Xbox poderá retirar lançamentos simultâneos de Call of Duty no Game Pass

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A Xbox pode mudar a sua estratégia no que toca a Call of Duty no Game Pass, após terem sido levantadas questões sobre o impacto da série no serviço e dos custos associados.

A Microsoft pode em breve retirar Call of Duty do plano de lançamentos simultâneos de Dia 1 no Xbox Game Pass em futuros títulos, numa decisão que estará a ser ponderada internamente após terem sido levantadas dúvidas sobre o impacto da série no crescimento e sustentabilidade do serviço. Esta especulação foi lançada por Jez Corden, do Windows Central, numa transmissão recente que refere ter conhecimento dessa possibilidade, embora sem confirmação oficial.

Call of Duty foi integrado no Game Pass após concluir a aquisição da Activision Blizzard em 2023, naquela que foi considerada uma das maiores apostas feitas para impulsionar o serviço., A série começou a chegar ao catálogo em 2024, com jogos mais antigos e lançando anteriormente a chegarem a conta gotas, mas foram os lançamentos de Black Ops 6 e de Black Ops 7, que se destacaram por terem tido lançamentos em simultâneo tanto para compra como para subscritores do serviço, algo que com o tempo serviu de justificação para aumentos de preço das várias modalidades.

Este tipo de lançamentos foi visto pela indústria, em particular analistas, como um teste à sustentabilidade e limites de serviços como o Game Pass, ao passar a oferecer acesso direto a uma das franquias que mais economicamente move a indústria. Christopher Dring, do GamesIndustry.biz, chegou a isso mesmo afirmar à BBC em 2024, ao usar Call of Duty como um exemplo de um indicador decisivo, questionando que se nem a maior franquia anual da indústria consegue aumentar de forma significativa o número de subscritores, dificilmente outro jogo o conseguirá.

A possibilidade de retração desta estratégia, partilhada por Corden, vem assim sugerir que o impacto de Call of Duty no serviço não correspondeu às expectativas, uma vez que a disponibilidade destes jogos no serviço reduz a venda direta do jogo a preço completo, trocando receita imediata por um modelo distribuído ao longo do tempo, dependente da retenção de subscritores.

Ao mesmo tempo, a escala da série aparenta estar a levantar constrangimentos internos na Microsoft, por Call of Duty concentrar um nível de investimento, atenção e utilização dentro do serviço, o que pode limitar a margem disponível para financiar novos conteúdos (e até outros jogos), fatores críticos para manter o catálogo relevante e evitar a saída de utilizadores. Corden descreve esse efeito como um desequilíbrio, pois a presença de Call of Duty embora reforça o valor do Game Pass, enfraquece tanto as vendas da própria série como a capacidade do serviço em renovar a oferta, ou se tornar acessível a mais utilizadores.

Para já, esta possibilidade de mudança estratégica é apenas uma especulação, não havendo ainda qualquer tipo de comentário oficial por parte de representantes da Xbox. No entanto, as mais recentes mexidas na liderança da Xbox, com Asha Sharma agora à frente do departamento de jogos, que já declarou querer alterar algumas coisas, como o desejo de baixar o preço do Game Pass, pode mesmo passar pela forma como alguns jogos são distribuídos no serviço mais popular da marca.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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