Foi aprovada a criação da Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais, a sexta unidade orgânica do Politécnico de Setúbal, que terá sede em Sines e oferecerá formação desde CTeSP até mestrados.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação deu luz verde à criação de uma nova escola superior integrada no Instituto Politécnico de Setúbal, que terá sede em Sines. A decisão concretiza um processo que se arrasta desde 2021 e que o próprio IPS sempre classificou como estruturante para o desenvolvimento da sub-região do Alentejo Litoral, um território que, apesar do peso económico e industrial que carrega, nunca dispôs de uma oferta permanente e consolidada de ensino superior público.
A nova unidade orgânica, a sexta do Politécnico de Setúbal, terá o nome de Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais. O nome não é meramente simbólico: traduz uma aposta deliberada num perfil interdisciplinar, orientado para as necessidades concretas de um território onde coexistem infraestruturas logísticas, energéticas, digitais e industriais de escala nacional e internacional.
Do ponto de vista da oferta formativa, a nova escola representará uma novidade absoluta para o Alentejo Litoral. Pela primeira vez, a região passará a contar com um leque contínuo de formação superior pública que abrange desde microcredenciais e cursos técnicos superiores profissionais – os chamados CTeSP – até licenciaturas, pós-graduações, mestrados e, numa perspetiva de médio prazo, programas de doutoramento.
O modelo pedagógico que o IPS pretende implementar assenta em quatro eixos: internacionalização, inovação pedagógica, bem-estar académico e integração dos estudantes em contextos reais de aprendizagem. Este último ponto é particularmente relevante num território como Sines, onde as empresas e infraestruturas presentes no cluster industrial e portuário podem funcionar, naturalmente, como laboratórios vivos de formação. A escola beneficiará ainda da ligação às unidades de investigação do IPS e à aliança universitária europeia E³UDRES², da qual o Politécnico de Setúbal é membro fundador, uma rede que abre portas à colaboração internacional e à mobilidade de estudantes e docentes.
A viabilização deste projeto não teria sido possível sem o envolvimento ativo da Câmara Municipal de Sines, que assumiu um papel de parceiro estratégico desde uma fase precoce do processo. A autarquia garantiu a cedência de terrenos para a construção de uma residência de estudantes, obra que está atualmente em curso e cuja conclusão está prevista para este ano de 2026, com capacidade para cerca de 50 camas. O município assegura igualmente o terreno destinado às instalações permanentes da futura escola e comprometeu-se com o cofinanciamento da respetiva construção.
