Microsoft deixa assim uma posição que afirma já não ser relevante para a dona do ChatGPT.
A Microsoft revelou ter abandonado a posição de observador no conselho de administração da OpenAI (ChatGPT). Isto surge numa altura em que os reguladores europeus e americanos estão a aumentar a vigilância do mercado da inteligência artificial.
“Nos últimos oito meses, vimos um progresso significativo da nova diretoria e estamos confiantes na trajetória da empresa”, disse a Microsoft numa carta enviada à OpenAI. “Não acreditamos que o nosso papel limitado de observador ainda seja necessário”, acrescentou o grupo, especificando que esta retirada entra em vigor de imediato.
A Microsoft investiu cerca de 13 mil milhões de dólares na OpenAI desde o início da sua parceria, em 2019, levantando questões em ambos os lados do Atlântico sobre a extensão da sua influência sobre a startup californiana fundada em 2015. A empresa responsável pelo Windows obteve um assento de observador, sem direito a voto, no conselho de administração da OpenAI em novembro de 2023, após uma disputa sobre se Sam Altman deveria, ou não, permanecer à frente da empresa. Este último posteriormente voltou à sua posição original, com o apoio da própria Microsoft.
As duas empresas comercializam serviços de IA para programadores e indivíduos, e competem com a Google e outros gigantes da tecnologia nesta área.
Microsoft corta a sua ligação com a OpenAI
Os reguladores na Europa e nos Estados Unidos começaram a examinar a questão do domínio do mercado crucial da IA por alguns gigantes digitais. Após investigação, o órgão europeu de fiscalização da concorrência concluiu em junho que, do jeito que estava, a Microsoft não havia adquirido controlo duradouro sobre a OpenAI.
Mas a Comissão Europeia solicitou novas informações à Microsoft sobre o acordo entre as duas empresas “para perceber se certas cláusulas de exclusividade podem ter um efeito negativo na concorrência”.
