ao verão, adiantou Nuno Catarino, CFO da Benfica SAD, num momento em que o projeto continua dependente dos trâmites camarários e ainda numa fase considerada preliminar do ponto de vista do financiamento. Em entrevisto ao ECO, o responsável financeiro sublinha, ainda assim, que o interesse internacional no megaprojeto ultrapassou as expectativas iniciais da sociedade.
Depois da aprovação do Benfica District em assembleia geral pelos sócios, em dezembro, a Benfica SAD avançou com o Pedido de Informação Prévia na Câmara Municipal de Lisboa, de forma a enquadrar o licenciamento dos trabalhos. Catarino explica que o processo obriga à articulação com vários serviços camarários, dada a escala e a complexidade da intervenção.
A previsão interna aponta para que esse processo esteja fechado até ao verão. Só depois dessa etapa a SAD deverá apresentar o projeto ao mercado. Nuno Catarino garante que, por enquanto, não há necessidade de avançar antes disso, até porque o interesse já manifestado por investidores superou o que esperava no início do processo.
E como já deu a entender anteriormente, o responsável admite que o dossier de project finance continua longe de estar fechado e que existe apenas um documento interno de trabalho, em atualização permanente, com contacto regular com bancos para acompanhar a evolução do mercado e ajustar a estrutura da operação.
Em relação ao impacto financeiro esperado, o plano estratégico do Benfica aponta para 38 milhões de euros de receita bruta anual. Nuno Catarino esclarece que esse valor só deverá ser alcançado quando o projeto estiver plenamente operacional, o que normalmente acontece entre seis meses e um ano após o fecho da obra. Se a conclusão ocorrer em 2030, a materialização dessas receitas deverá começar em 2031.
De resto, Nuno Catarino disse que o objetivo do Benfica passa por elevar o gasto médio por espectador dos atuais 22€ para 40€ nos próximos cinco anos. O clube quer, por isso, reforçar a oferta e trazer para dentro do recinto consumos que hoje acontecem fora dele. No fundo, transformar o jogo de futebol numa experiência mais completa, com maior permanência dos adeptos no espaço envolvente ao recinto.
Para atingir essa meta, Catarino considera igualmente relevante o regresso da venda e do consumo de álcool nos estádios, ou nos perímetros em que o Benfica opera.
