A Transtejo tem em estudo novas ligações fluviais no Tejo, incluindo Algés e o Parque das Nações, e vai testar uma carreira entre Seixal, Barreiro e Cais do Sodré.
A Transtejo, que está a celebrar 50 anos de existência, quer mexer a sério na forma como usa o Tejo. Há novas ligações em cima da mesa, experiências já com data marcada e a ideia de tirar mais partido dos barcos, dos terminais e da própria posição da empresa, sem ficar eternamente à espera de dinheiro do Estado.
A ligação entre a Trafaria e Algés é a que está mais adiantada. Os estudos já foram feitos e a empresa aponta para 2027 como o ano em que poderá começar a testar o serviço. Ainda falta acertar detalhes com as autarquias e decidir onde ficará o pontão em Algés, mas a rota é vista como viável.
Mais ambiciosa, porém, é a vontade de chegar ao Parque das Nações por via fluvial. A Transtejo está a estudar uma carreira que poderá sair do Montijo e, consoante os resultados, incluir o Seixal ou o Barreiro. No entanto, será preciso confirmar se há procura suficiente, se a operação se paga e se o rio permite uma navegação regular naquela zona, onde a acumulação de sedimentos pode obrigar a dragagens frequentes. E, mesmo que os estudos sejam positivos, esta ligação não deverá arrancar antes de 2028.
Entretanto, há uma experiência prestes a arrancar. Até março, a empresa quer testar ao fim de semana uma ligação entre o Seixal, o Barreiro e o Cais do Sodré. O objetivo é aproveitar a capacidade que sobra na frota elétrica do Seixal e perceber se há adesão dos passageiros. Se correr bem, o serviço poderá estender-se aos dias úteis.
De resto, a Transtejo quer também ganhar dinheiro onde, até agora, quase não ganhava. Os terminais fluviais poderão ser usados por operadores privados de turismo, e os antigos cacilheiros deverão voltar ao rio, mas desta vez para passeios turísticos.
