Com o Windows 10 a perder suporte em outubro, a Microsoft revelou os requisitos do programa ESU, incluindo login obrigatório periódico para manter atualizações de segurança.
A Microsoft esclareceu o funcionamento do programa Extended Security Updates (ESU), criado para utilizadores e empresas que ainda dependem do Windows 10 depois de o sistema perder suporte oficial já em outubro deste ano. Quando um sistema operativo perde suporte, deixa de receber correções de segurança, o que o torna progressivamente mais exposto a ataques informáticos. Desta forma, o ESU foi concebido para prolongar esse acesso a correções críticas até 13 de outubro de 2026, mas sem introduzir novas funcionalidades.
Para quem recorre a serviços cloud da Microsoft, como o Windows 365, os Cloud PCs Enterprise e Frontline têm direito a três anos de atualizações gratuitas, desde que preencham determinadas condições. Os dispositivos precisam de estar a correr o Windows 10 22H2 com uma atualização específica instalada (KB5066791), e os administradores de sistemas têm de ativar manualmente uma verificação nas definições de gestão dos dispositivos.
A condição mais inesperada é a obrigatoriedade de iniciar sessão no dispositivo físico com uma conta Microsoft, periodicamente, pelo menos uma vez a cada 22 dias. A Microsoft justifica a exigência como uma forma de garantir que o sistema permanece associado a um utilizador ativo e de prevenir abusos do ESU. Para máquinas físicas que funcionam fora da clouud, a Microsoft já disponibilizou os códigos de ativação necessários para aderir ao ESU, o que permite que organizações prolonguem a vida útil dos equipamentos sem comprometer a segurança. A Microsoft ressalva ainda que algumas versões especiais do sistema, como determinadas edições LTSC, seguem regras próprias.
