Para além de um lançamento precoce, o uso de mensagens semelhantes às do grupo de extrema direita norte-americano, pode ter manchado a reputação de Splitgate 2.
Splitgate 2, a sequela do jogo original que misturava mecânicas saídas de Portal e de Halo, teve um lançamento tão mau, que duas semanas depois viu os seus servidores fechados e parte da equipa de produção da 1047 Games despedida.
O jogo havia sido anunciado um mês antes do seu lançamento, já envolto de alguma controvérsia, quando Ian Proulx, durante a apresentação do jogo no Summer Game Fest, fez a infeliz (e alegadamente inocente) escolha de surgir em palco com um chapéu onde se lia “Make FPS Great Again” (“tornar os FPS bons, novamente”), numa referência à tag-line utilizada por grupos de extrema-direita e neo-fascista norte-americanos.
O sentimento de resistência ao jogo por parte dos jogadores, que se sentiram alienados, juntamente com uma má gestão do projeto, que foi considerado como um lançamento aparente precoce, podem ter sido razões para Splitgate 2 acabar ali. Mas como uma barata que tem em não morrer, o jogo estará de volta já no início de dezembro.
Este relançamento será feito após uma beta que ocorreu na passada semana, chegando num formato free-to-play, como estava originalmente previsto, e com um plano a longo prazo com promessa de progresso de rankings sazonais. De acordo com o estúdio, o jogo está agora “maioritariamente transformado” e reconstruido para equilibrar o uso de portais, o movimento e as mecânicas de tiro.
Tal como no lançamento original, Splitgate 2 chegará ao PC, consolas PlayStation e Xbox.
