Os responsáveis máximos do departamento de videojogos da Microsoft, abandonam as suas posições num momento de grande incerteza para a Xbox.
Phil Spencer e Sarah Bond estão de saída da Xbox. A notícia inicialmente avançada pela IGN, foi rapidamente oficializada, com a apresentação de uma nova liderança, num momento de grande incerteza para o departamento de videojogos da Xbox, que adotou recentemente uma estratégia multiplataforma e que para muitos jogadores é visto como uma perda de identidade e, até, o fim da Xbox como a conhecemos.
Spencer, que ocupava a posição de CEO da Microsoft Gaming, será substituído por Asha Sharma que se juntou à Xbox em 2024 enquanto presidente de produtos CoreAI. Já Bond, que muitos apontavam como a eventual sucessora de Spencer, terá o seu lugar ocupado por Matt Booty, agora promovido para presidente da Xbox Game Studios, para ajudar Sharma. Este anúncio foi recebido com uma enorme surpresa por parte da comunidade, imprensa e outros representantes da indústria, com muitos a especularem sobre a real mexida na liderança da Xbox.
Em emails enviados à restante equipa da Xbox, Spencer partilha que já tinha falado com Satya Nadella, atual CEO da Microsoft, sobre a eventualidade de se reformar, apesar de recentemente ter ate negado rumores sobre essa conversa. O agora ex-CEO da Microsoft Gaming não explica o porquê destas alterações, enaltecendo apenas os valores da marca e dando as boas vindas a Sharma.
Spencer fez parte da Microsoft durante 38 anos, 12 deles em frente dos videojogos, tendo-se estabelecido como um dos representantes mais acarinhados da marca, até que nesta geração com alterações estratégicas, fecho de estúdios e despedimentos massivos, deixou de cair nas boas graças de muitos fãs. Já Sarah Bond, juntou-se à Microsoft relativamente cedo, em 2017, e foi uma das figuras mais importantes da aquisição da Activision Blizzard. Em 2023 foi promovida para presidente da Xbox Game Studios.
Sobre a nova cara da Xbox, a escolha não tem sido bem recebida pela comunidade, pela sua alegada distancia aos videojogos e proximidade à indústria da Inteligência Artificial. Em comunicado, no entanto, a nova CEO apresenta-se com grandes ambições de liderança da marca para um rumo que orgulhe os jogadores e a comunidade que cresceu ao longo dos 25 anos que a marca celebra em 2026.
Sharma também não afasta o tema da Inteligência Artificial no seu comunicado dizendo que os jogos e a arte estão sempre em primeiro lugar: “Enquanto que a monetização e a IA evoluem e influenciam este futuro, não vamos perseguir eficiência a curto prazo e encher o nosso ecossistema com lixo IA sem alma. Jogos são e sempre serão arte, criados pro humanos e criados com a tecnologia mais inovadora criada por nós.” Se estas ambições são cumpridas e se a Xbox irá sobreviver para lá dos seus 25 anos, resta para já, esperar. Porque ações valem mais do que palavras.
