A plataforma TempestadeSOS foi criada por voluntários para ligar vítimas da tempestade a quem pode ajudar, agilizando a resposta a necessidades essenciais.
Uma nova plataforma digital foi criada para apoiar as populações afetadas pela tempestade que recentemente atingiu o país, na sequência da ativação do estado de calamidade. A iniciativa, designada TempestadeSOS, resulta do trabalho de um grupo de voluntários e tem como objetivo agilizar a resposta às necessidades mais urgentes no terreno, num contexto marcado por danos significativos e pela interrupção do acesso a bens e serviços essenciais.
Pensada para situações de emergência, a plataforma centra-se nas prioridades imediatas que surgem após fenómenos meteorológicos extremos, como o acesso a eletricidade, água, comunicações, abrigo e meios de transporte. O sistema permite que qualquer pessoa sinalize uma necessidade ou disponibilize apoio em poucos minutos, através de um processo simples e direto, sem entraves técnicos ou administrativos.
O funcionamento assenta na correspondência entre pedidos e ofertas de ajuda, privilegiando a proximidade geográfica entre as partes envolvidas, de forma a promover respostas mais rápidas e eficazes. Este modelo procura reforçar redes de apoio locais, baseadas na cooperação direta entre cidadãos, valorizando a dimensão humana da resposta à crise.
Desenvolvida em menos de uma hora, a TempestadeSOS nasceu da mobilização imediata de voluntários com experiência nas áreas da inteligência artificial e da comunicação, que decidiram agir perante a dimensão dos estragos provocados pela tempestade. O projeto assume-se como um espaço aberto a todos os que necessitam de apoio e a todos os que pretendem contribuir, abrangendo desde a disponibilização de bens essenciais e alojamento temporário até apoio logístico, técnico ou nas comunicações, bem como a cedência de geradores, combustíveis ou materiais de construção.
A TempestadeSOS recorre à tecnologia como instrumento de coordenação da solidariedade, com o objetivo de reduzir tempos de resposta e evitar a duplicação de esforços, numa fase em que muitas famílias enfrentam perdas materiais e dificuldades no acesso a serviços básicos. A equipa responsável destaca que, em contextos de emergência, a rapidez é determinante não apenas para responder a carências imediatas, mas também para preservar condições de segurança e dignidade.
Os voluntários envolvidos já participaram noutras iniciativas de apoio social em diferentes contextos de crise. Entre esses projetos contam-se a Cama Solidária, criada durante a pandemia para disponibilizar caravanas a profissionais de saúde, o Computador Solidário, que permitiu a doação de equipamentos informáticos a pessoas em situação de vulnerabilidade, e o movimento Portugal sem Chamas, em 2025, que respondeu às necessidades de centenas de pessoas afetadas por incêndios.
