A garota não, o projeto de Cátia Mazari Oliveira, é outra das novas confirmações no Vodafone Paredes de Coura.
O cartaz da próxima edição do Vodafone Paredes de Coura continua a ganhar forma e consistência. A organização do festival, que regressa às margens do rio Taboão entre os dias 12 e 15 de agosto de 2026, anunciou esta semana um novo lote de confirmações que promete diversificar a sonoridade do evento, com destaque para o virtuosismo de Thundercat e a energia contagiante dos alemães MEUTE.
Stephen Bruner, mundialmente conhecido como Thundercat, encabeça esta nova leva de artistas. O músico norte-americano traz ao Minho a sua fusão singular de funk, jazz e soul, onde o baixo elétrico deixa de ser um mero instrumento de acompanhamento para assumir o papel de motor melódico central. Mas a festa promete não abrandar com a chegada dos MEUTE. Este coletivo de Hamburgo, que se autodefine como uma “techno marching band”, reinventa a música eletrónica através de uma abordagem orgânica, utilizando instrumentos de sopro e percussão para criar uma presença em palco física e arrebatadora, sem necessidade de computadores.
A língua portuguesa também ganha novo destaque no alinhamento com a confirmação de A garota não. O projeto de Cátia Mazari Oliveira, que tem vindo a consolidar-se como uma das vozes mais importantes da música nacional recente, levará a Coura a sua canção de intervenção contemporânea. As suas letras, marcadas por uma crítica social frontal e emotiva, prometem momentos de comunhão e reflexão no anfiteatro natural. Do outro lado do Atlântico chega Julia Mestre, trazendo uma leveza luminosa que cruza a tradição da MPB com uma estética pop delicada e romântica, dialogando com o passado musical brasileiro sem cair na nostalgia.
Para os adeptos de sonoridades mais cruas e alternativas, o festival assegurou a presença dos Bassvictim e das Horsegirl. A dupla londrina Bassvictim aposta numa mistura visceral de eletrónica de club com uma atitude punk e baixos pesados, oscilando entre a euforia e a intimidade. Já as Horsegirl recuperam o espírito do indie rock da década de 1990, apresentando-se com guitarras ruidosas, minimalismo e uma escrita emocionalmente honesta.
Estes seis novos nomes juntam-se a um cartaz que já contava com pesos pesados como os veteranos da eletrónica UNDERWORLD, a energia punk dos Amyl and The Sniffers e o fenómeno indie Wet Leg. O alinhamento inclui ainda Benjamin Clementine, CMAT, Aldous Harding, Kurt Vile & The Violators, entre outros projetos nacionais e internacionais como Capitão Fausto e Milhanas.
Os passes gerais para garantir o regresso ao “habitat natural da música” já se encontram à venda nos locais habituais e na plataforma DICE, com o custo de 130€.
