Portugal não é propriamente considerado um mercado-chave.
A pandemia de Covid-19 trouxe inúmeros desafios para as marcas e empresas, que se tiveram de adaptar a novos padrões de consumo. E foi precisamente isso que a Zara, detida pelo Grupo Inditex, fez, para evitar um decréscimo nas vendas. Falamos, especificamente, das vendas em direto.
O conceito, apesar de não ser novo – o Grupo Alibaba foi pioneiro com esta experiência em 2016 -, dá pelo nome de Zara Streaming e foi lançado em novembro do ano passado da China, tendo sido um sucesso. Aliás, só para terem uma ideia, nos primeiros três meses de 2024, a Zara esgotou a maioria dos tamanhos em 50% mais produtos naquele país do que no mesmo período de 2023.
Zara Streaming – o que é isto?
Lembram-se das televendas, que ainda existem? O conceito é o mesmo… mas adaptado para a Internet. E em direto. Na China, por exemplo, os diretos são feitos a partir de Xangai, numa sala com 1.000m2 e onde uma equipa de 70 pessoa trabalha nessa emissão. Em média, cada transmissão atrai 800.000 espectadores.
Quando a transmissão está a ser feita, e em que vários modelos vestem as peças e acessórios para venda, os espectadores podem então comprar os produtos no momento ou adicionar ao carrinho de compras.
Na China, a Zara tem usado a plataforma Douyin para estas transmissões, mas, na Europa, o objetivo não será fazer as transmissões a partir das redes sociais, mas sim através do site e app da Zara.
Nas próximas semanas, e tendo em conta o relatório dos Resultados Consolidados do primeiro semestre de 2024, o Grupo Inditex vai disponibilizar a experiência Zara Streaming em mercados-chave, como Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Países Baixos e Canadá.
Quanto a Portugal ainda nada se sabe. O país não é considerado um mercado-chave, apesar de ter ganho recentemente a terceira maior loja Zara do mundo.
