Decisão anula suspensão e permite retomar trabalhos num projeto considerado estratégico para o Alto Alentejo.
A construção da Barragem do Pisão pode finalmente avançar, depois de o Tribunal Administrativo de Castelo Branco ter anulado o efeito suspensivo que impedia o início das obras. A decisão dá razão aos municípios de Portalegre e Fronteira, representados pelo advogado Nuno Barroso, e invalida a providência cautelar apresentada por associações ambientalistas.
Joaquim Diogo, presidente da CIMAA, afirmou que o tribunal identificou um erro no processo que tinha originado a suspensão das obras da Barragem do Pisão, confirmando que todos os procedimentos legais foram cumpridos, incluindo a Declaração de Impacte Ambiental. Para o responsável, trata‑se de uma validação importante de um projeto fundamental para o Alto Alentejo. E embora impedida de iniciar a obra no terreno, a CIMAA garante que nunca parou o trabalho preparatório, prosseguindo com as operações de realojamento dos habitantes da aldeia do Pisão, os processos de indemnização de proprietários, a análise das propostas para o sistema de regadio, avaliado em mais de 60 milhões de euros, e a fase final de adjudicação da conduta de adução para abastecimento público. Ao mesmo tempo, avançaram os estudos para o concurso da componente fotovoltaica.
Joaquim Diogo reforçou ainda que a CIMAA mantém abertura ao diálogo com todas as partes envolvidas, defendendo uma abordagem assente no respeito por diferentes posições e na defesa dos interesses da região.
