WhatsApp e Telegram são cada vez mais utilizados para burlas

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Em Portugal, 23% das burlas ocorrem no Telegram, seguido pelo WhatsApp (19%) e Facebook (18%), enquanto que as restantes burlas estão distribuídas por outras plataformas, incluindo Instagram e sites fraudulentos.

Os esquemas fraudulentos estão a evoluir e a migrar para plataformas de mensagens encriptadas como o WhatsApp e o Telegram, revela o mais recente Relatório de Segurança do Consumidor e Crime Financeiro da Revolut. Mas a Meta, empresa não só do WhatsApp, como do Facebook e Instagram, continua a ser a principal origem destas burlas.

O documento destaca um aumento substancial de fraudes iniciadas em aplicações de mensagens encriptadas, com um crescimento expressivo no WhatsApp e no Telegram durante o segundo semestre de 2024. Apesar desta tendência, as plataformas da Meta continuam a ser a principal fonte de burlas, representando 54% dos casos reportados globalmente. Este é o terceiro relatório consecutivo que coloca a empresa no topo da lista.

A Revolut reforçou os seus mecanismos de proteção para combater este problema, evitando perdas superiores a 710 milhões de euros em 2024. Entre as medidas implementadas, destaca-se a introdução de chamadas dentro da aplicação para identificar tentativas de fraude por impersonificação. Além disso, foram lançadas novas funcionalidades para reforçar a segurança dos utilizadores, permitindo o bloqueio remoto da conta em caso de perda ou roubo do dispositivo, a autenticação multi-fator com biometria para impedir acessos não autorizados e a definição de limites diários para transações, exigindo confirmação biométrica para os ultrapassar.

O problema, no entanto, ultrapassa as instituições financeiras. A Revolut sublinha que a encriptação não equivale a segurança e que o volume de burlas no WhatsApp e no Telegram continua a crescer. O Telegram registou um aumento de 121% nos casos reportados, enquanto o WhatsApp teve um crescimento de 67%. Ainda assim, a Meta continua a ser a principal origem destes esquemas, acumulando 54% das fraudes.

Os esquemas mais comuns continuam a ser as burlas de compra, com destaque para a venda fraudulenta de bilhetes, que afeta sobretudo jovens entre os 17 e os 34 anos. Em Portugal, 23% das burlas ocorrem no Telegram, seguido pelo WhatsApp (19%) e Facebook (18%), enquanto que as restantes burlas estão distribuídas por outras plataformas, incluindo Instagram e sites fraudulentos. As fraudes mais frequentes no país envolvem compras (53%) e falsos empregos (20%). No caso das burlas de compra, o Facebook é a plataforma mais usada (28%), seguido do Instagram (17%). As fraudes de emprego afetam principalmente utilizadores do Telegram (61%), enquanto os esquemas de investimento são mais comuns no WhatsApp (32%).

Quem quiser, pode consultar o relatório completo da Revolut aqui.

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